14 maio 2008
Actrizes
Já por aqui tinha falado de algumas actividades das escolas dos filhos mais novos.Uma de que ainda não falei foi uma peça de teatro, inteiramente feita por mães e filhas. O Zé das Moscas, história do António Torrado.
Apresentámos a peça, na escola da Teresa, há um mês atrás. Correu bastante bem, e fomos convidadas para a apresentar na sede do Agrupamento de Escolas para os alunos mais velhos e, pasme-se, com a presença do autor.
Como a foto não deixa mentir- até com os seus aplausos.
Vou ali limpar a baba....
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11 maio 2008
09 maio 2008
04 maio 2008
Falta de chá
Fiquei a saber pela Ler que António Lobo Antunes nunca leu nenhum livro de José Saramago. Segundo consta (sem confirmação oficial) o contrário também é verdade.
Custa-me um pouco a acreditar - vaidosos como poucos, que não se leiam às escondidas...
Eu, leitora fiel e apaixonada de ambos, fico triste. A escrita fina de Lobo Antunes encantou-me durante anos, os livros recentes nem tanto. De Saramago adoro a imaginação e, sempre que termino mais um livro fica-me a pergunta: onde vai ele buscar a inspiração?
Custa-me um pouco a acreditar - vaidosos como poucos, que não se leiam às escondidas...
Eu, leitora fiel e apaixonada de ambos, fico triste. A escrita fina de Lobo Antunes encantou-me durante anos, os livros recentes nem tanto. De Saramago adoro a imaginação e, sempre que termino mais um livro fica-me a pergunta: onde vai ele buscar a inspiração?
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25 abril 2008
25 de Abril


"Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
E inda guardo, renitente
Um velho cravo para mim"
Chico Buarque - Tanto mar
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coisas boas
24 abril 2008
Casaco desencalhado
Finalmente pronto e a uso. Como já relatei, fiz, desfiz e voltei a fazer, as mangas e o decote/debrum. Gosto do resultado e a lã (brancal) é muito fofa e agradável. A pregadeira é feita duma camisola velha feltrada e com centro em crochet. Coloquei para a foto.

Agora estou dedicada à máquina de costura.
No infantário do Alexandre vão fazer uma feira de chás e ervas aromáticas, oferecidas pelos pais e depois de ensacadas vendidas.
Só que os pais, avós, etc, ofereceram tantos chás que as educadoras, estagiárias e demais pessoal não conseguiam fazer tanto saco. Pediram ajuda e duas mães (eu e outra alma caridosa/parva/activa) fizemos cerca de 80 sacos de diversos tamanhos. Os tecidos foram oferecidos, restos duma loja de cortinados e duma fábrica de batas.
Prometo fotos com os sacos cheios.
Na escola da Teresa preparam a festa do final do ano que, tradicionalmente, é organizada pelos pais dos alunos finalistas. Também me calha a mim. É necessário angariar fundos e, como as carteiras andam com fundo vazio, toca de fazer uma barraquinha nas festas do bairro (início de Maio). A minha companheira dos sacos de chá também tem aqui uma finalista logo pensámos em dar uso ao resto dos retalhos e, com outra amiga destas andanças manuais e, também mãe de finalista, deitámos mãos e pés à máquina.
A minha contribução actual

Agora estou dedicada à máquina de costura.
No infantário do Alexandre vão fazer uma feira de chás e ervas aromáticas, oferecidas pelos pais e depois de ensacadas vendidas.
Só que os pais, avós, etc, ofereceram tantos chás que as educadoras, estagiárias e demais pessoal não conseguiam fazer tanto saco. Pediram ajuda e duas mães (eu e outra alma caridosa/parva/activa) fizemos cerca de 80 sacos de diversos tamanhos. Os tecidos foram oferecidos, restos duma loja de cortinados e duma fábrica de batas.
Prometo fotos com os sacos cheios.
Na escola da Teresa preparam a festa do final do ano que, tradicionalmente, é organizada pelos pais dos alunos finalistas. Também me calha a mim. É necessário angariar fundos e, como as carteiras andam com fundo vazio, toca de fazer uma barraquinha nas festas do bairro (início de Maio). A minha companheira dos sacos de chá também tem aqui uma finalista logo pensámos em dar uso ao resto dos retalhos e, com outra amiga destas andanças manuais e, também mãe de finalista, deitámos mãos e pés à máquina.
A minha contribução actual
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23 abril 2008
20 abril 2008
život je čudo - A vida é um Milagre

Decidida a pôr em dia o bom cinema que perdi nestes últimos anos, lá encontrei "A Vida é um Milagre" de Emir Kusturica (do Gato preto gato branco) em formato DVD.
Uma história sobre o amor e a esperança, nos intervalos da morte.
Uma banda sonora excelente (como sempre nos filmes de Kusturica)e um optimismo delirante.
A reter: a morte não dói, custa é viver.
Consegui acabar o meu casaco encalhado, com um bocado de Inverno ainda lhe dou bastante uso. Quando conseguir uma foto decente mostro.
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17 abril 2008
A não esquecer
Ler com muita atenção. Também eu me revi neste texto, a mesma escola salazarenta, a mesma vara, uma régua de cem olhos, o mesmo medo. Diferente apenas o ser numa pequena aldeia,
Megalómanos?
Viseu tem menos de 50 000 habitantes, não chegando aos 70 000 no seu perímetro urbano.
Dito isto ( parafraseando MRS), como se rentabiliza este investimento?
Expliquem -me lá isto sfv*:
No dia 15 de Abril foi inaugurado o segundo maior centro comercial do país, em Viseu. Segundo o presidente da Câmara Municipal de Viseu, o Palácio do Gelo trará muito mais gente à cidade. Para Fernando Ruas, o vasto complexo criará, inclusivamente, uma nova centralidade. Aliás, o autarca sublinha que “todos os viseenses reconhecem que o Grupo Visabeira foi das coisas boas que nos aconteceram."
Dito isto ( parafraseando MRS), como se rentabiliza este investimento?
Expliquem -me lá isto sfv*:
No dia 15 de Abril foi inaugurado o segundo maior centro comercial do país, em Viseu. Segundo o presidente da Câmara Municipal de Viseu, o Palácio do Gelo trará muito mais gente à cidade. Para Fernando Ruas, o vasto complexo criará, inclusivamente, uma nova centralidade. Aliás, o autarca sublinha que “todos os viseenses reconhecem que o Grupo Visabeira foi das coisas boas que nos aconteceram."
Recorde-se que o novo Palácio do Gelo com mais de 175 mil m² de área total, irá albergar, entre muitas (lojas, lojas e mais lojas) outras coisas, Hipermercado, Espaço de desporto e bem-estar (que inclui 4 piscinas sendo uma Olímpica), Spa, 6 salas de cinema com equipamento digital e 3D comercial, bem como uma Praça de Restauração com mais de 5 mil m² e uns fantásticos terraços exteriores com vista privilegiada para as Serras da Estrela e do Caramulo. O custo desta obra rondou os 120 milhões de euros.
*podem fazer um, ou vários, desenhos
Nota fora de tempo: gostava de trabalhar na Fnac de Viseu, haverá alguma vaga?
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13 abril 2008
Saídas
Na segunda actualizei-me cinematograficamente - ri e chorei com Nunca é Tarde Demais. Excelentes os septuagenários Jack e Morgan.
Descobri uma boa razão para não me tentar na compra do café mais caro do mundo - Kopi Luwak .
Na quarta revisitei o non sense no teatro com os Monthy Python em versão portuguesa. Gostei.
Descobri uma boa razão para não me tentar na compra do café mais caro do mundo - Kopi Luwak .
Na quarta revisitei o non sense no teatro com os Monthy Python em versão portuguesa. Gostei.
04 abril 2008

Recebi este prémio desta querida amiga :)
Obrigada pela distinção e que, apesar das dificuldades, consigas manter sempre esse espírito lutador e generoso.
1) Este prémio deverá ser atribuído aos blogs que considera bons e aqueles que costuma visitar regularmente e deixa comentários;
2) Quando o prémio é recebido deverá fazer um post indicando a pessoa que lhe atribuiu o prémio e a respectiva ligação ao blog;
3) Indicar 7 blogs para atribuição do prémio;
4) Deverás ser exibido orgulhosamente o selo do prémio, de preferência com ligação ao local onde é falado dele.
Os nomeados do dia são:
* Os meus meninos - o cantinho da minha mana muito querida (impossível deixar para trás) :)
* Laços de ternura - cantinho de uma amiga muito querida e especial, uma lutadora que nunca perdeu a capacidade de sonhar;
* Pequenos Grandes Amores - uma amiga e mulher linda, por quem sinto muito carinho, e os seus dois amores
* Bichinho Feio - porque gosto muito de ler as aventuras e desventuras destes bichinhos e sua mamã :)
* Filhos&Cadilhos - uma mulher/mamã com quem aprendo e simpatizo bastante e com um dom de mãos fabuloso :)
Há outros mais, que gosto MUITO de visitar, alguns deles já receberam este prémio, mas como é suposto nomear apenas 7... Fica um beijo enorme para todos :)
30 março 2008
Passeio
Onze anos depois, com a segunda ninhada de filhos, sempre a descobrir novos encantos.
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25 março 2008
22 março 2008
O meu primeiro folar
500 gr de farinha, 3 ovos, 125 gr de açúcar, 2 colheres de sopa (cs) de azeite, raspa dum limão, 30 gr de fermento de padeiro, uma pitada de sal, 1 cs de vinho do Porto, água morna qb.

Bater com vara de arames o fermento num pouco de água morna, juntar os ovos, o azeite, a raspa de limão e o vinho do Porto.
A farinha coloca-se na bancada, abre-se um buraco no meio onde se verte o líquido anterior.
Amassa-se muito bem.

Deixa-se levedar 2 horas.

Cozem-se os ovos em água com cascas de cebola.

Tendem-se os folares, colocam-se os ovos sobre cada folar e cruzam-se fitas da massa sobre os ovos.

Cozem-se em forno a 210º cca 35-40 minutos.

Ficou muito bom. A família (numerosa, eu sei) devorou um inteiro, a seguir ao jantar. Simples e com manteiga, mnham...
A receita é adaptada do folar tradicional da região de Aveiro (não aprecio o de Viseu que é salgado e não doce) e deu-me para dois folares pequenos. No meu forno caberia outro tanto.
Boa Páscoa

Bater com vara de arames o fermento num pouco de água morna, juntar os ovos, o azeite, a raspa de limão e o vinho do Porto.
A farinha coloca-se na bancada, abre-se um buraco no meio onde se verte o líquido anterior.
Amassa-se muito bem.

Deixa-se levedar 2 horas.

Cozem-se os ovos em água com cascas de cebola.

Tendem-se os folares, colocam-se os ovos sobre cada folar e cruzam-se fitas da massa sobre os ovos.

Cozem-se em forno a 210º cca 35-40 minutos.

Ficou muito bom. A família (numerosa, eu sei) devorou um inteiro, a seguir ao jantar. Simples e com manteiga, mnham...
A receita é adaptada do folar tradicional da região de Aveiro (não aprecio o de Viseu que é salgado e não doce) e deu-me para dois folares pequenos. No meu forno caberia outro tanto.
Boa Páscoa
21 março 2008
14 março 2008
A revolta dos professores versus ensino dos meus filhos
Já muito escrevi neste blog sobre a escola pública : as boas experiência, as más, as assim-assim e as péssimas. Sobre o preço/política do livro escolar, os ATL, as extra-curriculares, etc, etc.
Sobre os últimos acontecimentos (ou guerra aberta) tenho mantido o silêncio, por não estar abertamente de nenhum lado. Deixo aqui a opinião do Francisco José Viegas por ser quase, quase a minha. Num português mais bonito, claro.
A guerra das escolas. Um ponto da situação. As queixas sobre a educação encontraram agora um argumento político de força, graças à manifestação dos professores. A avaliação iria pôr termo a todos os males e levar-nos ao caminho da civilização. Mas, na verdade, a guerra contra os professores e os pedidos para que as autoridades actuem sem recuo faz esquecer o pormenor: avaliem o trabalho do Ministério nos últimos vinte anos. Não dos proprietários ou ocupantes temporários da pasta, mas dos verdadeiros donos do ME, uma classe de experimentalistas que elaboraram programas, preâmbulos a programas, ordens burocráticas e documentos sobre procedimentos burocráticos, escalas de reuniões e curricula absurdos (e que, inclusive, autorizou curricula ainda mais absurdos para valorização «profissional» de professores hábeis, muito hábeis), ausência de razoabilidade em processos disciplinares, reformas e contra-reformas curriculares ao sabor de pantomineirices (como a TLEBS, a imbecilização no ensino da Matemática, da História e da Ciência) que favoreceram a falta de cultura científica e de hábitos de trabalho dos estudantes. Esses são os verdadeiros responsáveis. Meter na escola – essa arena onde o ME sempre esteve impune e sempre defendeu a sua autoridade para impor regras e princípios sem discussão e sem participação – pais, autarquias, estatísticas, julgamentos pelos pares, inspectores sem competência científica e até gente analfabeta mas com todo o conhecimento da novilíngua ministerial providenciada por génios que raramente ou nunca deram aulas ou estiveram mais de dois anos seguidos numa escola, não é o melhor método de nos levar ao caminho da civilização.
Claro que se pode questionar uma avaliação feita contra os professores, mas essa é uma guerra fácil e cheia de armadilhas. Basta ver os blogs, de esquerda e de direita, pedindo autoridade, disciplina e avaliação. Avaliam-se resultados, sim; mas com que instrumentos, com que programas escolares, com que linguagem técnica?
A questão, aqui, não é a de dar crédito aos sindicatos ou às multidões, a de apoiar a ministra (mais uma vez, aliás, é o secretário de Estado Jorge Pedreira que vem salvar a nau...) ou a de considerar que qualquer recuo é uma derrota de José Sócrates. Outras equipas optaram por outro caminho: primeiro, tratar da matéria educativa, dos programas, dos curricula, de um estatuto do aluno sério e capaz, da chegada do rigor (esse sim) ao ensino das ciências e das humanidades – depois, tratar também da avaliação dos professores. Estranho, por isso, que tanta gente caia na armadilha.
Na verdade, esta ministra não tratou de reformar a escola, nem o ensino, nem a educação; tratou, isso sim, e com razoável eficácia, de melhorar as estatísticas e de disciplinar o funcionamento da rede ministerial (desde os célebres corredores da Av. 5 de Outubro às regras para auxiliares administrativos, comportamento de professores e de sindicalistas). Fez bem. Era um ponto. Mas a verdadeira reforma, aquela que este sistema de avaliação há-de esconder, essa não me parece que esteja a ser feita. Coisas simples: o que defende o ME sobre a utilização de calculadoras no ensino básico?; o que diz o ME sobre o programa de ensino de Português?; por que razão entrega de mão beijada o ensino da Literatura e da Filosofia?; por que razão se continua a autorizar o aumento do preço do livro escolar (vem aí, vem aí, preparem-se...)?; foram os professores ouvidos sobre as reformas curriculares? Eu queria um ME que se preocupasse com isso. Argumentarão que a avaliação é o primeiro passo para que o ME deixe de tratar todos os professores como «os professores» e passe a distinguir os bons, os maus e os outros. Mas a fazer o quê, nas escolas?
Sobre os últimos acontecimentos (ou guerra aberta) tenho mantido o silêncio, por não estar abertamente de nenhum lado. Deixo aqui a opinião do Francisco José Viegas por ser quase, quase a minha. Num português mais bonito, claro.
A guerra das escolas. Um ponto da situação. As queixas sobre a educação encontraram agora um argumento político de força, graças à manifestação dos professores. A avaliação iria pôr termo a todos os males e levar-nos ao caminho da civilização. Mas, na verdade, a guerra contra os professores e os pedidos para que as autoridades actuem sem recuo faz esquecer o pormenor: avaliem o trabalho do Ministério nos últimos vinte anos. Não dos proprietários ou ocupantes temporários da pasta, mas dos verdadeiros donos do ME, uma classe de experimentalistas que elaboraram programas, preâmbulos a programas, ordens burocráticas e documentos sobre procedimentos burocráticos, escalas de reuniões e curricula absurdos (e que, inclusive, autorizou curricula ainda mais absurdos para valorização «profissional» de professores hábeis, muito hábeis), ausência de razoabilidade em processos disciplinares, reformas e contra-reformas curriculares ao sabor de pantomineirices (como a TLEBS, a imbecilização no ensino da Matemática, da História e da Ciência) que favoreceram a falta de cultura científica e de hábitos de trabalho dos estudantes. Esses são os verdadeiros responsáveis. Meter na escola – essa arena onde o ME sempre esteve impune e sempre defendeu a sua autoridade para impor regras e princípios sem discussão e sem participação – pais, autarquias, estatísticas, julgamentos pelos pares, inspectores sem competência científica e até gente analfabeta mas com todo o conhecimento da novilíngua ministerial providenciada por génios que raramente ou nunca deram aulas ou estiveram mais de dois anos seguidos numa escola, não é o melhor método de nos levar ao caminho da civilização.
Claro que se pode questionar uma avaliação feita contra os professores, mas essa é uma guerra fácil e cheia de armadilhas. Basta ver os blogs, de esquerda e de direita, pedindo autoridade, disciplina e avaliação. Avaliam-se resultados, sim; mas com que instrumentos, com que programas escolares, com que linguagem técnica?
A questão, aqui, não é a de dar crédito aos sindicatos ou às multidões, a de apoiar a ministra (mais uma vez, aliás, é o secretário de Estado Jorge Pedreira que vem salvar a nau...) ou a de considerar que qualquer recuo é uma derrota de José Sócrates. Outras equipas optaram por outro caminho: primeiro, tratar da matéria educativa, dos programas, dos curricula, de um estatuto do aluno sério e capaz, da chegada do rigor (esse sim) ao ensino das ciências e das humanidades – depois, tratar também da avaliação dos professores. Estranho, por isso, que tanta gente caia na armadilha.
Na verdade, esta ministra não tratou de reformar a escola, nem o ensino, nem a educação; tratou, isso sim, e com razoável eficácia, de melhorar as estatísticas e de disciplinar o funcionamento da rede ministerial (desde os célebres corredores da Av. 5 de Outubro às regras para auxiliares administrativos, comportamento de professores e de sindicalistas). Fez bem. Era um ponto. Mas a verdadeira reforma, aquela que este sistema de avaliação há-de esconder, essa não me parece que esteja a ser feita. Coisas simples: o que defende o ME sobre a utilização de calculadoras no ensino básico?; o que diz o ME sobre o programa de ensino de Português?; por que razão entrega de mão beijada o ensino da Literatura e da Filosofia?; por que razão se continua a autorizar o aumento do preço do livro escolar (vem aí, vem aí, preparem-se...)?; foram os professores ouvidos sobre as reformas curriculares? Eu queria um ME que se preocupasse com isso. Argumentarão que a avaliação é o primeiro passo para que o ME deixe de tratar todos os professores como «os professores» e passe a distinguir os bons, os maus e os outros. Mas a fazer o quê, nas escolas?
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13 março 2008
O barril de petróleo atingiu os 110 dólares
Imaginem se fosse barato.
Portugal é o país onde menos se anda a pé, no conjunto da UE a 15. Em média um português fez 342 quilómetros no ano de 2000, segundo os dados da Eurostat (gabinete de estatística europeu) citados no relatório “Climate for a transport change" . Os alemães e os luxemburgueses são os que mais caminham: fazem a pé 431 e 457 quilómetros por ano, respectivamente. A média europeia é de 382 quilómetros anuais.
A bicicleta é o meio de transporte mais menosprezado pelos portugueses. Em média, um português fez 29 quilómetros por ano. Mais uma vez, estes dados colocam Portugal no fim da tabela juntamente com Espanha e Luxemburgo. Os dinamarqueses e os holandeses são os que mais pedalam: 936 e 848 quilómetros por ano, respectivamente. "
Portugal é o país onde menos se anda a pé, no conjunto da UE a 15. Em média um português fez 342 quilómetros no ano de 2000, segundo os dados da Eurostat (gabinete de estatística europeu) citados no relatório “Climate for a transport change" . Os alemães e os luxemburgueses são os que mais caminham: fazem a pé 431 e 457 quilómetros por ano, respectivamente. A média europeia é de 382 quilómetros anuais.
A bicicleta é o meio de transporte mais menosprezado pelos portugueses. Em média, um português fez 29 quilómetros por ano. Mais uma vez, estes dados colocam Portugal no fim da tabela juntamente com Espanha e Luxemburgo. Os dinamarqueses e os holandeses são os que mais pedalam: 936 e 848 quilómetros por ano, respectivamente. "
Estarei só?

A figurinha que dá pelo nome de Ribau Esteves provoca-me urticária!
O Santana também mas, pelo menos, não é sopinha de massa.
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11 março 2008
Em resumo
Ultimamente não tenho falado em manualidades mas, não significa que tenha estado parada.
Tenho uns quantos trabalhos começados, que nem atam nem desatam.
O casaco tem-me dado algumas dores de cabeça. Não consigo que fique como eu quero, já desmanchei as mangas, para voltar a fazer. O debrum já desmanchei duas vezes e nem à terceira está como eu idealizei.

Fiz uma manta para a filha duma amiga (nasceu ontem - parabéns Beatriz)), usei um fio da Rosários4, muito suave ao toque e com cores originais. O fio que comprei não chegou e, quando quis comprar mais, já não encontrei o mesmo tinto. Improvisei um debrum em crochet rosa. Não ficou feio mas não era o que eu queria.

Com estes imbróglios todos seguidos, mais uns problemitas de saúde que, além das dores, fazem-me passar demasiado tempo em salas de espera - onde se espera e desespera, vi o desafio da Solange Como não sou grande fã do Brad virei-me para mala. A bem dizer também não sou fã de cópias , logo toca de criar uma.
Usei pura lã da Serra da Estrela (comprada há uns 8 anos) e uma pega duma mala sem uso.

Um forro com muitos bolsos - onde se arrume a tralha toda sem ser ao molho, e fecho magnético.

Posso não ter a figura da Angeline mas vou fazer um figurão com esta mala.
Nota: ainda tenho lã para mais uma mala se alguém estiver interessado apite.
Tenho uns quantos trabalhos começados, que nem atam nem desatam.
O casaco tem-me dado algumas dores de cabeça. Não consigo que fique como eu quero, já desmanchei as mangas, para voltar a fazer. O debrum já desmanchei duas vezes e nem à terceira está como eu idealizei.

Fiz uma manta para a filha duma amiga (nasceu ontem - parabéns Beatriz)), usei um fio da Rosários4, muito suave ao toque e com cores originais. O fio que comprei não chegou e, quando quis comprar mais, já não encontrei o mesmo tinto. Improvisei um debrum em crochet rosa. Não ficou feio mas não era o que eu queria.

Com estes imbróglios todos seguidos, mais uns problemitas de saúde que, além das dores, fazem-me passar demasiado tempo em salas de espera - onde se espera e desespera, vi o desafio da Solange Como não sou grande fã do Brad virei-me para mala. A bem dizer também não sou fã de cópias , logo toca de criar uma.
Usei pura lã da Serra da Estrela (comprada há uns 8 anos) e uma pega duma mala sem uso.

Um forro com muitos bolsos - onde se arrume a tralha toda sem ser ao molho, e fecho magnético.

Posso não ter a figura da Angeline mas vou fazer um figurão com esta mala.
Nota: ainda tenho lã para mais uma mala se alguém estiver interessado apite.
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06 março 2008
28 fevereiro 2008
Notas avulso
Kosovo - que futuro para um país com 2 milhões de habitantes, onde o desemprego é de 57% e a única "indútria" conhecida é o tráfico de armas e droga com cheiro a Al qaeda?
Bexiga - levou uma tareia e ainda vai acabar condenado?
Medvedev - com um presidente urso (tradução literal do nome) a Rússia dá mais um passo. Falta saber para onde.
Óscares - não conheço nenhum filme dos galardoados. Que me lembre, nunca tinha acontecido.
Bexiga - levou uma tareia e ainda vai acabar condenado?
Medvedev - com um presidente urso (tradução literal do nome) a Rússia dá mais um passo. Falta saber para onde.
Óscares - não conheço nenhum filme dos galardoados. Que me lembre, nunca tinha acontecido.
25 fevereiro 2008
23 fevereiro 2008
22 fevereiro 2008
Bicharada
Início do jantar. O filho maior (19) convenientemente vestido e penteado para sair logo a seguir.
Entre colheres de sopa, a filha menor (9) atira:
- Ólha o meu irmão parece um ouriço-cacheiro!
As minhas filhas são boas observadoras e têm línguas afiadas
Entre colheres de sopa, a filha menor (9) atira:
- Ólha o meu irmão parece um ouriço-cacheiro!
As minhas filhas são boas observadoras e têm línguas afiadas
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14 fevereiro 2008
Congratulo-me
A Casa da Música está de parabéns por ter, a partir de agora, Dalila Rodrigues nos seus quadros.
Sei que Dalila Rodrigues fará, como lhe é habitual, um bom trabalho.
Aproveito para deixar uma pequena achega:
Dalila Rodrigues mudou-se de Viseu para Lisboa e mimetisou a pronúncia da linha (à tia), espero que com esta mudança para o Porto, não comece a falar à tripeiro. Não que eu gostasse de a ouvir falar à Zé Cesário... mas nem oito nem oitenta!
Sei que Dalila Rodrigues fará, como lhe é habitual, um bom trabalho.
Aproveito para deixar uma pequena achega:
Dalila Rodrigues mudou-se de Viseu para Lisboa e mimetisou a pronúncia da linha (à tia), espero que com esta mudança para o Porto, não comece a falar à tripeiro. Não que eu gostasse de a ouvir falar à Zé Cesário... mas nem oito nem oitenta!
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08 fevereiro 2008
03 fevereiro 2008
25 janeiro 2008
24 janeiro 2008
Ser - português -ser
Depois duma semana passada em salas de espera - centro de saúde, urgência hospitalar, agência de seguros e consultórios médicos, com dezenas de pacientes portugueses constato:
- somos um povo triste, apático, sem coluna vertebral;
- só nos queixamos depois de sair porta fora;
- nunca contradizemos um sr. dr. em medicina;
- a disciplina mais frequentada nas faculdades de medicina portuguesas deve chamar-se arrogância;
- 99,9% dos portugueses, mesmo sabendo antecipadamente que vão estar horas à espera numa sala, não levam nada para fazer. Limitam-se a estar sentados com as mãos no regaço, a mexer/falar em voz altíssima ao telemóvel ou a descrever em pormenor as suas/família/vizinhos/conhecidos supostas maleitas para quem quer (ou não) ouvir.
Não encontro diferenças com o que escreveu há 112 anos Guerra Junqueiro em "Pátria" em 1896
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [.]
- somos um povo triste, apático, sem coluna vertebral;
- só nos queixamos depois de sair porta fora;
- nunca contradizemos um sr. dr. em medicina;
- a disciplina mais frequentada nas faculdades de medicina portuguesas deve chamar-se arrogância;
- 99,9% dos portugueses, mesmo sabendo antecipadamente que vão estar horas à espera numa sala, não levam nada para fazer. Limitam-se a estar sentados com as mãos no regaço, a mexer/falar em voz altíssima ao telemóvel ou a descrever em pormenor as suas/família/vizinhos/conhecidos supostas maleitas para quem quer (ou não) ouvir.
Não encontro diferenças com o que escreveu há 112 anos Guerra Junqueiro em "Pátria" em 1896
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [.]
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17 janeiro 2008
Livros, livrarias, bibliotecas e beleza

Gosto de livros. Muito.
Gosto de livrarias e bibliotecas. Gosto de folhear livros, sentada, calmamente, de sentir o cheiro do papel.
Não gosto do modelo FNAC, um supermercado de livros. Mal por mal compro-os no Continente ou no Jumbo.
A Lello do Porto é realmente uma livraria linda, o Guardian também acha.
A foto não é minha, mas não identifiquei o autor
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14 janeiro 2008
Boinas


Na falta de fotos das prendas de Natal, duas boinas novas da Teresa. Feitas com agulhas circulares e receita minha, muito parecida com a boina da Mamã Martinho.
Há mais coisas, mas a luz para fotografias é má.
Neste momento estou a fazer um casado para mim (sim, eu também mereço) com inteira concepção minha. Depois mostro.
Quando for grande gostava de fazer um assim.
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11 janeiro 2008
Qual é o espanto?
Anda para aí meio mundo (leia-se o hemisfério norte) admirado com a voz embargada da Sra Clinton em véspera das primárias. O vídeo no YouTube é dos mais vistos, analisado e reanalisado...
Bolas, mas então ninguém se lembra do nosso (saudoso presidente) Sampaio? Da suas lágrimas sinceras????
Cá pra mim a dela até é fita....
Bolas, mas então ninguém se lembra do nosso (saudoso presidente) Sampaio? Da suas lágrimas sinceras????
Cá pra mim a dela até é fita....
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07 janeiro 2008
Abandono

Este blog anda abandonadito. Tenho pouca vontade de escrever. Por causa do frio, da chuva, falta de inspiração... Fiz a maioria das prendas de Natal que ofereci às amigas, familiares e filhas e até me esqueci de documentar fotograficamente.
Apetece-me mudar de vida. Esticar os segundos, encolher as noites e, já agora, afastar o fim do mês.
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Abandono
Este blog anda abandonadito. Tenho pouca vontade de escrever. Por causa do frio, da chuva, falta de inspiração... Fiz a maioria das prendas de Natal que ofereci às amigas, familiares e filhas e até me esqueci de documentar fotograficamente.
Apetece-me mudar de vida. Esticar os segundos, encolher as noites e, já agora, afastar o fim do mês.
Apetece-me mudar de vida. Esticar os segundos, encolher as noites e, já agora, afastar o fim do mês.
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desabafos
06 janeiro 2008
02 janeiro 2008
29 dezembro 2007
20 dezembro 2007
Tempo
Tempo de correria. De festas de Natal. Peças, cânticos, flautas, comes e lanches. Nós, mães , a babar-nos.A comparar a graça, a dicção, a memória, a afinação.
Nós, mães múltiplas, a comparar os rebentos, as professoras, as habilidades.
Tempo que passa. Memórias, lembranças felizes destas infâncias fugazes.
Que bom que é.
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14 dezembro 2007
Viseu com iniciativa
Casinhas no Rossio para saborear o Natal
A quadra natalícia na cidade de Viseu promete, este ano, ser mais apetecível. Duas dezenas de "casinhas" ou "tasquinhas" vão abrir as portas no Rossio, entre 14 e 31 de Dezembro, recheadas de iguarias de comer e chorar por mais. E não faltarão, para combater as baixas temperaturas, bebidas que irão desde a popular cerveja ao inevitável vinho do Dão, passando ainda pelos licores e cacau quente. A ideia, importada do norte da Europa, promete "revolucionar" os hábitos natalícios dos viseenses.
A novidade, integrada no programa "Viseu a Minha Terra Natal", foi revelada, ontem, pelo presidente da autarquia, Fernando Ruas, que reconheceu ter "importado" a ideia numa deslocação à Alemanha. "É uma tradição arreigada nos países do norte da europa, que não temos pejo em copiar", confessou.
Construídas em madeira e decoradas com motivos natalícios, as casinhas serão instaladas na principal praça da cidade, o Rossio, em colaboração com a Associação dos Comerciantes do Distrito de Viseu e Região de Turismo Dão Lafões.
A animação decorrerá diariamente, entre as 11 e as 20.30 horas, à excepção dos dias 24 e 31 de Dezembro, em que estarão abertas entre as 11 e as 18 horas.
Em paralelo, a cidade e concelho serão invadidos por mais de duas dezenas de espectáculos, exposições, animação de rua, encontro de artes e iniciativas dirigidas aos mais novos.
Presépio vivo encenado por Graeme Pullyn
Com a assinatura do reconhecido actor e encenador, Graeme Pullyn, o presépio vivo é outra novidade do Natal deste ano. Algumas passagens "mais esquecidas" do nascimento de Jesus serão reproduzidas, a 21 de Dezembro, em vários locais da cidade.
Teresa Cardoso in Jornal de Notícias
A quadra natalícia na cidade de Viseu promete, este ano, ser mais apetecível. Duas dezenas de "casinhas" ou "tasquinhas" vão abrir as portas no Rossio, entre 14 e 31 de Dezembro, recheadas de iguarias de comer e chorar por mais. E não faltarão, para combater as baixas temperaturas, bebidas que irão desde a popular cerveja ao inevitável vinho do Dão, passando ainda pelos licores e cacau quente. A ideia, importada do norte da Europa, promete "revolucionar" os hábitos natalícios dos viseenses.
A novidade, integrada no programa "Viseu a Minha Terra Natal", foi revelada, ontem, pelo presidente da autarquia, Fernando Ruas, que reconheceu ter "importado" a ideia numa deslocação à Alemanha. "É uma tradição arreigada nos países do norte da europa, que não temos pejo em copiar", confessou.
Construídas em madeira e decoradas com motivos natalícios, as casinhas serão instaladas na principal praça da cidade, o Rossio, em colaboração com a Associação dos Comerciantes do Distrito de Viseu e Região de Turismo Dão Lafões.
A animação decorrerá diariamente, entre as 11 e as 20.30 horas, à excepção dos dias 24 e 31 de Dezembro, em que estarão abertas entre as 11 e as 18 horas.
Em paralelo, a cidade e concelho serão invadidos por mais de duas dezenas de espectáculos, exposições, animação de rua, encontro de artes e iniciativas dirigidas aos mais novos.
Presépio vivo encenado por Graeme Pullyn
Com a assinatura do reconhecido actor e encenador, Graeme Pullyn, o presépio vivo é outra novidade do Natal deste ano. Algumas passagens "mais esquecidas" do nascimento de Jesus serão reproduzidas, a 21 de Dezembro, em vários locais da cidade.
Teresa Cardoso in Jornal de Notícias
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viseu
13 dezembro 2007
Eu quero
Eu quero fazer uma petição ...
pelo " estabelecimento" do sr. Abel. A espelunca mais suja, mais imunda, onde alguma vez pedi um café. Pedi sim, porque para o beber não tive estômago. As unhacas do sr. Abel tinham um comprimento suficiente para albergarem um alqueire de estrume. E albergavam mesmo.
Não sei se isto faz parte da "tradição", se tem o toque suficientemente "típico", se usa colheres de pau. Vassoura o chão não via de certeza. As moscas jaziam alegremente penduradas das inúmeras teias de aranha, qual renda de bilros.
Uma lindeza,com certeza. Qual casa portuguesa.
Eu quero a tasca do sr. Abel aberta. Quero conservar essa tradição tão tipicamente portuguesa. Os bolinhos recessos servidos com a manápula do sr Abel, as chávenas lavadas pelas suas próprias mãos. As baratas a passear alegremente atrás do balcão e as formigas à entrada do mesmo.
Espelunca tão very tipical só tive o privilégio de conhecer um café na estação ferroviária de Bucareste e outro numa aldeola perto de Nápoles. Mas aí não existe ASAE, não é?
Deixo-vos um joguinho feito a pensar nos inspectores da ASAE
Original em: http://www.osvigaristas.com.br/animacoes/interativas/baratinha-11.html
pelo " estabelecimento" do sr. Abel. A espelunca mais suja, mais imunda, onde alguma vez pedi um café. Pedi sim, porque para o beber não tive estômago. As unhacas do sr. Abel tinham um comprimento suficiente para albergarem um alqueire de estrume. E albergavam mesmo.
Não sei se isto faz parte da "tradição", se tem o toque suficientemente "típico", se usa colheres de pau. Vassoura o chão não via de certeza. As moscas jaziam alegremente penduradas das inúmeras teias de aranha, qual renda de bilros.
Uma lindeza,com certeza. Qual casa portuguesa.
Eu quero a tasca do sr. Abel aberta. Quero conservar essa tradição tão tipicamente portuguesa. Os bolinhos recessos servidos com a manápula do sr Abel, as chávenas lavadas pelas suas próprias mãos. As baratas a passear alegremente atrás do balcão e as formigas à entrada do mesmo.
Espelunca tão very tipical só tive o privilégio de conhecer um café na estação ferroviária de Bucareste e outro numa aldeola perto de Nápoles. Mas aí não existe ASAE, não é?
Deixo-vos um joguinho feito a pensar nos inspectores da ASAE
Original em: http://www.osvigaristas.com.br/animacoes/interativas/baratinha-11.html
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opinião e má língua
08 dezembro 2007
06 dezembro 2007
Sacos de plástico
Depois de dizerem e de desdizerem o dito, continuamos com o planeta infestado de sacos.
Várias vezes já escrevi sobre isso, agora está na hora de fazer: assinar a petição criada pela Rosa
Pela taxa sobre os sacos plásticos
Não sei se a imposição de uma taxa será a maneira mais correta de diminuir o uso de sacos, mas vai ajudar de certeza.
Várias vezes já escrevi sobre isso, agora está na hora de fazer: assinar a petição criada pela Rosa
Pela taxa sobre os sacos plásticos
Não sei se a imposição de uma taxa será a maneira mais correta de diminuir o uso de sacos, mas vai ajudar de certeza.
04 dezembro 2007
Advento

Na nossa família, por tradição, os enfeites natalícios só se fazem no dia 23, véspera da consoada.
Os filhos sabem que é assim e aceitam sem refilanços de maior.
A razão mais fácil de entender é que o pinheiro é sempre natural (do nosso pinhal) e não pode estar muito tempo cortado para não perder a caruma.
Em compensação há sempre um calendário (ou vários) do advento. Este ano fiz um novo, com bolsinhos que escondem surpresas diárias.
É o maior de sempre e está pendurado na porta da cozinha.
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família,
filhos e etc
29 novembro 2007
Prendas

Sente-se a azáfama no ar. O lema é: "comprar,comprar, comprar".
Talvez compremos, por junto, uns pozinhos de felicidade.
O Pai Natal na varanda, umas luzes em mangueiras de plásticos com cores psicadélicas, um pinheiro plástico chinês com pagode acoplado armado desde o início de Novembro e está aberta a caça ao melhor Natal.
Vamos dar a volta a isto.
25 novembro 2007
Pantufas

Com a chegada do frio (Viseu está a esmerar-se pelos recordes) pantufas para todos. A receita é, gentilmente partilhada, pela Mamã Martinho.
19 novembro 2007
Pronta

A camisola da Teresa já foi hoje para a escola. A tempo da descida de temperatura.
Ficou bonita (gaba-te canasta ...).
Foi uma das pouca coisas que fiz, respeitando integralmente o esquema. Sem costuras dos lados.Quanto a mim, não está bem centrada em relação ao decote mas está como mandava o esquema.
15 novembro 2007
Tradutor de burocracês precisa-se.
Há uns meses precisei de ir, com os meus filhos mais novos, a uma consulta de rotina ao médico de família. Como eu necessitava também de realizar as minhas análises da função tiróidea, pensei em marcar as três consultas para o mesmo dia, para poupar tempo. Pensava eu.
Fui rapidamente informada de tal não ser possível. Existe uma norma no centro de saúde de Viseu que não permite marcar mais de duas consultas, por dia, para a mesma família.
Pasmei. Reclamei.
Mandaram-me de andar em andar (o edifício tem 12!), para me explicarem sucessivamente e à vez que eram normas. Alegadamente para uma família numerosa não poder entupir um médico de família.
Argumentei que assim, uma família numerosa terá de reservar uma semana de férias para as consultas de rotina, ou então alguém deixar de trabalhar, ou de ir ao médico.
Em vão. São normas.
Reclamei no livrinho amarelo.
Meses depois, eis a resposta:

Resumidamente não diz nada, mas é de louvar o pedido de desculpas pela demora na resposta.
Fui rapidamente informada de tal não ser possível. Existe uma norma no centro de saúde de Viseu que não permite marcar mais de duas consultas, por dia, para a mesma família.
Pasmei. Reclamei.
Mandaram-me de andar em andar (o edifício tem 12!), para me explicarem sucessivamente e à vez que eram normas. Alegadamente para uma família numerosa não poder entupir um médico de família.
Argumentei que assim, uma família numerosa terá de reservar uma semana de férias para as consultas de rotina, ou então alguém deixar de trabalhar, ou de ir ao médico.
Em vão. São normas.
Reclamei no livrinho amarelo.
Meses depois, eis a resposta:

Resumidamente não diz nada, mas é de louvar o pedido de desculpas pela demora na resposta.
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família,
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12 novembro 2007
Correntes
O Rui pediu com jeitinho.
Sem jeito desafio a Pandora, a Ana, a Alexandra e o AJ
As regras do jogo são: pegar no livro que está mais próximo, abrir na página 161 e transcrever a quinta frase completa dessa página.
" - Ah! Cumpras... hã... muitos! - disse, apertando-me a mão. - Trouxe-te... hã... uma... hã... pequena... recordação... um presente... para... hã... comemorar a ocasião...hum. Ao abrir o embrulho, fiquei encantado por ver que continha um grosso volume intitulado Vida nos charcos e ribeiros. "
A minha família e outros animais - Gerald Durrell
Embora não parecendo é um livro delicioso e hilariante do famoso zoólogo e fundador do zoo de Jersey. Irmão do outro não menos famoso e escritor Lawrence.
Sem jeito desafio a Pandora, a Ana, a Alexandra e o AJ
As regras do jogo são: pegar no livro que está mais próximo, abrir na página 161 e transcrever a quinta frase completa dessa página.
" - Ah! Cumpras... hã... muitos! - disse, apertando-me a mão. - Trouxe-te... hã... uma... hã... pequena... recordação... um presente... para... hã... comemorar a ocasião...hum. Ao abrir o embrulho, fiquei encantado por ver que continha um grosso volume intitulado Vida nos charcos e ribeiros. "
A minha família e outros animais - Gerald Durrell
Embora não parecendo é um livro delicioso e hilariante do famoso zoólogo e fundador do zoo de Jersey. Irmão do outro não menos famoso e escritor Lawrence.
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livros
Depois de Domingo
vem sempre a segunda-feira.
Um domingo para confirmar que a mãe das miúdas tem razão : Aveiro é mesmo uma cidade esquisita. E para confirmar também, o que eu já desconfiava: os portugueses andam tesos. Como eu.
Mas como o optimismo é a minha imagem de marca, valeu a pena. Além da aventureira que, habitualmente me acompanha nestas maluquices, tive o prazer de descobrir que as miúdas são mesmo giras e mais calmas que a galinha-mãe as descreve e que a mãe das ditas é igual a si própria: eloquente, divertida,tem olhos lindos e estes gorros são mais bonitos ao vivo.
Ainda aprendemos crochet tunisino com uma brasileira pintora.
Tudo somado, multiplicado e dividido chego o resultado: vim mais rica do que fui. O mesmo não se aplica aos a€rios....
Um domingo para confirmar que a mãe das miúdas tem razão : Aveiro é mesmo uma cidade esquisita. E para confirmar também, o que eu já desconfiava: os portugueses andam tesos. Como eu.
Mas como o optimismo é a minha imagem de marca, valeu a pena. Além da aventureira que, habitualmente me acompanha nestas maluquices, tive o prazer de descobrir que as miúdas são mesmo giras e mais calmas que a galinha-mãe as descreve e que a mãe das ditas é igual a si própria: eloquente, divertida,tem olhos lindos e estes gorros são mais bonitos ao vivo.
Ainda aprendemos crochet tunisino com uma brasileira pintora.
Tudo somado, multiplicado e dividido chego o resultado: vim mais rica do que fui. O mesmo não se aplica aos a€rios....
07 novembro 2007
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