04 junho 2010

28 maio 2010

Gordura não é formosura


Hoje sinto-me assim. Não é de hoje, já dura há uns tempitos.
Como diz a minha amiga Anna, cresci uns centímetros para o lado errado.
Hoje começa a dieta.
Fujam-me da frente!!!!

24 maio 2010

Mãos em movimento

No intervalo duma festa de anos com muitos pré-adolescentes, aproveitei para descansar do barulho e das baboseiras a fazer quatro descansa-canecas em forma de folha e com cores do outono, e esta flor-alfinete que me tinha encantado no blog da Vanessa.


20 maio 2010

Colete kimono
















Acabado no domingo à noite, depois de dois meses a dar às agulhas pelas noites dentro. O modelo foi inspirado num da Rowan (não encontrei o link), o original tinha a gola no mesmo ponto do resto do colete,eu achei que ficaria melhor com um ponto rendado simples.
Não gosto muito, depois de vestido, do cair das cavas, que são feitas a direito. Num futuro projecto/colete farei as cavas com remates idênticos às mangas.
Usei fio da Brancal e agulhas 3,5.

19 maio 2010

12


Pois é, a nossa força da natureza  faz 12 anos. A terrível idade do armário está aí...vou esperar que passe.

Parabéns filhota linda!

17 maio 2010

Caminhada IV

Família+amigos+bom tempo+bonita paisagem = forças retemperadas




Reserva Botânica do Cambarinho

12 maio 2010

Livros

Nestes cinco anos de blog tenho aqui falado de tudo, assuntos banais, do meu dia a dia, do meu espanto permanente pela vida. Das coisas importantes, das embirrações e das paixões da minha vida.
De livros tenho falado pouco embora a leitura seja uma das minhas paixões. Sou leitora compulsiva, leio tudo, até as bulas de medicamentos. Uso carteiras grandes porque tenha lá sempre um livro e um caderninho. Tenho sempre vários livros em leitura- um ou dois na mesinha de cabeceira, outro na carteira, outro na cozinha. Leio em qualquer lugar, do WC à cadeira do dentista, se me deixar em espera.
Compro  (ai o rombo no orçamento), peço emprestado, de bibliotecas (a de Viseu é bem fraquinha) e perco-me em alfarrabistas. Marcha tudo, até os policiais a que faltam folhas. No estrangeiro tenho preferência por traduções de autores portugueses, assim adquiri Os Lusíadas, um Aquilino e dois Namora.

Vem isto a propósito dum livro velhinho -edição de 1959, que tenho há bastantes anos e de que gosto bastante. Contos ciganos recolhidos na Boémia nos anos 50. Segundo a autora  - Marie Voříšková, os ciganos não contam histórias às crianças em particular mas sentam famílias inteiras e contam histórias antigas.
Foram estas histórias orais que ela compilou e editou em livro dando-lhe o título Histórias Ciganas.

Em tradução não muito cuidada deixo aqui a primeira deste livro de quinze histórias.




Histórias Ciganas


A criação do mundo ou como os ciganos perderam a sua pátria


Quando Deus criou o mundo - tão simples como uma criança sopra uma bola de sabão, não criou só um. Como o sete é o número divino, soprou sete balões celestiais.

Depois colocou estes sete mundos em fila, uns em cima dos outros, como andares dum prédio, separou-os entre si com abóbadas celestiais e amparou-os com montanhas altíssimas, para não caírem.

Estes mundos acabados de criar estavam ainda inacabados. Tudo neles era vivo, mexia crescia, até as pedras e as montanhas.E assim aconteceu que uma grande montanha, sobre a qual assentava uma abóbada celestial, continuou a crescer , devagar mas sem parar, até furar a abóbada.

Passado um tempo Deus deu conta que a sua abóbada tinha uns furitos aqui e ali, e apercebeu-se que precisava de reparações mas como eram tempos intensos de criação dos seres vivos - animais e plantas, não tinha mãos a medir e foi adiando a reparação dos buracos da sua abóbada celestial.

O primeiro destes mundos, o que ficou mais abaixo, foi o mais conseguido por Deus nosso senhor. Calhou ser aquele o nosso mundo. Deus gostou tanto dele que decidiu instalar-se no céu por cima dele. Por isso fez o céu sobre o nosso mundo baixo, para não Lhe ficar longe nas suas idas e vindas constantes cá baixo para ver como tudo florescia e crescia alegremente.

Naquele tempo o céu sobre a Terra estava tão baixo, que bastava esticar o braço para se tocar nas nuvens. As rochas e penedos eram tão macios que as pessoas, embora andassem descalças, não magoavam os pés. Todos os povos eram ricos e tinham terras.

Deus deu a cada povo uma pátria. Os ciganos tinham a sua pátria que era linda e rica. A terra era fértil e tudo nela crescia abundantemente não sendo preciso trabalhar muito. Embora fosse necessário , aqui e ali, meter a mão na massa e os ciganos gostassem muito de mandriar. Não lhes apetecia fazer nem aquele pouquinho necessário. O Nosso Senhor ficava muito triste com isso e frequentemente, a quando das Suas descidas à terra, ralhava-lhes:

„Sois tão preguiçosos“ dizia-lhes, „que nem vos lavais! Olhem bem para vocês como estão sujos.“
„Isto não é sujidade,“ desculpavam-se os ciganos, „é a pele escura que nos destes.“
„Vão ao rio lavar-se e ficarão bem mais claros!“ aconselhava Deus. Mas os ciganos não foram lavar-se e quando a sujidade formou crostas que provocaram comichão até para se coçar tiveram preguiça.
Quando Deus viu tamanha moleza zangou-se e, para os castigar, criou as moscas, melgas e mosquitos.”Isto vai obrigá-los a levantar o braço para se coçarem e enxotar os insectos!” pensou.
Ajudou um pouco, mas não muito. Os ciganos continuaram a mandriar.

Num daqueles dias em que Deus desceu à terra para observar a Sua criação, encontrou uma cigana meio nua deitada debaixo duma figueira, com o filho pequeno. Ao ouvir passos a mulher levantou lentamente a cabeça para ver quem passava e, ao ver quem era, cumprimentou o Senhor mas não se levantou.

Aborrecido e de sobrancelhas franzidas seguiu adiante sem nada dizer até sentir um cheiro intenso. Volta atrás e repara na criança toda borrada. Pára e vocifera: “Não podes limpar um pouco esse menino? Não vês o que aconteceu?”

A cigana respondeu-lhe a rir. “Isto não é nada, está sempre a acontecer, já está habituado. Não posso estar sempre de plantão a limpá-lo.”

“Limpa imediatamente essa criança!” gritou Deus. “É uma vergonha, uma mãe deixar o seu próprio filho nesta imundice!”
A cigana levantou-se de má vontade e procurou algo com que pudesse limpar o miúdo. As folhas da figueira estavam muito altas, seria preciso saltar ou trepar e isso era um esforço grande. Então reparou numa nuvem muito branquinha a deslizar suavemente no céu baixinho, mesmo por cima da sua cabeça. Parecia mesmo uma fralda. A cigana levantou a mão, rasgou um pedaço de nuvem e limpou com ela o rabo do miúdo.
O nosso Senhor Deus nem queria acreditar no que via e gritou enraivecido:

“Seus preguiçosos, é assim que vocês ciganos usam as minhas nuvens? Como ficaria o céu se toda a gente fizesse o mesmo? E se encostar o meu manto divino a uma nuvem dessas? Estou farto de vós! Saiam daqui e vão vaguear pelo mundo até aprenderem a trabalhar e a respeitar o trabalho dos outros!”
E foi graças àquela cigana preguiçosa, que os ciganos perderam a sua pátria. Deus expulsou-os da terra que lhes tinha dado e deu-a a outro povo. E como toda a terra já estava atribuída, os ciganos foram obrigados a  andar de terra em terra à procura dum lugar de onde ninguém os expulsasse. Uma terra sem dono.
Muitos ainda hoje a procuram.

Cikánské pohádky – Marie Voříšková

editora Mladá Fronta – 1959

Ser frugal (continuação)

Ainda na onda  do post anterior:

Ninguém precisa realmente duma nova universidade em Portugal, seja em Viseu, Lisboa ou em Freixo de Espada à Cinta, como ninguém precisa duma nova auto-estrada.

Em contraste vale a pena ler/ver a Helena e registar o que realmente pode fazer a diferença no outro lado do mundo.

10 maio 2010

Isto vai...

daqui, com o devido respeito

O Benfica é campeão,o papa vem abençoar-nos, segue-se o campeonato do mundo, depois são  as férias de verão seguidas das presidenciais.

07 maio 2010

Ser frugal *

foto surripiada da net e sem origem identificável


Ontem,enquanto metia a loiça do jantar na máquina, o I. tirava 2 cafés,os filhos pequenos discutiam sobre um qualquer jogo de computador e os grandes saíam porta fora, sigo uma notícia sobre a "novidade" do neofrugalismo. Notícia fraquinha,muito superficial a terminar dizendo que ser neofrugal é ser inteligente na hora de comprar.
Não podiam ser um pouquito mais específicos?
Nem uma palavra sobre anti-consumismo, o não poluir, nada de nada. Juntam-lhe  reportagem duma grande superfície onde o gerente afirma que os plasmas (bons e caros) estão em alta.
Comprar plasmas é ser neofrugal?

Poupem os meus dois neurónios de serviço.
Frugalismo,com neo ou sem ele,tanto quanto sei, não é nada disso.
É a maneira consciente de estar no mundo: poupar recursos, consumir o mínimo, não sujar.
Os povos do norte da Europa praticam-no há muito. Já os nossos avós se regiam pela mesma sabedoria ancestral: no poupar é que está o ganho ou viver de acordo com as possibilidades.

Ninguém precisa realmente de 347 pares de sapatos, 126 calças, 3 telemóveis, trocar de carro todos os anos nem de o levar até à sala, comer uvas em Janeiro, vindas directamente do Chile ou Nova Zelândia, tomar o pequenpo almoço no café da esquina.



*sóbrio, comedido, moderado,contido .

05 maio 2010

Dia D

cobra gozando o sol primaveril fotografada na caminhada do pai e filhos pequenos enquanto a mãe ficou a curar a gripe

A Teresa, nervosa pela manhã, em dia de prova de aferição de português. Lembrei-me, claro, dos meus exames e comparei.
Ontem, ao perguntar a uma colega da T. se já tinha estudado para as provas, levei com uma resposta que me deixou os cabelinhos todos em pé. Dizia a petiza que essas notas não contavam para nada, portanto... sem stress.

Serei só eu que vejo o saber e o aprender a ser pouco ou nada valorizado pelas crianças e jovens? Isto não preocupa ninguém? Pais, escola, país?

29 abril 2010

Crise, qual crise?

Portugal em peso prepara-se para um banho de fé.
O Portugal político, municipal e de estado prepara-se para esbanjar milhares de €€€'s  na visita  dum chefe de estado/igreja  em troco duma massagem espiritual ao ego mirrado desta nação sem rumo definido.
É tolerável e justificável que o país, em crise económico profunda, pare mais de um dia,  subjugado a uma religião? Religião que, embora maioritária, é uma crença e como tal do foro pessoal, individual e não questão de estado?



O Rui (d)escreveu exactamente o mesmo sentimento papal.

20 abril 2010

Colar

A Teresa gostou do fio (algodão, comprado com a Mónica durante o nosso curto passeio por Viseu) e queria um colar. Montei cca de 200 malhas em agulhas circulares nº 6, fiz três carreiras e rematei, juntei uma folha existente cá em casa em filigrana de prata. Eu gosto e uso, a filha quer outro com missangas. Siga.

18 abril 2010

Domingo no museu

A chuva insiste em fazer cumprir à letra o ditado "Abril águas mil" o que impossibilita os percursos pela natureza.



Troca-se por um percurso pelo Museu Grão Vasco e redescobrimos os Columbanos, Malhoas, Grão-vascos e deslumbramo-nos na exposição da colecção Millenium. Esta muito bem acompanhada por um livro "À descoberta de... uma colecção de pintura" onde as pinturas da exposição são explicadas às crianças.
Muito bom.
A não perder, está em Viseu  até 25de Abril




 

16 abril 2010

Eyjafjallajökull

Se nós pedirmos por favor, não dava para levar o 1º e ficarem lá os dois? Muito tempo?!

aeroporto de Praga daqui

13 abril 2010

Percurso pedestre I



Iniciámos no Domingo (11/4) a época dos passeios pedestres. À semelhança de anos anteriores, pouco planeamento mas muita vontade de conhecer recantos da região onde não se passa todos os dias. A alegre companhia de amigos, mochila, sapatilhas e boa disposição. 9 km  de sobe e desce, riachos, caminhos alagados, pinhais, prados verdes, espigueiros e eiras comunitárias,  o maciço rochoso da Santa Eufêmia, flores primaveris.

Decidimos (de boas intenções está o dito cheio) fazer, este ano, todas as rotas  de  Viseu.  O ano passado fizemos (2 pais+2 filhotes pequenos) o PR2, PR3 e PR4,  este ano vamos calcorrear as restantes e maisdoutros concelhos limítrofes.

Quem quiser juntar-se a nós é só enviar mail

11 abril 2010

Páscoa sem coelhos mas com prendas



A Mónica durante a sua estadia na sua terra do coração resolveu fazer uma visita a Viseu e de pai natal (pascal?). O gorro foi o preferido da  T. que durante dois dias só o tirou para dormir e eu gostei da insígnia das tricotadeiras do Seixal, ou não fosse um mocho.
Claro que eu tinha que me esquecer da máquina fotográfica.




Ela e o marido L.ainda me deram umas ideias para acabar um casaco relativamente encalhado. Um daqueles projectos bonito e interessante como ideia mas que a dada altura já só apetece desmanchar.Uma semana depois está pronto a usar e a dona gostou.






05 abril 2010

Primavera




Uma boa desculpa para caminhar, pedalar e viver a bonita cidade de Viseu.
Aproveita-se para ver os defeitos e tenta-se esquecer a falta de civismo.

26 março 2010

Só consigo dizer: chocada

Confesso que não entendo
Miguel Sousa Tavares (www.expresso.pt)
0:00 Quinta-feira, 25 de Mar de 2010


1. Confesso que não entendo como é que todos fomos enganados pela morte do Leandro. Todos, eu incluído. Todos engolimos sem pestanejar a primeira e 'definitiva' versão que nos foi apresentada pela imprensa para a morte do jovem de doze anos, apresentado como exemplo limite das consequências do bullying. A saber: a) que Leandro, farto de ser sovado e maltratado pelos colegas da escola; b) por quem já havia sido seriamente espancado um ano antes; c) e incapaz de se defender; d) saiu pela porta principal da escola de Mirandela que frequentava, sem que ninguém o interceptasse, e declarando "não aguento mais, vou-me atirar ao rio": e) o que fez, suicidando-se no Tua; f) sem que a escola tenha tido depois uma só palavra para com a família. Ora, segundo o "Diário de Notícias" desta terça-feira, citando fontes da escola e da PSP e amigos e testemunhas do acto de Leandro, o que realmente terá acontecido foi: a) Leandro era, ele próprio, um miúdo dado a provocações e confrontos, o que terá estado na origem do incidente ocorrido há um ano, quando insultou outros alunos; b) os quais, aliás, não eram da sua escola, mas sim de outra escola de Mirandela; c) no dia fatal, não saiu da escola pela porta da frente, que estaria sempre vigiada, mas sim através das grades exteriores; d) não se quis suicidar, mas apenas tomar banho no rio, tendo sido levado pela corrente; f) e logo no dia seguinte o presidente do conselho executivo da escola falou com a mãe de Leandro, dando-lhe os sentimentos e colocando-se à disposição dela. Ou seja: a fazer fé na segunda e corrigida versão, todos fomos levados ao engano. E porquê? Pois, o que dói é a resposta a esta pergunta.


Fomos levados ao engano, porque a nossa imprensa, quase toda, vive à procura de sangue, escândalos, tragédias ou heróis. E porque, entre procurar a verdade da história além das aparências, esperar pelas investigações das autoridades sem antecipar conclusões, ou optar logo pela versão mais trágica e chocante, escolheu esta sem hesitar. Nada disto aconteceu por acaso. Não deixa de ser eloquente que, num momento em que na Comissão de Ética da Assembleia da República prosseguem as penosas audições para apurar se há ou não liberdade de imprensa em Portugal, a maior e mais real ameaça a essa liberdade esteja ausente de todas as questões colocadas e de todos os depoimentos prestados. Essa ameaça é o tipo de jornalismo que hoje se faz e que é ditado, primeiro que tudo, pela necessidade de vender informação e conquistar audiências a qualquer preço. Os célebres 'conteúdos', que tanto movem os novos patrões da imprensa, são ditados exclusivamente pela vontade de obter lucros e não pelo desejo de prestar um serviço público de informação e formação. Ninguém pergunta à Ongoing ou à PT para que querem eles ter uma televisão ou um jornal, quais são os seus pergaminhos, o seu currículo, as suas intenções em matéria jornalística. Parece que ter dinheiro, próprio ou emprestado, é critério suficiente.