Tempo de correria. De festas de Natal. Peças, cânticos, flautas, comes e lanches. Nós, mães , a babar-nos. A comparar a graça, a dicção, a memória, a afinação. Nós, mães múltiplas, a comparar os rebentos, as professoras, as habilidades.
Tempo que passa. Memórias, lembranças felizes destas infâncias fugazes.
A quadra natalícia na cidade de Viseu promete, este ano, ser mais apetecível. Duas dezenas de "casinhas" ou "tasquinhas" vão abrir as portas no Rossio, entre 14 e 31 de Dezembro, recheadas de iguarias de comer e chorar por mais. E não faltarão, para combater as baixas temperaturas, bebidas que irão desde a popular cerveja ao inevitável vinho do Dão, passando ainda pelos licores e cacau quente. A ideia, importada do norte da Europa, promete "revolucionar" os hábitos natalícios dos viseenses.
A novidade, integrada no programa "Viseu a Minha Terra Natal", foi revelada, ontem, pelo presidente da autarquia, Fernando Ruas, que reconheceu ter "importado" a ideia numa deslocação à Alemanha. "É uma tradição arreigada nos países do norte da europa, que não temos pejo em copiar", confessou.
Construídas em madeira e decoradas com motivos natalícios, as casinhas serão instaladas na principal praça da cidade, o Rossio, em colaboração com a Associação dos Comerciantes do Distrito de Viseu e Região de Turismo Dão Lafões.
A animação decorrerá diariamente, entre as 11 e as 20.30 horas, à excepção dos dias 24 e 31 de Dezembro, em que estarão abertas entre as 11 e as 18 horas.
Em paralelo, a cidade e concelho serão invadidos por mais de duas dezenas de espectáculos, exposições, animação de rua, encontro de artes e iniciativas dirigidas aos mais novos.
Presépio vivo encenado por Graeme Pullyn
Com a assinatura do reconhecido actor e encenador, Graeme Pullyn, o presépio vivo é outra novidade do Natal deste ano. Algumas passagens "mais esquecidas" do nascimento de Jesus serão reproduzidas, a 21 de Dezembro, em vários locais da cidade.
pelo " estabelecimento" do sr. Abel. A espelunca mais suja, mais imunda, onde alguma vez pedi um café. Pedi sim, porque para o beber não tive estômago. As unhacas do sr. Abel tinham um comprimento suficiente para albergarem um alqueire de estrume. E albergavam mesmo. Não sei se isto faz parte da "tradição", se tem o toque suficientemente "típico", se usa colheres de pau. Vassoura o chão não via de certeza. As moscas jaziam alegremente penduradas das inúmeras teias de aranha, qual renda de bilros. Uma lindeza,com certeza. Qual casa portuguesa. Eu quero a tasca do sr. Abel aberta. Quero conservar essa tradição tão tipicamente portuguesa. Os bolinhos recessos servidos com a manápula do sr Abel, as chávenas lavadas pelas suas próprias mãos. As baratas a passear alegremente atrás do balcão e as formigas à entrada do mesmo.
Espelunca tão verytipicalsó tive o privilégio de conhecer um café na estação ferroviária de Bucareste e outro numa aldeola perto de Nápoles. Mas aí não existeASAE, não é?
Deixo-vos um joguinho feito a pensar nos inspectores da ASAE
Original em: http://www.osvigaristas.com.br/animacoes/interativas/baratinha-11.html
Na nossa família, por tradição, os enfeites natalícios só se fazem no dia 23, véspera da consoada. Os filhos sabem que é assim e aceitam sem refilanços de maior. A razão mais fácil de entender é que o pinheiro é sempre natural (do nosso pinhal) e não pode estar muito tempo cortado para não perder a caruma.
Em compensação há sempre um calendário (ou vários) do advento. Este ano fiz um novo, com bolsinhos que escondem surpresas diárias. É o maior de sempre e está pendurado na porta da cozinha.
Sente-se a azáfama no ar. O lema é: "comprar,comprar, comprar". Talvez compremos, por junto, uns pozinhos de felicidade. O Pai Natal na varanda, umas luzes em mangueiras de plásticos com cores psicadélicas, um pinheiro plástico chinês com pagode acoplado armado desde o início de Novembro e está aberta a caça ao melhor Natal.
A camisola da Teresa já foi hoje para a escola. A tempo da descida de temperatura. Ficou bonita (gaba-te canasta ...). Foi uma das pouca coisas que fiz, respeitando integralmente o esquema. Sem costuras dos lados.Quanto a mim, não está bem centrada em relação ao decote mas está como mandava o esquema.
Há uns meses precisei de ir, com os meus filhos mais novos, a uma consulta de rotina ao médico de família. Como eu necessitava também de realizar as minhas análises da função tiróidea, pensei em marcar as três consultas para o mesmo dia, para poupar tempo. Pensava eu. Fui rapidamente informada de tal não ser possível. Existe uma norma no centro de saúde de Viseu que não permite marcar mais de duas consultas, por dia, para a mesma família. Pasmei. Reclamei. Mandaram-me de andar em andar (o edifício tem 12!), para me explicarem sucessivamente e à vez que eram normas. Alegadamente para uma família numerosa não poder entupir um médico de família. Argumentei que assim, uma família numerosa terá de reservar uma semana de férias para as consultas de rotina, ou então alguém deixar de trabalhar, ou de ir ao médico. Em vão. São normas.
Reclamei no livrinho amarelo. Meses depois, eis a resposta:
Resumidamente não diz nada, mas é de louvar o pedido de desculpas pela demora na resposta.
As regras do jogo são: pegar no livro que está mais próximo, abrir na página 161 e transcrever a quinta frase completa dessa página.
" - Ah! Cumpras... hã... muitos! - disse, apertando-me a mão. - Trouxe-te... hã... uma... hã... pequena... recordação... um presente... para... hã... comemorar a ocasião...hum. Ao abrir o embrulho, fiquei encantado por ver que continha um grosso volume intitulado Vida nos charcos e ribeiros. "
Embora não parecendo é um livro delicioso e hilariante do famoso zoólogo e fundador do zoo de Jersey. Irmão do outro não menos famoso e escritor Lawrence.
Um domingo para confirmar que a mãe das miúdas tem razão : Aveiro é mesmo uma cidade esquisita. E para confirmar também, o que eu já desconfiava: os portugueses andam tesos. Como eu.
Mas como o optimismo é a minha imagem de marca, valeu a pena. Além da aventureira que, habitualmente me acompanha nestas maluquices, tive o prazer de descobrir que as miúdas são mesmo giras e mais calmas que a galinha-mãe as descreve e que a mãe das ditas é igual a si própria: eloquente, divertida,tem olhos lindos e estes gorros são mais bonitos ao vivo. Ainda aprendemos crochet tunisino com uma brasileira pintora.
Tudo somado, multiplicado e dividido chego o resultado: vim mais rica do que fui. O mesmo não se aplica aos a€rios....
Desde os fins de Agosto que arrasto este livro comigo. Já ultrapassei a página 400 e, nos intervalos, já li um policial do Perry Mason, outro do Francisco J. Viegas e comecei a reler A minha família e outros animais.
Porque me está a ser moroso ler? O livro não é mau, tem muita informação histórica, uma trama amorosa consistente... verosímil. Já li livros maiores duma assentada (Guerra e Paz, Os Miseráveis)
Só lhe encontro um defeito: é chato, muito chato. Dá-me sono.
Nesta época de arrumações das roupas de verão, sobram-me sempre t-shirtslargueironas, desbotadas, com aquEla nódoa. Que fazer com elas? Geralmente aproveito-as para panos de limpeza. Este ano apliquei os R's todos. Tapetes para a gata, cão e o que mais virá.
Cortar pelos lados
Fazer tiras ao longo da t-shirt para o "fio" inteiro, sem cortes
E tricotar ou crochetar
O fio é o mesmo que o trapilho. No caso do trapilho trata-se dum desperdício das fábricas têxteis e, raramente é algodão.