26 março 2010

Só consigo dizer: chocada

Confesso que não entendo
Miguel Sousa Tavares (www.expresso.pt)
0:00 Quinta-feira, 25 de Mar de 2010


1. Confesso que não entendo como é que todos fomos enganados pela morte do Leandro. Todos, eu incluído. Todos engolimos sem pestanejar a primeira e 'definitiva' versão que nos foi apresentada pela imprensa para a morte do jovem de doze anos, apresentado como exemplo limite das consequências do bullying. A saber: a) que Leandro, farto de ser sovado e maltratado pelos colegas da escola; b) por quem já havia sido seriamente espancado um ano antes; c) e incapaz de se defender; d) saiu pela porta principal da escola de Mirandela que frequentava, sem que ninguém o interceptasse, e declarando "não aguento mais, vou-me atirar ao rio": e) o que fez, suicidando-se no Tua; f) sem que a escola tenha tido depois uma só palavra para com a família. Ora, segundo o "Diário de Notícias" desta terça-feira, citando fontes da escola e da PSP e amigos e testemunhas do acto de Leandro, o que realmente terá acontecido foi: a) Leandro era, ele próprio, um miúdo dado a provocações e confrontos, o que terá estado na origem do incidente ocorrido há um ano, quando insultou outros alunos; b) os quais, aliás, não eram da sua escola, mas sim de outra escola de Mirandela; c) no dia fatal, não saiu da escola pela porta da frente, que estaria sempre vigiada, mas sim através das grades exteriores; d) não se quis suicidar, mas apenas tomar banho no rio, tendo sido levado pela corrente; f) e logo no dia seguinte o presidente do conselho executivo da escola falou com a mãe de Leandro, dando-lhe os sentimentos e colocando-se à disposição dela. Ou seja: a fazer fé na segunda e corrigida versão, todos fomos levados ao engano. E porquê? Pois, o que dói é a resposta a esta pergunta.


Fomos levados ao engano, porque a nossa imprensa, quase toda, vive à procura de sangue, escândalos, tragédias ou heróis. E porque, entre procurar a verdade da história além das aparências, esperar pelas investigações das autoridades sem antecipar conclusões, ou optar logo pela versão mais trágica e chocante, escolheu esta sem hesitar. Nada disto aconteceu por acaso. Não deixa de ser eloquente que, num momento em que na Comissão de Ética da Assembleia da República prosseguem as penosas audições para apurar se há ou não liberdade de imprensa em Portugal, a maior e mais real ameaça a essa liberdade esteja ausente de todas as questões colocadas e de todos os depoimentos prestados. Essa ameaça é o tipo de jornalismo que hoje se faz e que é ditado, primeiro que tudo, pela necessidade de vender informação e conquistar audiências a qualquer preço. Os célebres 'conteúdos', que tanto movem os novos patrões da imprensa, são ditados exclusivamente pela vontade de obter lucros e não pelo desejo de prestar um serviço público de informação e formação. Ninguém pergunta à Ongoing ou à PT para que querem eles ter uma televisão ou um jornal, quais são os seus pergaminhos, o seu currículo, as suas intenções em matéria jornalística. Parece que ter dinheiro, próprio ou emprestado, é critério suficiente.

21 março 2010

Limpámos Viseu

9 h
Vamos a ele


Fugimos ou ficamos?

O São Pedro testa-nos a vontade


Ninguém desiste

Já há luz ao fundo do túnel
O dia de ontem deixou-me com vontade de acreditar no ser humano. Nem a chuva torrencial demoveu os voluntários.
Só a dor nas costas ainda se mantém.

19 março 2010

15 março 2010

22 anos

Parabéns filho grande!

Foi ontem(14/3) mas não houve oportunidade, o bolo estava demasiado bom.

14 março 2010

Pronta

Gostei muito de a fazer e, tendo em conta que é feita em agulhas nº 3,5, nem demorei assim tanto tempo. As mangas foi o que me demorou mais, tive de desmanchar várias vezes até acertar com as riscas do corpo e o tamanho das cavas. É o que dá estar muito tempo sem fazer camisolas e não seguir receita. Esta foi totalmente desenhada por mim.
O Alex gostou muito e disse cheio de orgulho (baba) que ninguém tinha uma camisola feita pela mãe.

Gostei de voltar a estes trabalhos grandes e já comecei um colete/camisola sem mangas para mim. Vamos a ver se o verão não chega primeiro.

03 março 2010

De carro

- Então que fizeram hoje na escola?
ele - aprendemos os animais carnívoros, omnívoros.
ela sempre a interromper - e hervíboros
- herbívoros, lá por vivermos em Viseu não tens que trocar os b's
ele - e aprendemos os animais que nascem dos ovos e das barrigas
ela sempre a interromper- pois,  tu nasceste dum ovo
ele furioso - eu nasci da barriga da mãe, tu é que nasceste do cu da galinha

01 março 2010

Amizades na Bloguilândia

Quando comecei este blog, já lá vão 5 anos, não tinha qualquer expectativa. Era mais um diário, um registo de desabafos. O que me trouxe aqui? Nem eu própria sei.
Gostava muito de ler a Rosa, nesse tempo em que era mais mãe e a artesã que tudo partilhava, a Rita que me fazia rir e pensar sobre o ser mãe, a Carla da ilha mágica, a Anna que troca de blog como alguns trocam de meias, a Sandra sempre pronta a ajudar esta naba informática, o Rui e todos os outros que estão ali nos links e muitos outros que já desapareceram.
Com o tempo fui conhecendo alguns bloggers pessoalmente, trocando informações, conselhos, outros que adoptaram os meus bonecos. Tudo isto na estreiteza das fronteiras portuguesas.
Claro que com a minha mania dos lavores (crafts seria mais in) acompanho vários blogs estrangeiros, da Austrália aos EUA, da República Checa à Turquia e claro os nossos amigos brasileiros. O que eu já aprendi de tricot com a Solange. Os pássaros que fizeram um lindo espanta-espíritos que a Carlinha me ensinou.

Mas nunca tinha recebido uma prenda (do estrangeiro) só porque deixei um comentário enaltecendo a beleza do produto. E mais, a prenda chegou antes de eu ler o email a anunciar o envio.
Surpresa mais linda é difícil. Obrigada Carlinha.
E agora onde arranjo a coragem para meter a tesoura?