11 janeiro 2010

Fim de semana

de frio, sorna e algum crochet e tricot.

Dois tamboretes com as almofadas já muitos gastas e vistas, reciclados com capa em crochet cosida na almofada original;

A Lala bem instalada no "seu" puf;

Um canto florido;

Manta quentinha em quadrados perfeitos, feita com restos de lã existentes cá por casa. Em progresso;

Um boneco de neve à porta de casa, obra dos filhos mais pequenos,que não se cansaram a andar de trenó;

Uma cadela que adorou comer bolas de neve.
















































03 janeiro 2010

2010





esquilo no Fontelo

Morre lentamente quem não viaja

 

"Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!»

Pablo Neruda

30 dezembro 2009

22 dezembro 2009

18 dezembro 2009

Paninhos frios

Em 2005 questionava eu o gosto dos pais natal trepadores. Eles continuam a subir pelas janelas, varandas e telhados de Portugal. Este ano acompanhados dum menino nu (ai que frio) em fundo escarlate. Dizem os organizadores que para divulgarem a fé e espírito do verdadeiro Natal.

Um objectivo já cumpriram: 20 000 paninhos a 15€ cada = 300.000€.

E vivó Natal. Simples e comedido como convém.

16 dezembro 2009

Conversas de madrugada.

7 horas da manhã desta madrugada fria visiense.
A Ruby amanhece com cio, o 1º cio que será também o único por força das suas funções programadas.
Mãe e pai falam de quem contacta a escola para a levarem neste período, como é prática instituída.
E pergunta inevitável do petiz (7 anos) sobre o que é o cio.
Uma aula de educação sexual sobre reprodução animal e humana dada pelo pai. Incluiu cio, menstruação, bebés e controlo de natalidade.  Às 7h e 45m o A. tinha todas as suas dúvidas esclarecidas, estava vestido, pequeno-almoçado e de saída para a escola.
Mais uma etapa dobrada.

14 dezembro 2009

ai está frio e tal

Toda a gente se queixa do frio.
Será que já ninguém se lembra que existem casacos, camisolas, lareiras e coisas que tais?

O que eu gosto do meu aquecimento central.

13 dezembro 2009

Gola




Trabalho dum serão de televisão. Quentinha e muito agradável.
Lã da Brancal, dois botões velhinhos (ficava mais in escrever vintage) e como modelo o filho mais novo, as raparigas estavam fora.

11 dezembro 2009

A felicidade a crédito

Numa situação de desemprego e ao abrigo do programa POC, rebaptizado de CEI, estou a trabalhar numa instituição pública. Assim me tornei funcionária pública sem os direitos mas com os deveres e  observadora privilegiada desta fauna tão gabada/vilipendiada (riscar o que não interessa).
Por hoje deixo a função pública em paz.




Sempre trabalhei em empresas onde os homens estavam em maioria absoluta e, talvez por isso, nunca me tinha deparado com os assaltos dos vendedores de escritório. Eu ouvia contar a amigas mas, confesso, nunca tinha prestado verdadeira atenção. Até agora. Neste mês e meio de "funcionária" já me ofereceram (o termo exacto seria tentaram impingir) ouro novo e usado, prata em várias variantes, antiguidades, bijutaria e perfumes, produtos de beleza e os inevitáveis taparuweres.
Olha a grande coisa, dirão vocês.
Não é a oferta que me espanta, já pouca coisa me espanta, o que me deixa de queixo caído é as compras. A forma e o modo.
Nesta instituição pública, onde a grande maioria dos funcionário tem ordenados de três dígitos, tudo se compra. A crédito, com cheques pré-datados.
Eu desconfiava que esta nossa sociedade vivia acima das suas posses, mas não imaginava que havia gente (aparentemente muita) que compra caixinhas de plástico em suaves prestações.

02 dezembro 2009

Cadeia

Respondendo à cadeia vinda do Rui.

Completar as seguintes cinco frases:
Eu …contribuí para a manutenção da espécie.
Eu nunca…pensei em suicídio.
Eu sei…que pouco sei.
Eu quero…o impossível, sempre.
Eu sonho…fazer a viagem Lisboa Viseu-Pequim por via terrestre.


Eu passo

24 novembro 2009

Exposição no Fórum de Viseu

De 23 de Novembro a 6 de Dezembro, na Casa das Artes do Fórum,
exposição e venda dos bonitos trabalhos da Cristina juntamente com as minhas últimas criações.

Façam favor de aparecer, o Natal está perto e em vez duma prenda made in China ofereçam uma peça genuinamente portuguesa, feita à mão com carinho.

fotos mais tarde

19 novembro 2009

Choque

Em estado de choque e sem saber como aligeirar a dor dos meus filhos mais velhos, amigos e colegas deles. Visitas lá de casa. Não conseguimos dizer aos mais novos da morte da J. Como se conta uma coisa destas?

Para que conste: jovens absolutamente normais, bem educados, extrovertidos, mais ela, menos ele.

13 novembro 2009

Outono



A minha estação favorita, colhe-se o que se semeou (ou semearam), as cores multiplicam-se, apetece fazer tricot.

05 novembro 2009




Antes encontrava-se, de vez em quando, um idiota entre pessoas decentes, hoje encontra-se uma pessoa decente num grupo de idiotas. Porque será?


Vladimír Renčín

Dia nacional da abóbora


Decretei o dia 31 de Outubro o Dia Nacional da Abóbora. Ele foi sopa de abóbora, que os filhos adoraram, tarte de abóbora e uma varanda decorada a preceito.

26 outubro 2009

Peles de besta

Tivesse eu o verbo e escreveria exactamente o mesmo.

24 outubro 2009

Capa ou xaile?




Tal como referi não acertei na linha, demasiado "pesada" e um pouco grossa mas o efeito é, mesmo assim, bastante bonito. Não lhe fiz as flores de bordadura porque fazia o trabalho ainda mais pesado.

18 outubro 2009

Poncho


Ultimamente não tenho dado muito às agulhas mas, ainda assim, tenho feito algumas coisas pequenas. Este poncho feito num ponto - lérias - que aprendi recentemente, tem servido as três mulheres que há cá em casa. É um trabalho fácil e que faz boa figura.

Tenho um xaile entre mãos mas não escolhi a melhor lã para ele. Depois mostro.