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31 dezembro 2010

03 janeiro 2010

2010





esquilo no Fontelo

Morre lentamente quem não viaja

 

"Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!»

Pablo Neruda

09 março 2009

De balanço


Ando sempre com algum atraso e como tal deu-me agora para balançar 2008.
Em família houve mudanças, os filhos grandes iniciaram o seu percurso profissional, os filhos pequenos iniciaram novos ciclos escolares. O pai e a mãe mantêm-se à tona de água, sempre de mão na mão, a puxar e a apoiar.

Pessoalmente o que me ficou/deixou marca de 2008?

Um filme - A Culpa é de Fidel - eu sei que é um filme de 2006, mas eu só o vi em 2008.
Um livro - O Vendedor de Passados.
Um disco - Deolinda.

Resumindo e concluindo: foi um bom ano. Enquanto me deslumbrar com coisas belas, será sempre um bom ano.