25 setembro 2007

Aos nove anos


Krtek ou Toupeirinha - o desenho animado favorito da T.

A Teresa chega do primeiro dia de aulas.

- Mãiii, este ano gostava de ser a delegada de turma.
- Porquê?!
- Porque queria representar a turma.
- ?!?!? (olhos mais abertos)
- E, (voz arrastada) porque quando a professora sai da sala é o delegado que fica a mandar...
- E tu querias mandar nos teus colegas, era?
- Mais ou menos. É o delegado que aponta quem se porta bem ou mal, quem distribui as fichas, quem vai buscar as coisas que faltam.
Como hei-de fazer para eles votarem em mim?
- Convence-os.


A Teresa é delegada de turma.

Um futuro político? Ai jasus!

24 setembro 2007

Condimento outunal




Adoro o Outono.
A cor das folhas. O cheiro a cogumelos na floresta. As colheitas.
As colheitas despertam em mim o instinto primitivo de agricultor. O espírito da formiguinha. Recolher, guardar, armazenar para o inverno.

Tudo me serve. Do meu pequeno jardim, as ervas aromáticas e chás.
Silvestres as amoras e cogumelos. Das quintas dos amigos, tomates, pimentos, figos, maçãs, peras, marmelos, batatas, cebolas, groselhas, framboesas, couves, nabiças, e tudo o que vier...

Tudo é aproveitado. As ervas e chás seco e guardo em sacos e frascos, as frutas transformo em doces, compotas e congelo. Os doces de amora e figo são os mais apreciados cá por casa e pelos amigos.

Os legumes congelo em doses que vou usando ao longo do inverno. As nabiças transformo em esparregado (mnham).

Os cogumelos silvestres seco e/ou conservo em frascos.

20 setembro 2007

Trabalhos manuais


mantinha para o bebé D.



Detesto o termo. Alguém acha que é possível realizar algo com as mão sem usar o cérebro?
A frase e sua resposta sobranceira:
"Tens muito jeito de mãos, eu não sei fazer nada com as mãos",
deixa-me sem palavras de furibunda.
Então as mãos e a cabeça não fazem parte de um todo? Harmonioso?!
Eu adoro ler, tricotar, cozinhar, passear, plantar e colher, enfim, ser. Construindo o meu eu vivendo e aprendendo. E dividindo o aprendido.





Disponível na loja

10 setembro 2007

Poderia...


... descrever as nossas movimentadas férias;

... barafustar sobre a política do livro escolar que me arromba as finanças do pós-férias;

... falar sobre o início do ano lectivo;

... discorrer sobre as gracinhas (ou falta delas)dos filhotes;

...praguejar sobre o aumento dos juros sobre a prestação da casa;

... vilipendiar o sacana que me ajudou a perder a minha máquina fotográfica quasinova.

Poderia, mas não me apetece.

foto: a Teresa e o Clermont em competição renhida

08 setembro 2007

28 agosto 2007

Essas contas, menina, essas contas...

...foi o que me saiu hoje, depois de ter ficado longos minutos à espera que a empregada duma loja encontrasse a calculadora para somar as minhas compras: 1,72€+3,20€!


Lembrei-me dum post do prof Carlos Fiolhais que, sem autorização, reproduzo:

Faço a seguinte proposta para a utilização massiva de calculadoras no primeiro ano do ensino básico. Os professores poderão utilizar calculadoras mas apenas em problemas como o seguinte:

"Se já tens duas calculadoras e te derem duas novas calculadoras, com quantas calculadoras ficas?"

Os alunos poderão fazer o cálculo digitalmente, isto é, contando com os dedos. Usarão modelos antigos pois assim fica mais barato!

Ainda Dalila Rodrigues

Um artigo com cabeça tronco e membros de alguém que sabe do que fala (ou escreve).

Neste país, parece que todos nós somos especialistas sobre tudo, de futebol a transgénicos, de pintura a arqueologia. Quem ontem era herói, amanhã é bacoco. E os jornalistas não ajudam.

Tãão longe que ele salta..... tão alto que fica o meu ego




foto da iaaf

21 agosto 2007

Apontamentos à beira-praia

Os meus filhotes queixam-se muito, protestam que vão para a praia quando está pouca gente e regressam quando os outros estão a chegar.
As explicações sobre as maleitas da exposição solar ao meio dia, e os benefícios de se estar numa praia pouco povoada, não são muito bem acolhidas.
"Porque é que a nós faz mal e a eles não?" - é pergunta repetida até ao limite da minha paciência.

02 agosto 2007

Toma lá que é socrático

Ainda com areia no biquini levo com esta de chofre.
Depois de ontem à tarde a directora do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), Dalila Rodrigues, ter inaugurado com êxito a exposição "Tapetes em Portugal", a tutela chamou-a hoje de manhã para lhe comunicar que não seria convidada para nova comissão de serviço.
Dalila Rodrigues não foi demitida por ser incompetente, por não apresentar trabalho. Foi afastada por ter opinião, por não se limitar a ser "yesman", por não dizer amén e deixar seguir a festa. Ou o Tacho.

21 julho 2007

Mochos




Os mochos simbolizam a inteligência e são uma recordação querida da minha infância, passada na serra das Terras do Demo.


Boas férias!
Vou ali ver se agarro algum sol e já venho.

11 julho 2007

Gata preta, gato branco*

No início foi uma inspiração apanhada na Solange, experimentei, gostei do resultado, virou casaquinho de boneca.


Depois o 1ºboneco da Teresa, o gato amarelo, pediu companhia.
Saiu uma gata preta.



A gata sentiu-se nua e pediu um vestido.




E assim ficou toda aperaltada. De vestido e casaco novo saiu à procura do gato branco (ou preto, ou às cores).



*Crna Mačka, Beli Macor, delicioso filme de Emir Kusturica

Teodora

A fada Teodora é a nova "mania" de leitura da Teresa. Confesso que li apenas na diagonal e não desgostei. Ela já devorou três e, à falta do 4º, lançou-se ao Harry Potter - A Pedra Filosofal.
Temos leitora!

10 julho 2007

Rio Paiva - rio encantado

E frio, límpido, com trutas e pouca gente.


09 julho 2007

Leitura acompanhada

" Efectivamente. Partilhou o prémio (Nobel) com Sadat e foi um dos dados que me revelou que a história tem moral, ao contrário do que pensavam alguns puristas de esquerda, quando eu estudava para ser de esquerda. A história sem moral. Não, não é verdade. O que separa um terrorista dum Prémio Nobel da Paz é o que separa a derrota da vitória. Se o terrorista perde, será um miserável terrorista para sempre; mas se vence, transformar-se-á num estadista e, por que não, num prémio Nobel da Paz.
- Foi sempre assim, meu caro senhor. Não há combatente pelas armas que não seja um criminoso objectivo, mas se vence transforma-se num elemento social positivo."

Manuel Vazquez Montalbán - Milénio I - série Pepe Carvalho -ASA edições pg83



Um doce a quem identificar o personagem




Acrópole

Ontem, quando ouvi as notícias das 7 maravilhas eleitas, não podia acreditar que preteriram a Acrópole perante um cristo de cimento, em cima dum calhau, de braços abertos!

Anda tudo cego por aí?

06 julho 2007

Não fará parte das 7 maravilhas...

... mas vive-se bem.
Viseu foi considerada a cidade do país com melhor qualidade de vida.


E agora fica aqui a faltar uma boa foto da cidade de Viriato. As que tenho estão no pc avariado e as do AJ não consegui copiar.

05 julho 2007

Susto dele

Quinta-feira à tarde. Dia de natação da Teresa. Levo também o Alex e o cão e aproveito essa hora para dar um longo passeio com eles pelo Fontelo. Pelo caminho o Alex quer ir ao parque infantil. Por princípio, não gosto de entrar com o cão nos parques infantis, não por duvidar da higiene do meu cão, mas porque as outras pessoas não o conhecem e não têm que ser cheirados pelos bóbis dos outros. Além disso há muitas crianças que têm medo. E assim o Alexandre entra no parque, que é vedado com uma rede, e eu fico, com bicho do lado de fora, a treinar o Clermont (o cachorro que substituiu a Ollie) e que eu ainda não fotografei mas posso adiantar que é preto e fala francês e, noutra oportunidade, farei um post sobre ele.
Mas voltando à questão, o Alex foi para os escorregas e eu fiquei cá fora mas sempre de olho no filhote, lá dentro estavam algumas crianças e 3 mães e o meu via-se muito bem porque estava vestido de amarelo e branco.
Um pouco à frente há um pinheiro manso enorme que dá óptimos pinhões, como tinha estado vento o chão estava repleto deles. Toca de ir lá apanhá-los. Enchi os bolsos, sempre olhando para o parque, a controlar o rebento. Começo a repara que ele não se mexe do mesmo sítio, sentado ao cimo dum escorrega e com a cabeça nos joelhos. Ali esteve nesta posição uns minutos. Achei estranho, atei o cão ao poste e fui lá ver o que se passava.
Nunca o tinha visto naquele estado, nem quando caiu de cabeça e fomos a correr e a vomitar para as urgências. Chorava compulsivamente, as lágrimas e o ranho caiam qual cataratas e os soluços, os soluços eram de partir o coração. Junto dele estava uma srª a tentar perceber o que se passava mas ele não falava. Só chorava, baixinho, sem berros, mas duma maneira tão magoada, tão sentida que metia dó.
Aflita corri para ele, puxei-o para baixo e abracei-o. O meu menino abraçou-se a mim em desespero: "onde estavas mamã, onde estavas? Porque te foste embora?"

Depois de muitos beijinhos, muitos abraços apertados e muitas desculpas fiquei a saber que ele deixou de me ver, chamou uma, duas vezes, eu não ouvi (a distância era curta mas as crianças fazem barulho) e concluiu que eu me tinha ido embora. Sem ele.
Ficou mesmo desesperado.

Com estes anos todos de mãe ainda não me tinha acontecido uma igual.

Depois, para compensar,partimos e comemos os pinhões todos

02 julho 2007

ALERTA

Obrigatório VER e pensar e repensar as nossas compras e alimentação.
Um assunto da nossa quase inteira responsabilidade por sermos nós - mães e cozinheiras preferenciais (!) a tratar da paparoca familiar.

Via Rui e com cumprimentos da gerência