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20 outubro 2010
Ajuda de Berço
Vi uma reportagem na SIC sobre as dificuldades financeiras da Associação Ajuda de Berço e fiquei a fazer contas de cabeça e de máquina na mão.
Segundo esta a Ajuda de Berço gasta 1 000 000€ por ano para acolher 40 crianças. Pelas minhas contas rápidas dá 2083€ por criança/mês. Isto não é economicamente sustentável em lugar nenhum do mundo. De boas intenções está o inferno cheio... fazer caridade com o dinheiro (a rodo) dos outros é muito fácil, fácil demais. Todas as instituições têm que ser geridas com cabeça e coração.
Acho que os jornalistas devia investigar a fundo as contas desta instituição. Não é possível pedir dinheiro a privados e ao estado (ajudas estas pagas com os meus impostos) para depois se gerir duma forma absolutamente desrespeitosa para com os doadores.
O que daria eu aos meus 4 filhos se tivesse esse dinheiro disponível ( 4*2.083=11.332€)?
Segundo esta a Ajuda de Berço gasta 1 000 000€ por ano para acolher 40 crianças. Pelas minhas contas rápidas dá 2083€ por criança/mês. Isto não é economicamente sustentável em lugar nenhum do mundo. De boas intenções está o inferno cheio... fazer caridade com o dinheiro (a rodo) dos outros é muito fácil, fácil demais. Todas as instituições têm que ser geridas com cabeça e coração.
Acho que os jornalistas devia investigar a fundo as contas desta instituição. Não é possível pedir dinheiro a privados e ao estado (ajudas estas pagas com os meus impostos) para depois se gerir duma forma absolutamente desrespeitosa para com os doadores.
O que daria eu aos meus 4 filhos se tivesse esse dinheiro disponível ( 4*2.083=11.332€)?
15 janeiro 2009
Nunca pensei
Nunca pensei, como ateísta convicta e militante, encontrar-me no papel de defensora do cardeal patriarca. Parece que há mesmo uma primeira vez para tudo.
As palavras do sr. cardeal não só não me espantaram, como concordo com elas.
Em primeiro lugar o sr. tem todo o direito de exprimir, em público ou em privado, a sua opinião. Depois não disse nada que 99% dos portugueses não pensem. Talvez não tenham é a ombridade de o reconhecerem.
Em segundo lugar o sr. não disse nenhuma mentira. Pode realmente trazer sarilhos enormes casar com um muçulmano. Pode. Não é obrigatório acontecer.
O que disse pode não ser politicamente correcto mas não deixa de ser verdade.
Durante o meu percurso académico convivi com muitos árabes muçulmanos e ateus e muçulmanos não árabes. Conheci afegãos, palestinianos de várias facções, jordanos, sírios, libaneses, iraquianos pró e anti Sadam (assisti a uma manifestação de estudantes anti-Sadam com uma contra manifestação pró Sadam) e muçulmanos de origem africana. Posso dizer que sei, mais ou menos, do que falo.
Tenho uma colega e amiga que casou com um jordano, ateu e de família bem posicionada socialmente no seu país. Tentaram fazer vida na Jordânia mas desistiram pois a família e os costumes fizeram-lhe a vida num inferno. Fixaram-se na Europa (junto da família dela) e continuam casados e felizes.
É verdade que o islão impõe regras muito rígidas e precisas às mulheres (aos homens menos) de conduta, vestuário, direitos paternais, etc.
Ainda alguém se lembra do escacaréu que os muçulmanos fizeram por causa das caricaturas? Eles não toleram opiniões sobre a sua religião mas podem permanentemente lançar fatah's contra praticantes de outras religiões. Instando ao assassínio em nome de deus. Estas posições têm que ser militantemente combatidas, por ateus, católicos, protestantes, judeus e muçulmanos amantes da tolerância.
As palavras do sr. cardeal não só não me espantaram, como concordo com elas.
Em primeiro lugar o sr. tem todo o direito de exprimir, em público ou em privado, a sua opinião. Depois não disse nada que 99% dos portugueses não pensem. Talvez não tenham é a ombridade de o reconhecerem.
Em segundo lugar o sr. não disse nenhuma mentira. Pode realmente trazer sarilhos enormes casar com um muçulmano. Pode. Não é obrigatório acontecer.
O que disse pode não ser politicamente correcto mas não deixa de ser verdade.
Durante o meu percurso académico convivi com muitos árabes muçulmanos e ateus e muçulmanos não árabes. Conheci afegãos, palestinianos de várias facções, jordanos, sírios, libaneses, iraquianos pró e anti Sadam (assisti a uma manifestação de estudantes anti-Sadam com uma contra manifestação pró Sadam) e muçulmanos de origem africana. Posso dizer que sei, mais ou menos, do que falo.
Tenho uma colega e amiga que casou com um jordano, ateu e de família bem posicionada socialmente no seu país. Tentaram fazer vida na Jordânia mas desistiram pois a família e os costumes fizeram-lhe a vida num inferno. Fixaram-se na Europa (junto da família dela) e continuam casados e felizes.
É verdade que o islão impõe regras muito rígidas e precisas às mulheres (aos homens menos) de conduta, vestuário, direitos paternais, etc.
Ainda alguém se lembra do escacaréu que os muçulmanos fizeram por causa das caricaturas? Eles não toleram opiniões sobre a sua religião mas podem permanentemente lançar fatah's contra praticantes de outras religiões. Instando ao assassínio em nome de deus. Estas posições têm que ser militantemente combatidas, por ateus, católicos, protestantes, judeus e muçulmanos amantes da tolerância.
10 dezembro 2008
12 junho 2008
Mudanças superficiais
(...)
Já mudámos muito, desde os anos 30, ou não?
Muito pouco. Nos anos 30, as pessoas ainda iam, ao fim de semana, piquenicar para as hortas. Hoje não vão, mas vão para um Mcdonalds de um centro comercial e é exactamente a mesma coisa, a mesma ideia. As mudanças são superficiais.
(...)
Mário Claudio na Visão
Já mudámos muito, desde os anos 30, ou não?
Muito pouco. Nos anos 30, as pessoas ainda iam, ao fim de semana, piquenicar para as hortas. Hoje não vão, mas vão para um Mcdonalds de um centro comercial e é exactamente a mesma coisa, a mesma ideia. As mudanças são superficiais.
(...)
Mário Claudio na Visão
17 abril 2008
A não esquecer
Ler com muita atenção. Também eu me revi neste texto, a mesma escola salazarenta, a mesma vara, uma régua de cem olhos, o mesmo medo. Diferente apenas o ser numa pequena aldeia,
14 março 2008
A revolta dos professores versus ensino dos meus filhos
Já muito escrevi neste blog sobre a escola pública : as boas experiência, as más, as assim-assim e as péssimas. Sobre o preço/política do livro escolar, os ATL, as extra-curriculares, etc, etc.
Sobre os últimos acontecimentos (ou guerra aberta) tenho mantido o silêncio, por não estar abertamente de nenhum lado. Deixo aqui a opinião do Francisco José Viegas por ser quase, quase a minha. Num português mais bonito, claro.
A guerra das escolas. Um ponto da situação. As queixas sobre a educação encontraram agora um argumento político de força, graças à manifestação dos professores. A avaliação iria pôr termo a todos os males e levar-nos ao caminho da civilização. Mas, na verdade, a guerra contra os professores e os pedidos para que as autoridades actuem sem recuo faz esquecer o pormenor: avaliem o trabalho do Ministério nos últimos vinte anos. Não dos proprietários ou ocupantes temporários da pasta, mas dos verdadeiros donos do ME, uma classe de experimentalistas que elaboraram programas, preâmbulos a programas, ordens burocráticas e documentos sobre procedimentos burocráticos, escalas de reuniões e curricula absurdos (e que, inclusive, autorizou curricula ainda mais absurdos para valorização «profissional» de professores hábeis, muito hábeis), ausência de razoabilidade em processos disciplinares, reformas e contra-reformas curriculares ao sabor de pantomineirices (como a TLEBS, a imbecilização no ensino da Matemática, da História e da Ciência) que favoreceram a falta de cultura científica e de hábitos de trabalho dos estudantes. Esses são os verdadeiros responsáveis. Meter na escola – essa arena onde o ME sempre esteve impune e sempre defendeu a sua autoridade para impor regras e princípios sem discussão e sem participação – pais, autarquias, estatísticas, julgamentos pelos pares, inspectores sem competência científica e até gente analfabeta mas com todo o conhecimento da novilíngua ministerial providenciada por génios que raramente ou nunca deram aulas ou estiveram mais de dois anos seguidos numa escola, não é o melhor método de nos levar ao caminho da civilização.
Claro que se pode questionar uma avaliação feita contra os professores, mas essa é uma guerra fácil e cheia de armadilhas. Basta ver os blogs, de esquerda e de direita, pedindo autoridade, disciplina e avaliação. Avaliam-se resultados, sim; mas com que instrumentos, com que programas escolares, com que linguagem técnica?
A questão, aqui, não é a de dar crédito aos sindicatos ou às multidões, a de apoiar a ministra (mais uma vez, aliás, é o secretário de Estado Jorge Pedreira que vem salvar a nau...) ou a de considerar que qualquer recuo é uma derrota de José Sócrates. Outras equipas optaram por outro caminho: primeiro, tratar da matéria educativa, dos programas, dos curricula, de um estatuto do aluno sério e capaz, da chegada do rigor (esse sim) ao ensino das ciências e das humanidades – depois, tratar também da avaliação dos professores. Estranho, por isso, que tanta gente caia na armadilha.
Na verdade, esta ministra não tratou de reformar a escola, nem o ensino, nem a educação; tratou, isso sim, e com razoável eficácia, de melhorar as estatísticas e de disciplinar o funcionamento da rede ministerial (desde os célebres corredores da Av. 5 de Outubro às regras para auxiliares administrativos, comportamento de professores e de sindicalistas). Fez bem. Era um ponto. Mas a verdadeira reforma, aquela que este sistema de avaliação há-de esconder, essa não me parece que esteja a ser feita. Coisas simples: o que defende o ME sobre a utilização de calculadoras no ensino básico?; o que diz o ME sobre o programa de ensino de Português?; por que razão entrega de mão beijada o ensino da Literatura e da Filosofia?; por que razão se continua a autorizar o aumento do preço do livro escolar (vem aí, vem aí, preparem-se...)?; foram os professores ouvidos sobre as reformas curriculares? Eu queria um ME que se preocupasse com isso. Argumentarão que a avaliação é o primeiro passo para que o ME deixe de tratar todos os professores como «os professores» e passe a distinguir os bons, os maus e os outros. Mas a fazer o quê, nas escolas?
Sobre os últimos acontecimentos (ou guerra aberta) tenho mantido o silêncio, por não estar abertamente de nenhum lado. Deixo aqui a opinião do Francisco José Viegas por ser quase, quase a minha. Num português mais bonito, claro.
A guerra das escolas. Um ponto da situação. As queixas sobre a educação encontraram agora um argumento político de força, graças à manifestação dos professores. A avaliação iria pôr termo a todos os males e levar-nos ao caminho da civilização. Mas, na verdade, a guerra contra os professores e os pedidos para que as autoridades actuem sem recuo faz esquecer o pormenor: avaliem o trabalho do Ministério nos últimos vinte anos. Não dos proprietários ou ocupantes temporários da pasta, mas dos verdadeiros donos do ME, uma classe de experimentalistas que elaboraram programas, preâmbulos a programas, ordens burocráticas e documentos sobre procedimentos burocráticos, escalas de reuniões e curricula absurdos (e que, inclusive, autorizou curricula ainda mais absurdos para valorização «profissional» de professores hábeis, muito hábeis), ausência de razoabilidade em processos disciplinares, reformas e contra-reformas curriculares ao sabor de pantomineirices (como a TLEBS, a imbecilização no ensino da Matemática, da História e da Ciência) que favoreceram a falta de cultura científica e de hábitos de trabalho dos estudantes. Esses são os verdadeiros responsáveis. Meter na escola – essa arena onde o ME sempre esteve impune e sempre defendeu a sua autoridade para impor regras e princípios sem discussão e sem participação – pais, autarquias, estatísticas, julgamentos pelos pares, inspectores sem competência científica e até gente analfabeta mas com todo o conhecimento da novilíngua ministerial providenciada por génios que raramente ou nunca deram aulas ou estiveram mais de dois anos seguidos numa escola, não é o melhor método de nos levar ao caminho da civilização.
Claro que se pode questionar uma avaliação feita contra os professores, mas essa é uma guerra fácil e cheia de armadilhas. Basta ver os blogs, de esquerda e de direita, pedindo autoridade, disciplina e avaliação. Avaliam-se resultados, sim; mas com que instrumentos, com que programas escolares, com que linguagem técnica?
A questão, aqui, não é a de dar crédito aos sindicatos ou às multidões, a de apoiar a ministra (mais uma vez, aliás, é o secretário de Estado Jorge Pedreira que vem salvar a nau...) ou a de considerar que qualquer recuo é uma derrota de José Sócrates. Outras equipas optaram por outro caminho: primeiro, tratar da matéria educativa, dos programas, dos curricula, de um estatuto do aluno sério e capaz, da chegada do rigor (esse sim) ao ensino das ciências e das humanidades – depois, tratar também da avaliação dos professores. Estranho, por isso, que tanta gente caia na armadilha.
Na verdade, esta ministra não tratou de reformar a escola, nem o ensino, nem a educação; tratou, isso sim, e com razoável eficácia, de melhorar as estatísticas e de disciplinar o funcionamento da rede ministerial (desde os célebres corredores da Av. 5 de Outubro às regras para auxiliares administrativos, comportamento de professores e de sindicalistas). Fez bem. Era um ponto. Mas a verdadeira reforma, aquela que este sistema de avaliação há-de esconder, essa não me parece que esteja a ser feita. Coisas simples: o que defende o ME sobre a utilização de calculadoras no ensino básico?; o que diz o ME sobre o programa de ensino de Português?; por que razão entrega de mão beijada o ensino da Literatura e da Filosofia?; por que razão se continua a autorizar o aumento do preço do livro escolar (vem aí, vem aí, preparem-se...)?; foram os professores ouvidos sobre as reformas curriculares? Eu queria um ME que se preocupasse com isso. Argumentarão que a avaliação é o primeiro passo para que o ME deixe de tratar todos os professores como «os professores» e passe a distinguir os bons, os maus e os outros. Mas a fazer o quê, nas escolas?
28 fevereiro 2008
Notas avulso
Kosovo - que futuro para um país com 2 milhões de habitantes, onde o desemprego é de 57% e a única "indútria" conhecida é o tráfico de armas e droga com cheiro a Al qaeda?
Bexiga - levou uma tareia e ainda vai acabar condenado?
Medvedev - com um presidente urso (tradução literal do nome) a Rússia dá mais um passo. Falta saber para onde.
Óscares - não conheço nenhum filme dos galardoados. Que me lembre, nunca tinha acontecido.
Bexiga - levou uma tareia e ainda vai acabar condenado?
Medvedev - com um presidente urso (tradução literal do nome) a Rússia dá mais um passo. Falta saber para onde.
Óscares - não conheço nenhum filme dos galardoados. Que me lembre, nunca tinha acontecido.
24 janeiro 2008
Ser - português -ser
Depois duma semana passada em salas de espera - centro de saúde, urgência hospitalar, agência de seguros e consultórios médicos, com dezenas de pacientes portugueses constato:
- somos um povo triste, apático, sem coluna vertebral;
- só nos queixamos depois de sair porta fora;
- nunca contradizemos um sr. dr. em medicina;
- a disciplina mais frequentada nas faculdades de medicina portuguesas deve chamar-se arrogância;
- 99,9% dos portugueses, mesmo sabendo antecipadamente que vão estar horas à espera numa sala, não levam nada para fazer. Limitam-se a estar sentados com as mãos no regaço, a mexer/falar em voz altíssima ao telemóvel ou a descrever em pormenor as suas/família/vizinhos/conhecidos supostas maleitas para quem quer (ou não) ouvir.
Não encontro diferenças com o que escreveu há 112 anos Guerra Junqueiro em "Pátria" em 1896
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [.]
- somos um povo triste, apático, sem coluna vertebral;
- só nos queixamos depois de sair porta fora;
- nunca contradizemos um sr. dr. em medicina;
- a disciplina mais frequentada nas faculdades de medicina portuguesas deve chamar-se arrogância;
- 99,9% dos portugueses, mesmo sabendo antecipadamente que vão estar horas à espera numa sala, não levam nada para fazer. Limitam-se a estar sentados com as mãos no regaço, a mexer/falar em voz altíssima ao telemóvel ou a descrever em pormenor as suas/família/vizinhos/conhecidos supostas maleitas para quem quer (ou não) ouvir.
Não encontro diferenças com o que escreveu há 112 anos Guerra Junqueiro em "Pátria" em 1896
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [.]
06 janeiro 2008
06 dezembro 2007
Sacos de plástico
Depois de dizerem e de desdizerem o dito, continuamos com o planeta infestado de sacos.
Várias vezes já escrevi sobre isso, agora está na hora de fazer: assinar a petição criada pela Rosa
Pela taxa sobre os sacos plásticos
Não sei se a imposição de uma taxa será a maneira mais correta de diminuir o uso de sacos, mas vai ajudar de certeza.
Várias vezes já escrevi sobre isso, agora está na hora de fazer: assinar a petição criada pela Rosa
Pela taxa sobre os sacos plásticos
Não sei se a imposição de uma taxa será a maneira mais correta de diminuir o uso de sacos, mas vai ajudar de certeza.
29 novembro 2007
Prendas

Sente-se a azáfama no ar. O lema é: "comprar,comprar, comprar".
Talvez compremos, por junto, uns pozinhos de felicidade.
O Pai Natal na varanda, umas luzes em mangueiras de plásticos com cores psicadélicas, um pinheiro plástico chinês com pagode acoplado armado desde o início de Novembro e está aberta a caça ao melhor Natal.
Vamos dar a volta a isto.
21 outubro 2007
14 outubro 2007
Méme ecológico ou o que cada um faz, conta
A propósito desta acção, desafio-vos a expôr a vossa contribuição para um planeta mais verde.
As minhas manias ecológicas são apenas uma pequena (íssima) contribuição mas, se pensarmos que estas pequenas coisas podem/devem ser multiplicadas pelos 6 cá de casa e depois por 10, 100, 1000, 100 000, contam mesmo.
- Evito desperdícios. De comida, energia, água, vestuário...
Com as água exagero mesmo, dizem os filhos. Não há banhos de emersão, torneiras a correr para lavar os dentes. Os legumes lavam-se numa bacia e reutilizo a água para a rega.
- Evito usar plásticos. Trago na carteira sempre um ou dois sacos de pano e recuso os sacos nas lojas. Não se usam palhinhas para beber, nem copos ou colheres de plástico.
- Evito usar gurdanapos ou papelde cozinha. Usamos sempre de pano.
- Evito comprar produtos oriundos de países longínquos. Não quero contribuir para o aumento do uso de combustíveis fosseis no transporte dos mesmos.
Mas, há sempre um, ou vários mas, tenho vícios difíceis de desaprender:
- uso demasiado o automóvel, embora usando biodiesel e óleo vegetal.
- uso pouco transportes públicos.
Mais aqui
As minhas manias ecológicas são apenas uma pequena (íssima) contribuição mas, se pensarmos que estas pequenas coisas podem/devem ser multiplicadas pelos 6 cá de casa e depois por 10, 100, 1000, 100 000, contam mesmo.
- Evito desperdícios. De comida, energia, água, vestuário...
Com as água exagero mesmo, dizem os filhos. Não há banhos de emersão, torneiras a correr para lavar os dentes. Os legumes lavam-se numa bacia e reutilizo a água para a rega.
- Evito usar plásticos. Trago na carteira sempre um ou dois sacos de pano e recuso os sacos nas lojas. Não se usam palhinhas para beber, nem copos ou colheres de plástico.
- Evito usar gurdanapos ou papelde cozinha. Usamos sempre de pano.
- Evito comprar produtos oriundos de países longínquos. Não quero contribuir para o aumento do uso de combustíveis fosseis no transporte dos mesmos.
Mas, há sempre um, ou vários mas, tenho vícios difíceis de desaprender:
- uso demasiado o automóvel, embora usando biodiesel e óleo vegetal.
- uso pouco transportes públicos.
Mais aqui
28 agosto 2007
09 maio 2007
Ideias para "alindar" o nosso planeta - parte II *
Limpar a casa sem poluir o planeta.
Gosto de viver numa casa mais ou menos brilhante, a cheirar a lavado.
Não gosto do cheiro dos detergentes, nem daqueles com aromas a pinho, lavanda e etc's.
A limpeza regular implica o uso de produtos compostos por elementos nocivos ao meios ambiente.
A acumulação das substâncias dos produtos de limpeza nos rios, lençóis freáticos e, posteriormente, no mar, prejudica a vida das plantas e animais que vivem nestes locais. Consequentemente prejudica-nos a nós que nos alimentamos desses animais e plantas.
A espuma branca ("cisne-de-detergente") reduz a penetração do oxigénio do ar na água, diminuindo assim o oxigénio disponível na água para respiração desses seres. Os fosfatos favorecem a multiplicação de algas vermelhas, que em excesso também prejudicam a oxigenação da água.
A soma dos inúmeros produtos de limpeza que usamos em nossas casas (detergentes para a roupa e loiça, amaciadores, sabonetes, shampoos, pastas de dentes, desinfectantes, tira-nódoas, limpa-vidros, amoníaco, lixívia, etc, etc) perfaz um número muito elevado.
Essa combinação potencializa os impactos sobre a qualidade das águas, sobre a fauna e flora dos ecossistemas, assim como aumenta o perigo para as populações que consumirem estas águas ou se alimentarem desses animais aquáticos posteriormente.
O potencial que os produtos de limpeza sintéticos possuem para causar danos à saúde humana e ao meio ambiente é grande. Por essa razão devem ser usados de forma moderada, cuidadosa e, quando possível, substituídos por outros métodos e produtos menos agressivos aos ecossistemas. Além de optarmos por produtos ecológicos, podemos também tomar pequenas providências no dia-a-dia para diminuir o impacto ambiental dos produtos de limpeza convencionais.
Por exemplo:
. o uso habitual (diário) do sabão azul ou rosa em vez dos tradicionais produtos para limpeza manual da loiça. Limpa muito bem a sujidade normal e, por ser à base de potassa é ambientalmente pouco nocivo. Pode ser utilizado também em nódoas nos tecidos, azulejos e como sabão em pó;
• o uso do aspirador e do pano de pó. Eles diminuem a necessidade do uso de produtos químicos fortes;
• evitar adquirir produtos em cuja fórmula constem componentes como cloro, formaldeído e solventes. É importante não comprar produtos clandestinos, sem embalagem própria ou rótulo que descreva os conteúdos químicos e indique o fabricante, orienta a Organização Não Governamental Greenpeace;
• resgatar o hábito do uso da água quente combinada com sabão para desinfectar ambientes. Os modernos vaporizadores, nada mais são do que uma sofisticação tecnológica dessa antiga e eficiente prática de limpeza. Se juntarmos umas gotas de essência de eucalipto potenciamos e seu efeito nas vias respiratórias;
- o uso de vinagre e água na mesma proporção, para limpar vidros, azulejos e espelhos.
- o uso do bicarbonato de sódio para limpar lava-loiças, lavatórios, bidés, sanitas, banheiras, etc.
E ainda:
• Para a limpeza do forno não é preciso nada mais que água quente, bicarbonato de sódio e palha de aço.
• Para purificar o ar use somente uma mistura de ervas com sumo de limão ou vinagre.
• Tire o pó das lâmpadas. Por incrível que pareça, lâmpadas empoeiradas gastam mais energia.
• Na cozinha, utilize panos em vez de papel absorvente.
Guardanapos de pano em vez de papel.São laváveis e reutilizáveis.
. Para branquear guardanapos, toalhas de mesa, panos de cozinha, e todos os tecidos de cores estáveis, utilizar o sol e uma mistura de sabão rosa ou azul. Poupa-se energia do aquecimento da máquina da roupa e detergentes agressivos.
A roupa agradece e o ambiente também.
via faça a sua parte
* Parte I
Gosto de viver numa casa mais ou menos brilhante, a cheirar a lavado.
Não gosto do cheiro dos detergentes, nem daqueles com aromas a pinho, lavanda e etc's.
A limpeza regular implica o uso de produtos compostos por elementos nocivos ao meios ambiente.
A acumulação das substâncias dos produtos de limpeza nos rios, lençóis freáticos e, posteriormente, no mar, prejudica a vida das plantas e animais que vivem nestes locais. Consequentemente prejudica-nos a nós que nos alimentamos desses animais e plantas.
A espuma branca ("cisne-de-detergente") reduz a penetração do oxigénio do ar na água, diminuindo assim o oxigénio disponível na água para respiração desses seres. Os fosfatos favorecem a multiplicação de algas vermelhas, que em excesso também prejudicam a oxigenação da água.
A soma dos inúmeros produtos de limpeza que usamos em nossas casas (detergentes para a roupa e loiça, amaciadores, sabonetes, shampoos, pastas de dentes, desinfectantes, tira-nódoas, limpa-vidros, amoníaco, lixívia, etc, etc) perfaz um número muito elevado.
Essa combinação potencializa os impactos sobre a qualidade das águas, sobre a fauna e flora dos ecossistemas, assim como aumenta o perigo para as populações que consumirem estas águas ou se alimentarem desses animais aquáticos posteriormente.
O potencial que os produtos de limpeza sintéticos possuem para causar danos à saúde humana e ao meio ambiente é grande. Por essa razão devem ser usados de forma moderada, cuidadosa e, quando possível, substituídos por outros métodos e produtos menos agressivos aos ecossistemas. Além de optarmos por produtos ecológicos, podemos também tomar pequenas providências no dia-a-dia para diminuir o impacto ambiental dos produtos de limpeza convencionais.
Por exemplo:
. o uso habitual (diário) do sabão azul ou rosa em vez dos tradicionais produtos para limpeza manual da loiça. Limpa muito bem a sujidade normal e, por ser à base de potassa é ambientalmente pouco nocivo. Pode ser utilizado também em nódoas nos tecidos, azulejos e como sabão em pó;
• o uso do aspirador e do pano de pó. Eles diminuem a necessidade do uso de produtos químicos fortes;
• evitar adquirir produtos em cuja fórmula constem componentes como cloro, formaldeído e solventes. É importante não comprar produtos clandestinos, sem embalagem própria ou rótulo que descreva os conteúdos químicos e indique o fabricante, orienta a Organização Não Governamental Greenpeace;
• resgatar o hábito do uso da água quente combinada com sabão para desinfectar ambientes. Os modernos vaporizadores, nada mais são do que uma sofisticação tecnológica dessa antiga e eficiente prática de limpeza. Se juntarmos umas gotas de essência de eucalipto potenciamos e seu efeito nas vias respiratórias;
- o uso de vinagre e água na mesma proporção, para limpar vidros, azulejos e espelhos.
- o uso do bicarbonato de sódio para limpar lava-loiças, lavatórios, bidés, sanitas, banheiras, etc.
E ainda:
• Para a limpeza do forno não é preciso nada mais que água quente, bicarbonato de sódio e palha de aço.
• Para purificar o ar use somente uma mistura de ervas com sumo de limão ou vinagre.
• Tire o pó das lâmpadas. Por incrível que pareça, lâmpadas empoeiradas gastam mais energia.
• Na cozinha, utilize panos em vez de papel absorvente.
Guardanapos de pano em vez de papel.São laváveis e reutilizáveis.
. Para branquear guardanapos, toalhas de mesa, panos de cozinha, e todos os tecidos de cores estáveis, utilizar o sol e uma mistura de sabão rosa ou azul. Poupa-se energia do aquecimento da máquina da roupa e detergentes agressivos.
A roupa agradece e o ambiente também.
via faça a sua parte
* Parte I
03 maio 2007
Má língua
- Podiam ter aproveitado para levar qualquer coisinha.
- Tive pena dele. Ninguém consegue explicar o inexplicável. Nem um político.
- "As multas aplicadas aos fumadores de tabaco serão mais pesadas do que as que estão em vigor para os consumidores de drogas ilícitas."
Está tudo doido? E quem vai fiscalizar? O não fumador?
Não gosto de estar em locais com fumo, mas isto é extremismo barato.
- Tive pena dele. Ninguém consegue explicar o inexplicável. Nem um político.
- "As multas aplicadas aos fumadores de tabaco serão mais pesadas do que as que estão em vigor para os consumidores de drogas ilícitas."
Está tudo doido? E quem vai fiscalizar? O não fumador?
Não gosto de estar em locais com fumo, mas isto é extremismo barato.
17 abril 2007
Ideias para "alindar" o nosso planeta I
Há muuuiiito tempo que tenho em mente escrever sobre reciclagem, aquecimento global, agricultura biológica, e a nossa possível contribuição para um planeta mais habitável. O óbvio, a falta de tempo, os ultra-contra-qualquer coisa têm atrasado a criação.
A partir de hoje prometo solenemente escrever qualquer coisinha de tempos a tempos.
Aviso, desde já, que sou radical em algumas coisas.
Sacos de papel ou plástico?
A cidade de Sâo Francisco aprovou uma lei que proibirá o uso de sacos de plástico em supermercados grandes, tornando-se a primeira cidade nos Estados Unidos a abolir o uso destes sacos. Os supermercados têm seis meses para cumprir a lei e as farmácias - que aqui vendem de tudo um pouco, não só remédios - têm o prazo de um ano. De agora em diante, os supermercados terão como opção o uso de sacos biodegradáveis ou sacos de papel reciclado.
Estima-se que sejam usados 180 milhões de sacos plásticos, anualmente na cidade de São Francisco. Estes sacos são difíceis de reciclar e muitas vezes acabam nas águas dos rios e do mar, matando animais marinhos.
O Worldwatch Institute (O Observador do Mundo), estima que de 4 a 5 mil milhões de sacos plásticos sejam usados no mundo anualmente. São necessários 430 mil galões de petróleo para a produção de 100 milhões de sacos de plástico.
Da próxima vez que fores ao super, à feira ou à loja da esquina, lembra-te de levar um saco de casa (de preferência de pano ou reutilizável).
A partir de hoje prometo solenemente escrever qualquer coisinha de tempos a tempos.
Aviso, desde já, que sou radical em algumas coisas.
Sacos de papel ou plástico?
A cidade de Sâo Francisco aprovou uma lei que proibirá o uso de sacos de plástico em supermercados grandes, tornando-se a primeira cidade nos Estados Unidos a abolir o uso destes sacos. Os supermercados têm seis meses para cumprir a lei e as farmácias - que aqui vendem de tudo um pouco, não só remédios - têm o prazo de um ano. De agora em diante, os supermercados terão como opção o uso de sacos biodegradáveis ou sacos de papel reciclado.
Estima-se que sejam usados 180 milhões de sacos plásticos, anualmente na cidade de São Francisco. Estes sacos são difíceis de reciclar e muitas vezes acabam nas águas dos rios e do mar, matando animais marinhos.
O Worldwatch Institute (O Observador do Mundo), estima que de 4 a 5 mil milhões de sacos plásticos sejam usados no mundo anualmente. São necessários 430 mil galões de petróleo para a produção de 100 milhões de sacos de plástico.
Da próxima vez que fores ao super, à feira ou à loja da esquina, lembra-te de levar um saco de casa (de preferência de pano ou reutilizável).
06 abril 2007
Páscoa
Não gosto da Páscoa. Nunca gostei.
Filha de pais muito religiosos, este era o tempo das intermináveis vias sacras, do jejum.
Era proibido isto e aquilo, obrigatório rezar o terço diariamente.
O dia de Páscoa era para mim um suplício. O padre da aldeia (nas Terras do Demo) percorria, com o sacristão, todas as casas onde era obrigatório beijar os pés dum Cristo na cruz. A imagem de todas aquelas pessoas a babarem-se em cima daquela cruz, que eu era obrigada a beijar vezes sem conta, em todas as casas dos familiares chegados e afastados, ainda hoje me arrepia.
Nem o salpicão, a broa e o pão de ló, comidos a seguir, me sabiam bem.
Também não atino com o coelho que dá ovos.
Desta tradição gosto dos ovos (kraslice) e desgosto da pomlázka.
Filha de pais muito religiosos, este era o tempo das intermináveis vias sacras, do jejum.
Era proibido isto e aquilo, obrigatório rezar o terço diariamente.
O dia de Páscoa era para mim um suplício. O padre da aldeia (nas Terras do Demo) percorria, com o sacristão, todas as casas onde era obrigatório beijar os pés dum Cristo na cruz. A imagem de todas aquelas pessoas a babarem-se em cima daquela cruz, que eu era obrigada a beijar vezes sem conta, em todas as casas dos familiares chegados e afastados, ainda hoje me arrepia.
Nem o salpicão, a broa e o pão de ló, comidos a seguir, me sabiam bem.
Também não atino com o coelho que dá ovos.
Desta tradição gosto dos ovos (kraslice) e desgosto da pomlázka.
28 janeiro 2007
Referendo II
Eu sou um defensor dos direitos humanos, por isso defendo o Não.
Alberto João Jardim, 28/1/2007
Mais uma boa boa razão para votar SIM!
A defesa da manutenção da hipocrisia está a provocar-me comichão.
É tão fácil fazer campanha pelo não - defesa da vida, da natalidade, blá,blá,..matar é pecado, e mais blá.
Incomodam-me os indiferentes, os deixa andar, os isso não é comigo.
Vejo poucos a exporem-se, a publicitarem posição. Isso incomoda-me.
O discutir em voz baixa, não vá o vizinho da mesa do lado, descobrir a nossa opinião. É assunto tabu. Ainda. Sexo versus procriação é assunto do leito. Privado. Calado. Silenciado.
Até quando, porra*?
*primeira asneira escrita em letra de forma neste blog
Alberto João Jardim, 28/1/2007
Mais uma boa boa razão para votar SIM!
A defesa da manutenção da hipocrisia está a provocar-me comichão.
É tão fácil fazer campanha pelo não - defesa da vida, da natalidade, blá,blá,..matar é pecado, e mais blá.
Incomodam-me os indiferentes, os deixa andar, os isso não é comigo.
Vejo poucos a exporem-se, a publicitarem posição. Isso incomoda-me.
O discutir em voz baixa, não vá o vizinho da mesa do lado, descobrir a nossa opinião. É assunto tabu. Ainda. Sexo versus procriação é assunto do leito. Privado. Calado. Silenciado.
Até quando, porra*?
*primeira asneira escrita em letra de forma neste blog
02 janeiro 2007
Formas de terrorismo ou uma ajudinha pró referendo?
Bento XVI na sua homilia natalícia:
«Junto com as vítimas dos conflitos armados, do terrorismo e das mais diversas formas de violência, temos as mortes silenciosas provocadas pela fome, pelo aborto, pelas pesquisas sobre os embriões e pela eutanásia».
Eu permito-me outra comparação ao terrorismo: a proibição do preservativo depois dos milhões de mortos provocados pela Sida.
«Junto com as vítimas dos conflitos armados, do terrorismo e das mais diversas formas de violência, temos as mortes silenciosas provocadas pela fome, pelo aborto, pelas pesquisas sobre os embriões e pela eutanásia».
Eu permito-me outra comparação ao terrorismo: a proibição do preservativo depois dos milhões de mortos provocados pela Sida.
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