15 julho 2010

O estado das coisas

luz e sombras do Fontelo


Hoje discute-se o estado da nação lá prós lados de S. Bento.
Ontem na televisão  e hoje de manhã no carro, ouço inúmeras opiniões nos painéis de ouvintes e telespectadores, sobre a situação da pátria. 99% acusa os políticos e dirigentes dos últimos 36 anos de tudo e mais alguma coisa. Ninguém refere a situação herdada do fascismo, de um terço do  país da época nunca ter entrado numa escola, da falta de estradas, luz eléctrica, água canalizada ou assistência médica. Ninguém fala da mortalidade infantil.
Oh falta de memória!

Não fomos nós que elegemos estes políticos, agora tão vilipendiados? Não votámos sempre naqueles que mais prometeram? E não vale dizer que não votamos, deixar a escolha para os outros não resolve nada.

Não me sai da cabeça o ditado mais repetido pela minha avó materna: casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.

1 comentário:

as-nunes disse...

Concordo consigo Eva. Plenamente.
Andamos sempre à procura dum D. Sebastião que saia das brumas da História.
Onde está ele?

Tenho ouvido dizer que se está a transformar num coelho.
Não acredito nessa Fábula! Não se deixem cair em ilusões!...

Fontelo da minha alma!

Um beijo
António