14 março 2010

Pronta

Gostei muito de a fazer e, tendo em conta que é feita em agulhas nº 3,5, nem demorei assim tanto tempo. As mangas foi o que me demorou mais, tive de desmanchar várias vezes até acertar com as riscas do corpo e o tamanho das cavas. É o que dá estar muito tempo sem fazer camisolas e não seguir receita. Esta foi totalmente desenhada por mim.
O Alex gostou muito e disse cheio de orgulho (baba) que ninguém tinha uma camisola feita pela mãe.

Gostei de voltar a estes trabalhos grandes e já comecei um colete/camisola sem mangas para mim. Vamos a ver se o verão não chega primeiro.

03 março 2010

De carro

- Então que fizeram hoje na escola?
ele - aprendemos os animais carnívoros, omnívoros.
ela sempre a interromper - e hervíboros
- herbívoros, lá por vivermos em Viseu não tens que trocar os b's
ele - e aprendemos os animais que nascem dos ovos e das barrigas
ela sempre a interromper- pois,  tu nasceste dum ovo
ele furioso - eu nasci da barriga da mãe, tu é que nasceste do cu da galinha

01 março 2010

Amizades na Bloguilândia

Quando comecei este blog, já lá vão 5 anos, não tinha qualquer expectativa. Era mais um diário, um registo de desabafos. O que me trouxe aqui? Nem eu própria sei.
Gostava muito de ler a Rosa, nesse tempo em que era mais mãe e a artesã que tudo partilhava, a Rita que me fazia rir e pensar sobre o ser mãe, a Carla da ilha mágica, a Anna que troca de blog como alguns trocam de meias, a Sandra sempre pronta a ajudar esta naba informática, o Rui e todos os outros que estão ali nos links e muitos outros que já desapareceram.
Com o tempo fui conhecendo alguns bloggers pessoalmente, trocando informações, conselhos, outros que adoptaram os meus bonecos. Tudo isto na estreiteza das fronteiras portuguesas.
Claro que com a minha mania dos lavores (crafts seria mais in) acompanho vários blogs estrangeiros, da Austrália aos EUA, da República Checa à Turquia e claro os nossos amigos brasileiros. O que eu já aprendi de tricot com a Solange. Os pássaros que fizeram um lindo espanta-espíritos que a Carlinha me ensinou.

Mas nunca tinha recebido uma prenda (do estrangeiro) só porque deixei um comentário enaltecendo a beleza do produto. E mais, a prenda chegou antes de eu ler o email a anunciar o envio.
Surpresa mais linda é difícil. Obrigada Carlinha.
E agora onde arranjo a coragem para meter a tesoura?



25 fevereiro 2010

8 anos


O nosso milagre sonhado.
Cresces continuando sensível , inseguro e tímido.
A tua meiguice desarma toda a gente. Para ti um abraço é o mais importante.
A mim os teus abraços e ternuras deixam-me sempre babada.

Obrigada filhote.
Parabéns

19 fevereiro 2010

Limpar Portugal

Vamos lá começar por Viseu. Reunião hoje. Apareçam.

08 fevereiro 2010

Estado da nação

Sai  mais uma escuta telefónica para a mesa do canto, se faz favor

02 fevereiro 2010

Pequenos momentos

faias - Fontelo


A forma verdadeira de apreciarmos a vida é vivermos cada pequeno momento intensamente.
Com o corre-corre diário esqueço-me de ver as pequenas coisas verdadeiramente importantes. Os sorrisos dos filhos, aquela letra daquela música, o raiar do sol entre as faias do Fontelo, o frio cortante das manhãs visienses, apreciar o almoço cozinhado pelo homem com quem partilho a vida, os dias dos últimos 26 anos.
Aquela piada da filha grande, aquele acepipe do filho maior.
De fazer aquele alfinete sonhado para aquela camisola, mas que o tempo não sobra porque a roupa espera para estender, passar, dobrar, o fato de palhaço para o carnaval escolar do filho menor que é preciso inventar (aceito inspiração), acompanhar o estudo da preparação para a ronda de testes da filha pequena.

Num momento zen costuro umas almofadas com os meus amados mochos.
E assim se vai vivendo Fevereiro, o mais pequeno.


almofadas com mochos em relevo - frente
verso

26 janeiro 2010

Tricotando

Não tenho mostrado coisas novas por aqui, o que não quer dizer que tenha estado parada.
Não consigo estar parada. Nem a ver televisão consigo ter as mãos quietas no regaço.

Depois de vários cachecois, boinas, gorros e etc e tal, iniciei uma camisola para o Alexandre em tricot "dinamarquês" ou "fair isle" ou nórdico ou como lhe quiserem chamar. Confesso que é dos trabalhos que eu mais gosto de fazer, ir inventando e acrescentando motivos.


Na blogosfera aparece como grande moda trabalhar fios que já fazem os motivos per si, mas assim onde fica a criatividade? É verdade que são bonitos e fáceis de fazer mas falta-lhes qualquer coisa, o elemento "eu" que é o que me dá o verdadeiro gozo nestas andanças do tricot e crochet.

Lindo exemplo


18 janeiro 2010

24

18 de Janeiro de 1986, 23 horas



Finalmente nasceu! Após 26 horas de trabalho de parto. Cansada, dorida e... a pessoa mais feliz do mundo. A Marta nasceu e afirmou-se: berrou durante 2 horas. Nos intervalos tentou mamar. Era linda, moreninha com lábios carnudos. Depois levaram-na para o berçário e só voltei a vê-la de manhã.


Assim me fiz mãe. A mais babada!


A melhor? Tem dias. A filha também!
 
Parabéns filha grande! Amo-te muito.

15 janeiro 2010

Haiti

Tragédia que nos reduz à nossa insignificância.
Seres pequeninos.


13 janeiro 2010

Rir é o melhor remédio (ou será o único?)

(...)Os outros povos curam a ressaca do fim de ano com café e sono, nós curamos com a mensagem de Cavaco Silva. Não há nada como recordar que estamos endividados, desempregados e na cauda da Europa para espantar uma embriaguez. Cavaco é o Guronsan de Portugal. (...)

Ricardo Araújo Pereira in Visão

11 janeiro 2010

Fim de semana

de frio, sorna e algum crochet e tricot.

Dois tamboretes com as almofadas já muitos gastas e vistas, reciclados com capa em crochet cosida na almofada original;

A Lala bem instalada no "seu" puf;

Um canto florido;

Manta quentinha em quadrados perfeitos, feita com restos de lã existentes cá por casa. Em progresso;

Um boneco de neve à porta de casa, obra dos filhos mais pequenos,que não se cansaram a andar de trenó;

Uma cadela que adorou comer bolas de neve.
















































03 janeiro 2010

2010





esquilo no Fontelo

Morre lentamente quem não viaja

 

"Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!»

Pablo Neruda

30 dezembro 2009

22 dezembro 2009