17 maio 2010

Caminhada IV

Família+amigos+bom tempo+bonita paisagem = forças retemperadas




Reserva Botânica do Cambarinho

12 maio 2010

Livros

Nestes cinco anos de blog tenho aqui falado de tudo, assuntos banais, do meu dia a dia, do meu espanto permanente pela vida. Das coisas importantes, das embirrações e das paixões da minha vida.
De livros tenho falado pouco embora a leitura seja uma das minhas paixões. Sou leitora compulsiva, leio tudo, até as bulas de medicamentos. Uso carteiras grandes porque tenha lá sempre um livro e um caderninho. Tenho sempre vários livros em leitura- um ou dois na mesinha de cabeceira, outro na carteira, outro na cozinha. Leio em qualquer lugar, do WC à cadeira do dentista, se me deixar em espera.
Compro  (ai o rombo no orçamento), peço emprestado, de bibliotecas (a de Viseu é bem fraquinha) e perco-me em alfarrabistas. Marcha tudo, até os policiais a que faltam folhas. No estrangeiro tenho preferência por traduções de autores portugueses, assim adquiri Os Lusíadas, um Aquilino e dois Namora.

Vem isto a propósito dum livro velhinho -edição de 1959, que tenho há bastantes anos e de que gosto bastante. Contos ciganos recolhidos na Boémia nos anos 50. Segundo a autora  - Marie Voříšková, os ciganos não contam histórias às crianças em particular mas sentam famílias inteiras e contam histórias antigas.
Foram estas histórias orais que ela compilou e editou em livro dando-lhe o título Histórias Ciganas.

Em tradução não muito cuidada deixo aqui a primeira deste livro de quinze histórias.




Histórias Ciganas


A criação do mundo ou como os ciganos perderam a sua pátria


Quando Deus criou o mundo - tão simples como uma criança sopra uma bola de sabão, não criou só um. Como o sete é o número divino, soprou sete balões celestiais.

Depois colocou estes sete mundos em fila, uns em cima dos outros, como andares dum prédio, separou-os entre si com abóbadas celestiais e amparou-os com montanhas altíssimas, para não caírem.

Estes mundos acabados de criar estavam ainda inacabados. Tudo neles era vivo, mexia crescia, até as pedras e as montanhas.E assim aconteceu que uma grande montanha, sobre a qual assentava uma abóbada celestial, continuou a crescer , devagar mas sem parar, até furar a abóbada.

Passado um tempo Deus deu conta que a sua abóbada tinha uns furitos aqui e ali, e apercebeu-se que precisava de reparações mas como eram tempos intensos de criação dos seres vivos - animais e plantas, não tinha mãos a medir e foi adiando a reparação dos buracos da sua abóbada celestial.

O primeiro destes mundos, o que ficou mais abaixo, foi o mais conseguido por Deus nosso senhor. Calhou ser aquele o nosso mundo. Deus gostou tanto dele que decidiu instalar-se no céu por cima dele. Por isso fez o céu sobre o nosso mundo baixo, para não Lhe ficar longe nas suas idas e vindas constantes cá baixo para ver como tudo florescia e crescia alegremente.

Naquele tempo o céu sobre a Terra estava tão baixo, que bastava esticar o braço para se tocar nas nuvens. As rochas e penedos eram tão macios que as pessoas, embora andassem descalças, não magoavam os pés. Todos os povos eram ricos e tinham terras.

Deus deu a cada povo uma pátria. Os ciganos tinham a sua pátria que era linda e rica. A terra era fértil e tudo nela crescia abundantemente não sendo preciso trabalhar muito. Embora fosse necessário , aqui e ali, meter a mão na massa e os ciganos gostassem muito de mandriar. Não lhes apetecia fazer nem aquele pouquinho necessário. O Nosso Senhor ficava muito triste com isso e frequentemente, a quando das Suas descidas à terra, ralhava-lhes:

„Sois tão preguiçosos“ dizia-lhes, „que nem vos lavais! Olhem bem para vocês como estão sujos.“
„Isto não é sujidade,“ desculpavam-se os ciganos, „é a pele escura que nos destes.“
„Vão ao rio lavar-se e ficarão bem mais claros!“ aconselhava Deus. Mas os ciganos não foram lavar-se e quando a sujidade formou crostas que provocaram comichão até para se coçar tiveram preguiça.
Quando Deus viu tamanha moleza zangou-se e, para os castigar, criou as moscas, melgas e mosquitos.”Isto vai obrigá-los a levantar o braço para se coçarem e enxotar os insectos!” pensou.
Ajudou um pouco, mas não muito. Os ciganos continuaram a mandriar.

Num daqueles dias em que Deus desceu à terra para observar a Sua criação, encontrou uma cigana meio nua deitada debaixo duma figueira, com o filho pequeno. Ao ouvir passos a mulher levantou lentamente a cabeça para ver quem passava e, ao ver quem era, cumprimentou o Senhor mas não se levantou.

Aborrecido e de sobrancelhas franzidas seguiu adiante sem nada dizer até sentir um cheiro intenso. Volta atrás e repara na criança toda borrada. Pára e vocifera: “Não podes limpar um pouco esse menino? Não vês o que aconteceu?”

A cigana respondeu-lhe a rir. “Isto não é nada, está sempre a acontecer, já está habituado. Não posso estar sempre de plantão a limpá-lo.”

“Limpa imediatamente essa criança!” gritou Deus. “É uma vergonha, uma mãe deixar o seu próprio filho nesta imundice!”
A cigana levantou-se de má vontade e procurou algo com que pudesse limpar o miúdo. As folhas da figueira estavam muito altas, seria preciso saltar ou trepar e isso era um esforço grande. Então reparou numa nuvem muito branquinha a deslizar suavemente no céu baixinho, mesmo por cima da sua cabeça. Parecia mesmo uma fralda. A cigana levantou a mão, rasgou um pedaço de nuvem e limpou com ela o rabo do miúdo.
O nosso Senhor Deus nem queria acreditar no que via e gritou enraivecido:

“Seus preguiçosos, é assim que vocês ciganos usam as minhas nuvens? Como ficaria o céu se toda a gente fizesse o mesmo? E se encostar o meu manto divino a uma nuvem dessas? Estou farto de vós! Saiam daqui e vão vaguear pelo mundo até aprenderem a trabalhar e a respeitar o trabalho dos outros!”
E foi graças àquela cigana preguiçosa, que os ciganos perderam a sua pátria. Deus expulsou-os da terra que lhes tinha dado e deu-a a outro povo. E como toda a terra já estava atribuída, os ciganos foram obrigados a  andar de terra em terra à procura dum lugar de onde ninguém os expulsasse. Uma terra sem dono.
Muitos ainda hoje a procuram.

Cikánské pohádky – Marie Voříšková

editora Mladá Fronta – 1959

Ser frugal (continuação)

Ainda na onda  do post anterior:

Ninguém precisa realmente duma nova universidade em Portugal, seja em Viseu, Lisboa ou em Freixo de Espada à Cinta, como ninguém precisa duma nova auto-estrada.

Em contraste vale a pena ler/ver a Helena e registar o que realmente pode fazer a diferença no outro lado do mundo.

10 maio 2010

Isto vai...

daqui, com o devido respeito

O Benfica é campeão,o papa vem abençoar-nos, segue-se o campeonato do mundo, depois são  as férias de verão seguidas das presidenciais.

07 maio 2010

Ser frugal *

foto surripiada da net e sem origem identificável


Ontem,enquanto metia a loiça do jantar na máquina, o I. tirava 2 cafés,os filhos pequenos discutiam sobre um qualquer jogo de computador e os grandes saíam porta fora, sigo uma notícia sobre a "novidade" do neofrugalismo. Notícia fraquinha,muito superficial a terminar dizendo que ser neofrugal é ser inteligente na hora de comprar.
Não podiam ser um pouquito mais específicos?
Nem uma palavra sobre anti-consumismo, o não poluir, nada de nada. Juntam-lhe  reportagem duma grande superfície onde o gerente afirma que os plasmas (bons e caros) estão em alta.
Comprar plasmas é ser neofrugal?

Poupem os meus dois neurónios de serviço.
Frugalismo,com neo ou sem ele,tanto quanto sei, não é nada disso.
É a maneira consciente de estar no mundo: poupar recursos, consumir o mínimo, não sujar.
Os povos do norte da Europa praticam-no há muito. Já os nossos avós se regiam pela mesma sabedoria ancestral: no poupar é que está o ganho ou viver de acordo com as possibilidades.

Ninguém precisa realmente de 347 pares de sapatos, 126 calças, 3 telemóveis, trocar de carro todos os anos nem de o levar até à sala, comer uvas em Janeiro, vindas directamente do Chile ou Nova Zelândia, tomar o pequenpo almoço no café da esquina.



*sóbrio, comedido, moderado,contido .

05 maio 2010

Dia D

cobra gozando o sol primaveril fotografada na caminhada do pai e filhos pequenos enquanto a mãe ficou a curar a gripe

A Teresa, nervosa pela manhã, em dia de prova de aferição de português. Lembrei-me, claro, dos meus exames e comparei.
Ontem, ao perguntar a uma colega da T. se já tinha estudado para as provas, levei com uma resposta que me deixou os cabelinhos todos em pé. Dizia a petiza que essas notas não contavam para nada, portanto... sem stress.

Serei só eu que vejo o saber e o aprender a ser pouco ou nada valorizado pelas crianças e jovens? Isto não preocupa ninguém? Pais, escola, país?

29 abril 2010

Crise, qual crise?

Portugal em peso prepara-se para um banho de fé.
O Portugal político, municipal e de estado prepara-se para esbanjar milhares de €€€'s  na visita  dum chefe de estado/igreja  em troco duma massagem espiritual ao ego mirrado desta nação sem rumo definido.
É tolerável e justificável que o país, em crise económico profunda, pare mais de um dia,  subjugado a uma religião? Religião que, embora maioritária, é uma crença e como tal do foro pessoal, individual e não questão de estado?



O Rui (d)escreveu exactamente o mesmo sentimento papal.

20 abril 2010

Colar

A Teresa gostou do fio (algodão, comprado com a Mónica durante o nosso curto passeio por Viseu) e queria um colar. Montei cca de 200 malhas em agulhas circulares nº 6, fiz três carreiras e rematei, juntei uma folha existente cá em casa em filigrana de prata. Eu gosto e uso, a filha quer outro com missangas. Siga.

18 abril 2010

Domingo no museu

A chuva insiste em fazer cumprir à letra o ditado "Abril águas mil" o que impossibilita os percursos pela natureza.



Troca-se por um percurso pelo Museu Grão Vasco e redescobrimos os Columbanos, Malhoas, Grão-vascos e deslumbramo-nos na exposição da colecção Millenium. Esta muito bem acompanhada por um livro "À descoberta de... uma colecção de pintura" onde as pinturas da exposição são explicadas às crianças.
Muito bom.
A não perder, está em Viseu  até 25de Abril




 

16 abril 2010

Eyjafjallajökull

Se nós pedirmos por favor, não dava para levar o 1º e ficarem lá os dois? Muito tempo?!

aeroporto de Praga daqui

13 abril 2010

Percurso pedestre I



Iniciámos no Domingo (11/4) a época dos passeios pedestres. À semelhança de anos anteriores, pouco planeamento mas muita vontade de conhecer recantos da região onde não se passa todos os dias. A alegre companhia de amigos, mochila, sapatilhas e boa disposição. 9 km  de sobe e desce, riachos, caminhos alagados, pinhais, prados verdes, espigueiros e eiras comunitárias,  o maciço rochoso da Santa Eufêmia, flores primaveris.

Decidimos (de boas intenções está o dito cheio) fazer, este ano, todas as rotas  de  Viseu.  O ano passado fizemos (2 pais+2 filhotes pequenos) o PR2, PR3 e PR4,  este ano vamos calcorrear as restantes e maisdoutros concelhos limítrofes.

Quem quiser juntar-se a nós é só enviar mail

11 abril 2010

Páscoa sem coelhos mas com prendas



A Mónica durante a sua estadia na sua terra do coração resolveu fazer uma visita a Viseu e de pai natal (pascal?). O gorro foi o preferido da  T. que durante dois dias só o tirou para dormir e eu gostei da insígnia das tricotadeiras do Seixal, ou não fosse um mocho.
Claro que eu tinha que me esquecer da máquina fotográfica.




Ela e o marido L.ainda me deram umas ideias para acabar um casaco relativamente encalhado. Um daqueles projectos bonito e interessante como ideia mas que a dada altura já só apetece desmanchar.Uma semana depois está pronto a usar e a dona gostou.






05 abril 2010

Primavera




Uma boa desculpa para caminhar, pedalar e viver a bonita cidade de Viseu.
Aproveita-se para ver os defeitos e tenta-se esquecer a falta de civismo.

26 março 2010

Só consigo dizer: chocada

Confesso que não entendo
Miguel Sousa Tavares (www.expresso.pt)
0:00 Quinta-feira, 25 de Mar de 2010


1. Confesso que não entendo como é que todos fomos enganados pela morte do Leandro. Todos, eu incluído. Todos engolimos sem pestanejar a primeira e 'definitiva' versão que nos foi apresentada pela imprensa para a morte do jovem de doze anos, apresentado como exemplo limite das consequências do bullying. A saber: a) que Leandro, farto de ser sovado e maltratado pelos colegas da escola; b) por quem já havia sido seriamente espancado um ano antes; c) e incapaz de se defender; d) saiu pela porta principal da escola de Mirandela que frequentava, sem que ninguém o interceptasse, e declarando "não aguento mais, vou-me atirar ao rio": e) o que fez, suicidando-se no Tua; f) sem que a escola tenha tido depois uma só palavra para com a família. Ora, segundo o "Diário de Notícias" desta terça-feira, citando fontes da escola e da PSP e amigos e testemunhas do acto de Leandro, o que realmente terá acontecido foi: a) Leandro era, ele próprio, um miúdo dado a provocações e confrontos, o que terá estado na origem do incidente ocorrido há um ano, quando insultou outros alunos; b) os quais, aliás, não eram da sua escola, mas sim de outra escola de Mirandela; c) no dia fatal, não saiu da escola pela porta da frente, que estaria sempre vigiada, mas sim através das grades exteriores; d) não se quis suicidar, mas apenas tomar banho no rio, tendo sido levado pela corrente; f) e logo no dia seguinte o presidente do conselho executivo da escola falou com a mãe de Leandro, dando-lhe os sentimentos e colocando-se à disposição dela. Ou seja: a fazer fé na segunda e corrigida versão, todos fomos levados ao engano. E porquê? Pois, o que dói é a resposta a esta pergunta.


Fomos levados ao engano, porque a nossa imprensa, quase toda, vive à procura de sangue, escândalos, tragédias ou heróis. E porque, entre procurar a verdade da história além das aparências, esperar pelas investigações das autoridades sem antecipar conclusões, ou optar logo pela versão mais trágica e chocante, escolheu esta sem hesitar. Nada disto aconteceu por acaso. Não deixa de ser eloquente que, num momento em que na Comissão de Ética da Assembleia da República prosseguem as penosas audições para apurar se há ou não liberdade de imprensa em Portugal, a maior e mais real ameaça a essa liberdade esteja ausente de todas as questões colocadas e de todos os depoimentos prestados. Essa ameaça é o tipo de jornalismo que hoje se faz e que é ditado, primeiro que tudo, pela necessidade de vender informação e conquistar audiências a qualquer preço. Os célebres 'conteúdos', que tanto movem os novos patrões da imprensa, são ditados exclusivamente pela vontade de obter lucros e não pelo desejo de prestar um serviço público de informação e formação. Ninguém pergunta à Ongoing ou à PT para que querem eles ter uma televisão ou um jornal, quais são os seus pergaminhos, o seu currículo, as suas intenções em matéria jornalística. Parece que ter dinheiro, próprio ou emprestado, é critério suficiente.

21 março 2010

Limpámos Viseu

9 h
Vamos a ele


Fugimos ou ficamos?

O São Pedro testa-nos a vontade


Ninguém desiste

Já há luz ao fundo do túnel
O dia de ontem deixou-me com vontade de acreditar no ser humano. Nem a chuva torrencial demoveu os voluntários.
Só a dor nas costas ainda se mantém.

19 março 2010

15 março 2010

22 anos

Parabéns filho grande!

Foi ontem(14/3) mas não houve oportunidade, o bolo estava demasiado bom.

14 março 2010

Pronta

Gostei muito de a fazer e, tendo em conta que é feita em agulhas nº 3,5, nem demorei assim tanto tempo. As mangas foi o que me demorou mais, tive de desmanchar várias vezes até acertar com as riscas do corpo e o tamanho das cavas. É o que dá estar muito tempo sem fazer camisolas e não seguir receita. Esta foi totalmente desenhada por mim.
O Alex gostou muito e disse cheio de orgulho (baba) que ninguém tinha uma camisola feita pela mãe.

Gostei de voltar a estes trabalhos grandes e já comecei um colete/camisola sem mangas para mim. Vamos a ver se o verão não chega primeiro.

03 março 2010

De carro

- Então que fizeram hoje na escola?
ele - aprendemos os animais carnívoros, omnívoros.
ela sempre a interromper - e hervíboros
- herbívoros, lá por vivermos em Viseu não tens que trocar os b's
ele - e aprendemos os animais que nascem dos ovos e das barrigas
ela sempre a interromper- pois,  tu nasceste dum ovo
ele furioso - eu nasci da barriga da mãe, tu é que nasceste do cu da galinha

01 março 2010

Amizades na Bloguilândia

Quando comecei este blog, já lá vão 5 anos, não tinha qualquer expectativa. Era mais um diário, um registo de desabafos. O que me trouxe aqui? Nem eu própria sei.
Gostava muito de ler a Rosa, nesse tempo em que era mais mãe e a artesã que tudo partilhava, a Rita que me fazia rir e pensar sobre o ser mãe, a Carla da ilha mágica, a Anna que troca de blog como alguns trocam de meias, a Sandra sempre pronta a ajudar esta naba informática, o Rui e todos os outros que estão ali nos links e muitos outros que já desapareceram.
Com o tempo fui conhecendo alguns bloggers pessoalmente, trocando informações, conselhos, outros que adoptaram os meus bonecos. Tudo isto na estreiteza das fronteiras portuguesas.
Claro que com a minha mania dos lavores (crafts seria mais in) acompanho vários blogs estrangeiros, da Austrália aos EUA, da República Checa à Turquia e claro os nossos amigos brasileiros. O que eu já aprendi de tricot com a Solange. Os pássaros que fizeram um lindo espanta-espíritos que a Carlinha me ensinou.

Mas nunca tinha recebido uma prenda (do estrangeiro) só porque deixei um comentário enaltecendo a beleza do produto. E mais, a prenda chegou antes de eu ler o email a anunciar o envio.
Surpresa mais linda é difícil. Obrigada Carlinha.
E agora onde arranjo a coragem para meter a tesoura?



25 fevereiro 2010

8 anos


O nosso milagre sonhado.
Cresces continuando sensível , inseguro e tímido.
A tua meiguice desarma toda a gente. Para ti um abraço é o mais importante.
A mim os teus abraços e ternuras deixam-me sempre babada.

Obrigada filhote.
Parabéns

19 fevereiro 2010

Limpar Portugal

Vamos lá começar por Viseu. Reunião hoje. Apareçam.

08 fevereiro 2010

Estado da nação

Sai  mais uma escuta telefónica para a mesa do canto, se faz favor

02 fevereiro 2010

Pequenos momentos

faias - Fontelo


A forma verdadeira de apreciarmos a vida é vivermos cada pequeno momento intensamente.
Com o corre-corre diário esqueço-me de ver as pequenas coisas verdadeiramente importantes. Os sorrisos dos filhos, aquela letra daquela música, o raiar do sol entre as faias do Fontelo, o frio cortante das manhãs visienses, apreciar o almoço cozinhado pelo homem com quem partilho a vida, os dias dos últimos 26 anos.
Aquela piada da filha grande, aquele acepipe do filho maior.
De fazer aquele alfinete sonhado para aquela camisola, mas que o tempo não sobra porque a roupa espera para estender, passar, dobrar, o fato de palhaço para o carnaval escolar do filho menor que é preciso inventar (aceito inspiração), acompanhar o estudo da preparação para a ronda de testes da filha pequena.

Num momento zen costuro umas almofadas com os meus amados mochos.
E assim se vai vivendo Fevereiro, o mais pequeno.


almofadas com mochos em relevo - frente
verso

26 janeiro 2010

Tricotando

Não tenho mostrado coisas novas por aqui, o que não quer dizer que tenha estado parada.
Não consigo estar parada. Nem a ver televisão consigo ter as mãos quietas no regaço.

Depois de vários cachecois, boinas, gorros e etc e tal, iniciei uma camisola para o Alexandre em tricot "dinamarquês" ou "fair isle" ou nórdico ou como lhe quiserem chamar. Confesso que é dos trabalhos que eu mais gosto de fazer, ir inventando e acrescentando motivos.


Na blogosfera aparece como grande moda trabalhar fios que já fazem os motivos per si, mas assim onde fica a criatividade? É verdade que são bonitos e fáceis de fazer mas falta-lhes qualquer coisa, o elemento "eu" que é o que me dá o verdadeiro gozo nestas andanças do tricot e crochet.

Lindo exemplo


18 janeiro 2010

24

18 de Janeiro de 1986, 23 horas



Finalmente nasceu! Após 26 horas de trabalho de parto. Cansada, dorida e... a pessoa mais feliz do mundo. A Marta nasceu e afirmou-se: berrou durante 2 horas. Nos intervalos tentou mamar. Era linda, moreninha com lábios carnudos. Depois levaram-na para o berçário e só voltei a vê-la de manhã.


Assim me fiz mãe. A mais babada!


A melhor? Tem dias. A filha também!
 
Parabéns filha grande! Amo-te muito.

15 janeiro 2010

Haiti

Tragédia que nos reduz à nossa insignificância.
Seres pequeninos.


13 janeiro 2010

Rir é o melhor remédio (ou será o único?)

(...)Os outros povos curam a ressaca do fim de ano com café e sono, nós curamos com a mensagem de Cavaco Silva. Não há nada como recordar que estamos endividados, desempregados e na cauda da Europa para espantar uma embriaguez. Cavaco é o Guronsan de Portugal. (...)

Ricardo Araújo Pereira in Visão

11 janeiro 2010

Fim de semana

de frio, sorna e algum crochet e tricot.

Dois tamboretes com as almofadas já muitos gastas e vistas, reciclados com capa em crochet cosida na almofada original;

A Lala bem instalada no "seu" puf;

Um canto florido;

Manta quentinha em quadrados perfeitos, feita com restos de lã existentes cá por casa. Em progresso;

Um boneco de neve à porta de casa, obra dos filhos mais pequenos,que não se cansaram a andar de trenó;

Uma cadela que adorou comer bolas de neve.
















































03 janeiro 2010

2010





esquilo no Fontelo

Morre lentamente quem não viaja

 

"Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!»

Pablo Neruda

30 dezembro 2009

22 dezembro 2009

18 dezembro 2009

Paninhos frios

Em 2005 questionava eu o gosto dos pais natal trepadores. Eles continuam a subir pelas janelas, varandas e telhados de Portugal. Este ano acompanhados dum menino nu (ai que frio) em fundo escarlate. Dizem os organizadores que para divulgarem a fé e espírito do verdadeiro Natal.

Um objectivo já cumpriram: 20 000 paninhos a 15€ cada = 300.000€.

E vivó Natal. Simples e comedido como convém.

16 dezembro 2009

Conversas de madrugada.

7 horas da manhã desta madrugada fria visiense.
A Ruby amanhece com cio, o 1º cio que será também o único por força das suas funções programadas.
Mãe e pai falam de quem contacta a escola para a levarem neste período, como é prática instituída.
E pergunta inevitável do petiz (7 anos) sobre o que é o cio.
Uma aula de educação sexual sobre reprodução animal e humana dada pelo pai. Incluiu cio, menstruação, bebés e controlo de natalidade.  Às 7h e 45m o A. tinha todas as suas dúvidas esclarecidas, estava vestido, pequeno-almoçado e de saída para a escola.
Mais uma etapa dobrada.

14 dezembro 2009

ai está frio e tal

Toda a gente se queixa do frio.
Será que já ninguém se lembra que existem casacos, camisolas, lareiras e coisas que tais?

O que eu gosto do meu aquecimento central.

13 dezembro 2009

Gola




Trabalho dum serão de televisão. Quentinha e muito agradável.
Lã da Brancal, dois botões velhinhos (ficava mais in escrever vintage) e como modelo o filho mais novo, as raparigas estavam fora.

11 dezembro 2009

A felicidade a crédito

Numa situação de desemprego e ao abrigo do programa POC, rebaptizado de CEI, estou a trabalhar numa instituição pública. Assim me tornei funcionária pública sem os direitos mas com os deveres e  observadora privilegiada desta fauna tão gabada/vilipendiada (riscar o que não interessa).
Por hoje deixo a função pública em paz.




Sempre trabalhei em empresas onde os homens estavam em maioria absoluta e, talvez por isso, nunca me tinha deparado com os assaltos dos vendedores de escritório. Eu ouvia contar a amigas mas, confesso, nunca tinha prestado verdadeira atenção. Até agora. Neste mês e meio de "funcionária" já me ofereceram (o termo exacto seria tentaram impingir) ouro novo e usado, prata em várias variantes, antiguidades, bijutaria e perfumes, produtos de beleza e os inevitáveis taparuweres.
Olha a grande coisa, dirão vocês.
Não é a oferta que me espanta, já pouca coisa me espanta, o que me deixa de queixo caído é as compras. A forma e o modo.
Nesta instituição pública, onde a grande maioria dos funcionário tem ordenados de três dígitos, tudo se compra. A crédito, com cheques pré-datados.
Eu desconfiava que esta nossa sociedade vivia acima das suas posses, mas não imaginava que havia gente (aparentemente muita) que compra caixinhas de plástico em suaves prestações.

02 dezembro 2009

Cadeia

Respondendo à cadeia vinda do Rui.

Completar as seguintes cinco frases:
Eu …contribuí para a manutenção da espécie.
Eu nunca…pensei em suicídio.
Eu sei…que pouco sei.
Eu quero…o impossível, sempre.
Eu sonho…fazer a viagem Lisboa Viseu-Pequim por via terrestre.


Eu passo

24 novembro 2009

Exposição no Fórum de Viseu

De 23 de Novembro a 6 de Dezembro, na Casa das Artes do Fórum,
exposição e venda dos bonitos trabalhos da Cristina juntamente com as minhas últimas criações.

Façam favor de aparecer, o Natal está perto e em vez duma prenda made in China ofereçam uma peça genuinamente portuguesa, feita à mão com carinho.

fotos mais tarde

19 novembro 2009

Choque

Em estado de choque e sem saber como aligeirar a dor dos meus filhos mais velhos, amigos e colegas deles. Visitas lá de casa. Não conseguimos dizer aos mais novos da morte da J. Como se conta uma coisa destas?

Para que conste: jovens absolutamente normais, bem educados, extrovertidos, mais ela, menos ele.

13 novembro 2009

Outono



A minha estação favorita, colhe-se o que se semeou (ou semearam), as cores multiplicam-se, apetece fazer tricot.

05 novembro 2009




Antes encontrava-se, de vez em quando, um idiota entre pessoas decentes, hoje encontra-se uma pessoa decente num grupo de idiotas. Porque será?


Vladimír Renčín