18 abril 2006

Festejos




Uma Páscoa com tanta tradição eslava que até me levou a terras castelhanas.
Para não me esquecer do meu portuguesismo de nascimento.

Pintámos ovos, comemos gulaš e knedlíky.
Os filhotes mais pequenos adoraram, os maiores assim-assim.

13 abril 2006

Mochos e corujas


Gosto de mochos e corujas.
São animais misteriosos, bonitos, noctívagos.
Faço colecção de miniaturas há muitos anos. Não é bem colecção, são miniaturas oferecidas por quem sabe desta minha mania.

A filhota mais pequena sugeriu, naquele jeito de pedir, um boneco coruja.
A mãe inventou duas. Uma em tricot, outra em algodão e feltro.

Aqui fotografadas com a prenda do dia da mãe da filhota grande (do ano passado).
As quatro corujinhas desta mãe coruja de quatro.

Verdade, verdadinha*


Maitena

* tradução desnecessária.

12 abril 2006

Uma vela

A memória deve ser um atributo da humanidade. É necessário não esquecer. Para que não se repita.
Eu vou acender uma vela na minha varanda a 19 de Abril.
Em memória do pogrom de Lisboa e de todas as matanças. Dos Gulags ao Ruanda, passando por Shabra e Shatila.

05 abril 2006

Portugal turbo??!!

Pouco falta para se completar um ano deste meu desabafo.
Como foi resolvido? Pergunto eu e todos os pais envolvidos nesta triste situação.
Não foi. Ainda!!!!

Como escrevi na altura, veio uma inspectora que ouviu pais, presidente da Associação de pais, professores e presidente do Conselho Executivo do Agrupamento.
Quando terminou disse aos pais queixosos que no início do ano lectivo os informariam do resultado.
O ano lectivo começou, passou mais um ou dois meses e apareceu novo inspector. Tinha sido apurada matéria disciplinar (não sei bem se são estes os termos)e, por isso, ia decorrer um processso. O inspector instalou-se durante semanas na escola, ouviu crianças, pais, professores. Ouviu os mesmos ouvidos anteriormente e outros.
A professora em causa não foi colocada nesta escola.

Depois o inspector foi-se embora e...nada. Até hoje os pais não receberam qualquer resposta. Que ainda está para deliberação.

Agora pergunto (e todos os pais responsáveis):
Se a professora tivesse sido colocada na escola e turma?
Os alunos é que tinham de "fugir"?
Será isto mais uma prova que neste país não se pode reclamar? Porque somos sempre os reclamantes os prejudicados?

Nem quando estão em perigo os direitos de crianças pequenas?

31 março 2006

Pois

Uma amiga costuma dizer que dar o braço a torcer é sinal de inteligência.


Eu devo ter um QI a rebentar a escala!

29 março 2006

Casa Pia

O tribunal decidiu indemnizar as VÍTIMAS da Casa Pia.
Não faz mais que o seu dever, afinal as crianças estavam à guarda do estado.

Mas agora levanta-se uma questão: para haver vítimas tem que haver abusadores.
Não é?

27 março 2006

Stanislaw Lem

Morreu. Um dos meus escritores favoritos de ficção científica. Autor do genial Solaris, Fiasco, Éden, etc.

Porque será

que me sobram despesas?

Vou sentir a falta.

25 março 2006

Mais uma razão para visitar Viseu

Tricotadeiras deste país, juntem-se a nós. Este bar, no centro da cidade, torna-se muito agradável com ou sem tricot.

Vamos tomar um copo e fazer tricot?

Texto de Fernando Giestas

Quero uma cerveja, um livro e as agulhas para tricotar mais um bocadinho do cachecol, por favor.
O pedido, embora ficcionado, faz sentido num bar da cidade de Viseu, denominado Solar das Tradições. Ou SDT, se lido como sigla e de uma forma mais moderna.
As agulhas e a lã, nas mãos dos clientes “artesãos”, estão a construir um cachecol gigante ou comunitário, desde o início do Inverno passado. Agora é Ondina Pinheiro, de 18 anos, que tricota. “Todos os dias faço um bocadinho”. A lã tricotada tem uns nove, dez metros, enrodilhados num cesto.
A estudante é presença frequente no SDT, ao Mercado 2 de Maio. Aprendeu a tricotar com a proprietária do bar, Manuela Moreira, e ela própria já ensinou “muita gente” no manejo das agulhas. “Já é uma moda. Muita gente vem cá de propósito para fazer tricot”. Daí que seja habitual os pedidos para passar a vez. “Olhe, se não se importa, daqui a um bocadinho gostava de tricotar um pouco”. E as cores da lã a utilizar, fornecida pelo bar, também ficam ao critério de quem tricota. “No outro dia estiveram cá umas raparigas que quiseram acabar o cor-de-laranja para mudar de cor”.
Na mesa de Ondina Pinheiro estão os amigos Filipa Ribeiro e Diogo Almeida, também de 18 anos. Ela é habitual “tricotadeira”, ele nem por isso. Mas “há mesmo muitos rapazes que fazem” tricot no bar. Manuela Moreira, autora da ideia, diz que “mulheres, homens, dos oito aos 80 anos, toda a gente pode fazer”, e faz, o cachecol gigante. A ilustrar as palavras estão fotografias, afixadas nas paredes e no tecto do bar, de alguns dos clientes artesãos. “Temos muita gente que vem de fora, Lisboa, Porto Coimbra, para entrar na brincadeira”.
Manuela Moreira gere um “bar um bocadinho diferente” dos demais, onde coabitam música moderna e menos moderna, produtos regionais e capuchas e alfaias agrícolas expostas nas paredes. Trata-se de “dar sequência a tradições antigas” num espaço “que não deixa de ser uma tradição actual”. E há os livros. Explique Manuela: É uma “biblioteca de clientes para clientes”. Um estímulo à leitura com livros dos próprios frequentadores do bar.
ed. 210, 24 de Março de 2006

24 março 2006

Tapetes (ou a falta deles)

Estava a precisar de tapetes novos nos WC's. Vai daí, meti mãos à obra.
Tricot e crochet em "trapos", que é como chamam a estas fitas de desperdício textil.
É bastante difícil de trabalhar - passível de provocar tendinites.

A Nita em novidade


23 março 2006

Novo blog em Viseu

Vão espreitar.
Os bonecos são muito bonitos e fofinhos.

Parabéns Pandora!

21 março 2006

Fica ou sai?

Não me lembro de alguma vez ter concordado com os ministros da agricultura deste país.
A nossa política agrícola sempre primou pela ausência de objectivos, de visão.
De ficar à espera para ver no que dá.
A adesão à CEE trouxe expectativas que não se aproveitaram a seu tempo. Os intervenientes estiveram mais preocupados em chupar subsídios.


Hoje gostei de ouvir Jaime Silva dizer que a nossa agricultura não podem ser subsidiodependente.

Eu diria mesmo mais: não pode haver agricultores que só existem porque há subsídios.

Novas exposições

Os meus bonecos estão, a partir de agora, em exposição/venda na Livraria da Praça e na Casa da Ribeira - Fundação da Câmara Municipal de Viseu para a Protecção do Artesanato onde estão, em exposição/venda permanente, peças de artesanato da região .

Fotografias dos locais serão publicadas assim que o Blogger o permita

19 março 2006

Livraria em festa

A Livraria da Praça comemorou o seu 1º aniversário.
Um fim de tarde muito agradável.
Ofereceram boa música e poesia, distribuindo pelos clientes/amigos a sua tradicional simpatia.
Parabéns por serem uma pedrada neste "charco" cultural viseense!



Os meus bonecos não quiseram faltar à festa

17 março 2006

Mais aniversários...



...e respectivas prendas.
Colegas das filhotas, trabalho da mãe!







Porque será que até a filhota de 7 anos tem uma vida social mais intensa que a minha?

15 março 2006

OPA

Ó pá, e se a Espanha fizer uma OPA à gente?

Cena possível
A batalha em vez de ser em Aljubarrota será na Bolsa de Valores de Lisboa (opção Madrid)

Cena alternativa
Oléééé*!

* de entusiasmo

14 março 2006

Dia de sol

Como hoje, amanheceu solarengo. Depois de uma semana de chuva, nessa Segunda-feira, brilharam os raios de sol.
Pelas sete da manhã acordei com uma moínha no baixo ventre. Levantei-me, tomei banho, preparei o pequeno almoço para a Marta (2 anos e 2 meses), acordei o pai.
Disse-lhe que tínhamos que ir para a maternidade. Não ficou muito convencido.

Faltavam 2 dias para as 40 semanas. Deixámos a Marta na avó e lá fomos. Às 9h entrei.
Na altura pai não entrava! Era apenas assunto da mãe!
Ao primeiro toque rebentaram as àguas.

Batiam as 12 h quando te conheci. Pequenino, muito branquinho, antes de chorares já estavas agarrado à maminha.

18 anos! A maioridade!
Já votas, já podes ser eleito, já podes ser julgado. És grande.
Para mim continuas a ser aquele pequenino que pedia: "fufuras mamã..."

Que a vida te brilhe, como o sol brilhou em 14 de Março de 1988, filhote!

12 março 2006

ai que susto!

1,52m por 55kg.

Há dez anos eram menos 5, há vinte menos 9.
Estou a descobrir um padrão. E não é bonito.

Pois é, aos vinte anos bastava uma noitada e lá se perdia um kg.
Hoje, depois dos 40, teria que correr todos os dias, uma hora no Fontelo, para perder... 500 gr.

E agora? Dieta?
Lá terá que ser.

FUJAM!
A partir de segunda vai haver por aqui uma mulher stressada...

09 março 2006

Há muito, muito tempo...

houve um projecto. Imaginei uma manta quentinha nos meus joelhos invernais. Em pura lã, quadrados trabalhados com tranças e desenhos sofisticados com agulhas nº 2, alternando com quadrados de igual tamanho com gatos estilizados bordados.
Os joelhos continuam sem manta e vão dando graças pelo aquecimento central. Os quadrados foram sendo arrumados numa caixa. Por lá ficaram, sem companhia, sem luz, com medo das traças...

Este transformou-se em almofada. Quentinha, fofinha. Sem gatos.


08 março 2006

Nascimento


Nasceu o bebé N. Filho de dois tripeiros, ferrenhos portistas, pais felizes.
Bons amigos desta amiga vossa.

A prenda foi sendo feita, devagarinho. Crochet escocês, uma técnica que fui aprendendo a fazer. Uma combinação entre o crochet e a tecelagem.

07 março 2006

Coisas dum quintal português...




É o santo que guarda o cogumelo (Amanita muscaria), ou será o contrário?

05 março 2006

04 março 2006

Amor é...

Arranjar e oferecer 12 episódios novos para o eu se deliciar este fim de semana;


Fazer um irmão lindo ao Anacleto;

01 março 2006

De génio e de louco...

Uma ideia loucamente genial.

Um filme que vale mesmo a pena ver!

24 fevereiro 2006

24 de Fevereiro de 2002, 14 25h

hora de chegada do Alexandre.

Muito planeado, esperado com ansiedade por toda a sua grande família.
Trouxe-me a ternura do ser mãe depois dos quarenta. Uma vivência maravilhosa.

O nosso sol, que conquista todos com a sua ternura e língua de trapos.


Quem se lembra de uma gravidez de alto risco, com internamentos e muitas visitas às urgências?
Eu, só me lembro do parto rápido e de o ver, loirinho e gorducho, nos meus braços.


Que o sol te acompanhe sempre, filhote.

20 fevereiro 2006

Segunda-feira



Encomenda acabada e entregue a uma mãe babada: Um Trombinhas com fita a condizer.





Na Loja uma suricata, segundo a filhota pequena.

12 fevereiro 2006

Afinal não somos uma família de extra-terrestres

Depois de ler esta entrevista a Paulo Azevedo, já me sinto menos bicho do mato.
Eu explico: a minha filhota mais pequena (7 anos), um dia destes, chegou da escola muito chateada. Os colegas tinham gozado com ela quando lhes disse que cá em casa só há uma televisão e que não tem televisão no quarto (nem ela nem ninguém).

10 fevereiro 2006

Quem quer casar com a carochinha?


Estes e outros bichos vão estar em exposição/venda no átrio do Hospital de Viseu, este fim de semana.

04 fevereiro 2006

Nota mental

não me deixar convencer a ir ver cinema português no próximo quinquénio.


Nota que faz bem ao ego: as top models também têm celulite!

31 janeiro 2006

Amélia dos olhos doces

na loja












Também estou zangada com o treinador do FCP. Eu, e todas as mulheres de bom gosto!
Porque mandou embora o Jorge Costa? Se calhar já não está na melhor forma mas sempre é um regalo para os olhos...eu também não vejo mais de 3 minutos de jogo.

Este continua no cimo do meu top10, e sem concorrentes à vista!

30 janeiro 2006

Ei-lo

Depois de lhe chamarmos Ozzie um dia, ligaram da Escola a dizer que houve um engano e o nome tem que começar por N.
Aceito sugestões.





O filhote mais pequeno deixou as fraldas há 2 meses.
Agora treinamos o cachorro...(que piada de mau gosto!)

26 janeiro 2006

A família vai aumentar

A nossa família vai ter, a partir de amanhã, mais um elemento.
Um cão. Um cachorro de três meses, Labrador Retriever.

Não, não é mais um satisfazer dum desejo-capricho dos meninos. Sobre isso já expliquei muito bem a minha posição.

Trata-se de um futuro cão-guia.
A Associação Beira Aguieira de Apoio ao Deficiente Visual tem uma escola de cães-guia em Mortágua (perto de Viseu). Única no país. Forma anualmente cerca de dez duplas cego/cão-guia. Gratuitamente.

Esta escola necessita de colocar os cachorros dos 2 aos 14 meses em famílias de acolhimento para proporcionar ao cachorro a apreensão das regras elementares de obediência e o contacto com os diversos estímulos interiores (casa, ambiente familiar) e exteriores (trânsito, animais, cheiros, barulhos, locais públicos...etc).
A maioria destes cães não serão realmente cães-guia por diversas dificiências (temperamento, saúde, etc), é necessário criar e educar muitos para se chegar a entregar um cão-guia a um cego. Espera-se por um cão-guia alguns anos.

Neste momento a Escola tem uma grande necessidade de mais famílias de acolhimento.
A condição é gostar e querer aprender com os animais e residir na zona de Viseu até Coimbra. Maior distância é impraticável porque os cachorros são acompanhados semanalmente pelo treinador e a escola tem apenas três.

Além do acompanhamento técnico, a Escola proporciona toda a alimentação e assistência medico-veterinária durante todo o período de estadia, um seguro e, não menos importante, leva o cachorro para as instalações da Escola sempre que a família necessite: fins de semana fora, férias, etc.


Tive conhecimento disto há dois anos. Entretanto uma amiga teve uma cadela em acolhimento e disse-me que a Escola estava a ter muitas dificuldades em encontrar famílias de acolhimento e, como sabia que a nossa cadela tinha morrido, sugeriu-mo. Levei o assunto a conselho familiar e... foram unânimes: SIM.

Não podemos só queixarmo-nos das coisas más é preciso fazer algo, pequeno que seja, em direcção à mudança.


Amanhã chega um cachorro, macho, preto e com nome começado por O que temos que escolher. Não pode ser nome de pessoas! Aceito sugestões.

NOTA
: peço que divulguem a Associação e o seu trabalho. Labora com bastantes dificuldades financeiras (vive de um apoio da Segurança Social, dos donativos e da venda de cães não aptos para cão-guia) mas muito empenho de todos trabalhadores e colaboradores. Posso testemunhá-lo.

contacto: email caes.guias@clix.pt tel.231920978
Sítio

23 janeiro 2006

Dia não?

Ainda não curada da ressaca de ter um presidente com cara de "toda a gente lhe deve e ninguém lhe paga", descubro que hoje é o dia mais deprimente do ano. Irra!

Experimentei isto e deu este resultado:












Gato com bolsos na loja

19 janeiro 2006

18 de Janeiro - Marta - 20 anos contigo

Recordo uma noite de Sexta-feira, uma tempestade de neve, uma grande barriga e uma vontade imensa de te conhecer.
Tu não tinhas pressa, completas as 40 semanas, não te decidias se continuar no quentinho ou conhecer o mundo não (muito) protegido.
Depois de 26 horas (já no Sábado)lá te resolveste a dar sinal da tua graça.
O bébé mais lindo que vi até hoje! Morena (eles disseram que era icterícia), grandes olhos abertos, boca bem desenhada e uns pulmões muito bem desenvolvidos (sublinhados por 2 horas de berreiro ininterrupto).

20 anos depois continuas pequena, morena (sem icterícia), sempre pronta para uma boa discussão (para afinar a voz?), boa aluna, atleta, curiosa, leitora compulsiva (de quem virá esse gene?)
Uma vontade de questionar tudo que, frequentemente, me tira do sério.
Resposta sempre pronta e um humor fino e desarmante.

Hoje é um dia muito especial: há vinte anos comecei a minha aprendizagem de mãe.
Não me tornei melhor ou pior, apenas diferente. Com outra visão. Como se ganhasse mais um par de olhos: uma quinta dimensão?


Parabéns filhota grande!
Que a vida te sorria sempre.

16 janeiro 2006

Fim de semana de chuva, frio e trabalho

Mimi e Sissi, homenagem (des)inpirada aos bonecos da Rosa.










João, Mimi, Sissi e Bernardo



na loja

13 janeiro 2006

Formiguinha

Manuel no coração


















Bolsa para a bébé Sílvia






















Luvas para acompanhar o gorro do Alex





















Bolsas de flores para as manas Joaninha e Bárbara

08 janeiro 2006

Meninas felizes

A Matilde viajou até Lisboa para ser feliz com a Joaninha.


A Ana, ao chegar aos Açores, foi rebaptizada para Margarida pela linda Inês.

07 janeiro 2006

Gata escondida com Barbie de fora


A nossa Lala, tem por hábito enfiar-se nos sítios mais estranhos.

05 janeiro 2006

Infelizmente

isto não é surpresa.

Uma manhã passada no hospital de São Teotónio - Hospital Distrital de Viseu

Estou mais cansada do que se tivesse feito a maratona.
Os corredores do hospital de Viseu são compridos, sem fim.

O filhote grande - André, 17 anos - acordou com fortes dores de estômago. Nada de novo. Nos últimos dois anos tem tido episódios frequentes. Há um ano foi-lhe diagnosticada helicobacter pylori - (úlcera péptica).
Desde os primeiros sintomas até ao diagnóstico foi uma longa travessia de sofrimento. Tanto em dor física (dele) como dor de acompanhamento e ansiedade por não sabermos a causa (nossa). Muitas consultas em diversas especialidades e muitos e variados exames complementares.
Pelos vistos não é muito comum nesta idade, daí o difícil e tardio diagnóstico.
Depois foi medicado e as complicações desapareceram.
Hoje acordou com dores idênticas.

Como agir? Pela lógica (pelo menos para mim): contactar a médica que o tratou e acompanhou.
Sei que trabalha apenas no Hospital, na pediatria. Dirigimo-nos para lá, a médica está nas consultas externas, informam-me.
Tento marcar consulta, chegar à fala com ela. A segurança não deixa entrar, não se pode marcar consulta para hoje. Impossível.
Lá consigo ludibriar outro segurança, noutro corredor (ainda bem que conheço os labirínticos corredores deste hospital!), entramos nas consultas externas, consigo falar com a médica. É muito simpática, como sempre, mas diz-me que não o pode consultar hoje, porque só pode fazer as marcações (!!!), remete-nos para as urgências pediátricas, para onde vai enviar o relatório médico e os últimos exames, feitos há 15 dias.
Na urgência pediátrica não o querem atender por ter mais de 15 anos, digo que venho por indicação da Dra. X, consultam fulano e sicrano e aceitam consultá-lo.
Isto tudo vivido com um adolescente cheio de dores que já quer é ir para casa deitar-se.
Espera, 1ª consulta, telefone para a Dra X, que entretanto tinha telefonado o diagnóstico negativo de helicobacter pylori, exame de palpação, urina (normal), ecografia (normal), saber de possibilidade de endoscopia (possível só daqui a um mês), consulta (telefónica) com a especialidade de gastro.
Receita de comprimidos para tomar durante um mês, e nova consulta para 8/2 com a médica X.


A dor já acalmou e já almoçámos.
Fica esta sensação de burocracia infinita, contornável se formos chatos, muito chatos. De impotência.


Aparte: o prémio Nobel da medicina de 2005 foi atribuido aos cientistas que identificaram o dito helicobacter pylori.

04 janeiro 2006

Sabem???

Sabem o que tenho encontrado esta semana?
Todas as manhãs?
As resoluções de Novo Ano.
A correr no parque, a caminhar na avenida.

Em dezembro falamos...

03 janeiro 2006

Início

de ano cívil, período escolar, trabalhos novos.
A vida, essa é a mesma, noutra perspectiva. Ou talvez sejam os meus olhos com um brilho novo. De agenda imaculada.

A morenita Carmen saúda, com salero, 2006.





Disponível na loja

29 dezembro 2005

Lista de desejos para 2006

Dar umas boas 20 gargalhadas, por dia;

Ouvir 30 boas gargalhadas a cada um dos 4 filhotes, por dia;

Ouvir 20,5 boas gargalhadas ao maridão, por dia; (Não podes ficar a ganhar muito!)

Ajudaria se o presidente de todos nós não tivesse semblante de limão entalado.

Ler uma carrada de livros (1/2 dúzia bons);

Ver uma caixa de bons filmes;

Ouvir música agradável;

Viver.

28 dezembro 2005

Evolução do ensino da matemática em Portugal

Anos 50
Um agricultor vende uma saca de batatas por 1000 escudos. O custo de produção é de quatro quintos o preço de venda. qual foi o seu lucro?

Anos 60
Um agricultor vende uma saca de batatas por 1 000 escudos. O custo de produção é de quatro quintos o preço de venda, ou seja, 800 escudos. Qual foi o seu lucro?

Anos 70
Um agricultor troca um conjunto P de batatas por um conjunto D de moedas. A cardinalidade do conjunto D é de mil, e cada elemento de D vale uma unidade de escudos. Desenha mil pontos grandes, que representam os elementos de D. O conjunto C, dos custos de produção, é formado por menos 200 pontos grandes do que o conjunto D. Representa C como um subconjunto nde D e dá a resposta correcta à pergunta "qual a cardinalidade do conjunto dos lucros?". (Assinalar todos os pontos a vermelho)

Anos 80
Um agricultor vende uma saca de batatas por mil escudos. Os custos de produção são de 800 escudos e o lucro de 200 escudos. SDublinha a palavra "batatas" e discute-a com os teus colegas.

Anos 90
Um agrikultore consegueinxustamente 200 paus por uma çaca de batatas. Hanaliza este teisto, procura errus de conteudo, gramatika e pontuassão e depois espreça o teo metudo de pensamento.

27 dezembro 2005

Como disse?

Havia alguma coisa que podia não correr mal, neste Natal?
Não encontrei.

20 dezembro 2005

Já começaram

as férias escolares. Isto significa arranjar que fazer a 4 filhotes desocupados e cheios de energia.

Os mais velhos dormem (ou dormiriam se eu deixasse) até ao almoço, arrastam-se para a mesa, resmungando qualquer coisa sobre mães chatas que os não deixam dormir descansados. A tarde dedicam-na ao computador e/ou tv/dvd. Com o jantar chega o pico da energia e estão prontos prá naite, prás namoradas/os até de madrugada.
Estariam! Se a mãe e o pai não fossem uns desmancha prazeres...

Os mais pequenos querem passear, ver as luzes da cidade, correr todos os parques infantis, andar de bicicleta no Fontelo, de patins no campo de futebol atrás de casa, ler histórias, ver filmes novos, rever pela 19087ª vez a "toupeirinha", comer umas panquecas quentinhas, uns biscoitos da mamã...


Ufa, que canseira!
Quando é que acabam estas férias?

17 dezembro 2005

Novidades

menina nova na loja da Eva.

O template é da autoria do filhote grande.

Taaanta baba....

14 dezembro 2005

Presidenciais

Nunca tive tanta dificuldade em decidir o meu voto!
O naipe de candidatos espelha bem o beco de sentido único em que este país se encontra.
Duas cassetes de pose simpática, um avozinho culto, um pau de vassoura com a simpatia de quem acabou de chupar um limão e... um poeta.
Valha-nos ao menos esse, um bom poeta.
E se não passa à segunda volta em quem voto?
Nesse dia vou recitar a "Trova do vento que passa" prás bandas de Espanha.


Os debates também não têm ajudado, só me dão sono.

Ó balha-me deus e a santa maria da agrela

Já não aguento...

ver mais pais natal pirosos pendurados nas varandas, janelas e afins!

10 dezembro 2005

Experiência nova

Em fins de Setembro uma amiga, pintora e escultora, desafiou-me para participar, com os meus trabalhos, numa exposição dela. Especialmente os bonecos que eu sempre faço para os meus filhos e amigos. Pensei, voltei a pensar e aceitei.
Nestes últimos meses todas as minhas fatias de tempo livre foram utilizadas para criar, tricotar,crochetar, coser, bordar.
A exposição era para começar a 8 de Dezembro. Era, não foi.
Um imprevisto atirou-a para fins de Fevereiro ou início de Março.
E agora? Tenho peças em lã, próprias para Natal, para o inverno. Duvido que tenham muito interesse com o início do tempo quente, quando preferimos o algodão.
Por isso decidi expô-las n' a loja da eva

08 dezembro 2005

Prendas de Natal - II

A Matilde e o António
prontinhos para o saco do Pai Natal.

05 dezembro 2005

Aniversário

A minha querida amiga E. faz hoje anos.
Parabéns, linda!
A prenda foi entregue no domicílio.


03 dezembro 2005

Rotundas

Viseu, com as suas rotundas, já faz parte do anedotário nacional.
Existem para todos os gostos: em forma, feitio e utilidade.
São muitas. Sempre que se aproximam autárquicas inanguram-se mais umas dezenas.
De tal maneira que a alcunha do Presidente da Câmara dos últimos 16 anos e eleito para mais 4, de seu nome Fernando Ruas, é Fernando Rotundas.

Há quem seja seu defensor acérrimo e seu opositor acalorado.
A minha posição é mais NIM. Reconheço que favorece a fluidez do trânsito mas irrita-me a sua quantidade.
Depois há questão da condução nas rotundas. Deveria haver uma disciplina, obrigatória nas escolas, para aprender a entrar e a sair das rotundas!
Sempre que eu acho que já vi de tudo nestas rotundas visienses, eis que aparece alguém que ainda me consegue surpreender.
Aconteceu hoje: em plena rotunda um automóvel faz marcha atrás à minha frente. Enganou-se na saída para quê circundar?
E não meus senhores, não era uma gaija!! Nem octagenário. Era um tuga de bigode farfalhudo com a família toda no carro.

Foi nesta rotunda, onde tenho que passar várias vezes ao dia, recentemente inaugurada com o nome de João Paulo II. Tem uma estranha forma elíptica e todos os dias há aqui acidentes. Espero que a breve canonização ajude.



30 novembro 2005

Ser português é:

buzinar no cagagésimo de segundo imediato à mudança do sinal vermelho.

24 novembro 2005

Ahhh , como estou feliz!

(cantar como lengalenga infantil, ou não)

Temos a maior árvore de Natal da Europa
Trá lá lá lá lá lá
Como estou feliz
Trá lá lá lá lá lá

Foram inauguradas mais dez (10) rotundas em Viseu
Trá lá lá lá lá lá
Como estou feliz
Trá lá lá lá lá lá

Vamos ter o aeroporto da OTA
Trá lá lá lá lá lá
Como estou feliz
Trá lá lá lá lá lá


E assim acabámos com a depressão nacional
Trá lá lá lá lá lá
Como estou feliz
Trá lá lá lá lá lá

22 novembro 2005

14 novembro 2005

Prendas

Está oficialmente aberta a época de fazer as prendas de Natal!
Comecei assim:



09 novembro 2005

De pequenino se torce...

Na escolinha do Alexandre há dois meninos bastante violentos. Um tem três (3!) anos, o outro cinco.
O meu piolho começou por dizer: "o Jorgi é mau, dá tau-tau no Alex", no dia seguinte pegou num pau e disse que era para dar tau-tau no Jorgi.
Perguntei às educadoras e fiquei de queixo caído com a resposta. Sim é verdade, o Jorge bate em toda a gente: nos meninos, nas funcionárias e educadoras, quando lhe ralham diz que vai dizer ao pai. Nunca o conseguem sentar ou convencê-lo a participar nas actividades.Quando colocaram a questão à mãe ela disse que em casa também é assim e riu-se.
Hoje quando o levei ao infantário encontrei-me com a tal mãe a levar o "famoso" filho e pus a questão em frente da educadora e duma funcionária: "então tu é que és o Jorge, o Alexandre queixa-se que tu lhe bates?!" - Resposta pronta da mãe: "Pois, ele é muito activo!"
Trocámos olhares incrédulos com as educadoras. A educadora mais velha foi mais rápida a reagir informando a mãe que já tinha dado autorização aos meninos para se defenderem das agressões.
"Façam com entenderem" resmungou com ar ofendido e virou costas.


Ouço frequentemente às minhas amigas professoras que os miúdos estão cada vez mais mal educados e violentos. Entre eles e com os adultos.


Cada vez me parece mais que estamos a educar uma geração de ditadores. A geração dos filhos únicos, prepotentes, controladores. Interrogo-me sobre o porquê e, muito sinceramente, creio que a culpa é nossa, dos pais, das mães. Somos desculpadores, permissivos, vivemos em função da criança (muitas vezes única e tão desejada) e anulamo-nos como seres adultos conscientes. Tornámo-nos crianço-dependentes.
Desculpamo-nos com o trabalho excessivo e falta de tempo para fugirmos à nossa responsabilidade fundamental: educar os nossos filhos para a responsabilidade, para viver com os outros e não por cima dos outros.

Dizer NÃO pode ser a maior prova de amor.

03 novembro 2005

Declaração

Declaro solenemente que é nuuuito bom ter amigas destas.

02 novembro 2005

...

Alguém me pode explicar porque é que esta treta está em itálico?

01 novembro 2005

Taraaaam

Mochila pronta. Todos os tecidos são de roupa usada. Novo apenas o coração e as linhas.



Ena tanta bruxinha!!!!


Na aldeia da minha mãe,nas Terras do Demo - como lhe chamou Aquilino Ribeiro - a norte de Viseu, neste dia, os fornos comunitários coziam pão (broa) o dia todo e dava-se a quem pedia "pão-por-deus". Originalmente eram as crianças das famílias pobres que pediam.
O meu avô explicou-me que era uma maneira de alimentar o espírito dos nossos mortos.
Como ateu vejo aqui, claramente, resquícios pagãos.

Detesto a maneira como tudo serve para apelar ao consumismo desenfreado. Mais ainda as hordas que atacam os centros comerciais todos os feriados e fins de semana. Será que essa gente não sabe que é possível passear noutros sítios?

31 outubro 2005

Reciclar, reciclar, reciclar sempre...

Inspirada pelas minhas musas fui buscar roupas velhas usadas dos meus filhos e decidi-me a experimentar o quilting.

Lembro-me de ver, em miúda, as mulheres da aldeia da minha mãe, ao Domingo, sentadas numa lage solarenga a coserem mantas de trapos. Davam aproveitamento a todas as roupas que a família deixasse de poder usar. Camisas, saias, blusas, toalhas rasgadas eram assim reutilizadas. As viúvas, que nas aldeias da Beira Alta vestiriam o resto da sua vida de negro (ainda hoje), davam assim uso às suas vestes coloridas.
Faziam grandes pedaços de novo tecido que era depois reaproveitado para mantas (o mais frequente), sacos de compras, sacos para os cereais, feijão, chás e mesmo saias para o Inverno e coletes para homem. Como era forrado tornava-se um tecido quente.


A ideia é fazer uma mochila para a Teresa. Quando estiver pronta mostro.


Já descobri que é difícil. Fiquei com os dedos bastante picados.
Tentei a máquina de costura mas não fica tão perfeito.

28 outubro 2005

A propósito do Natal

hei-de escrever um post (com tempo) sobre consumismo versus Natal.
Entretanto, fica tudo dito do lado de lá do Atlântico.

De outros natais: uma cascavel natalícia e uma centopeia divertida que já perdeu as botas.


25 outubro 2005

Filhos do novo milénio

O nosso caçulinha, o único membro da família nascido neste século, começou a utilizar o computador. Constrói puzles, faz jogos simples e didácticos de certos sites.
Para não fazerem muita asneira no meu computador, ele, tal como irmã Teresa, tem uma sessão própria com a respectiva password. Para simplificar, a password é o próprio nome.
A irmã mais velha viu-o pela primeira vez, no Sábado, a escrever no teclado e achou o máximo.
Ao jantar (outra vez ao jantar!) perguntou-lhe como se escrevia o nome dele.
Ele soletrou de boa vontade: A, Lê, E, Xis, ENTER.

Cores de Outono

Um longo passeio de Domingo por Fráguas e Arbutus do Demo, revelou as cores do Outono.
















A pensar no Outono e Inverno e suas cores: um cachecol para a filhota grande, umas caneleiras para a filhota pequena e uma lata-lápis para todos poderem pintar e escrever na cozinha. Tudo feito com restos. Quero ainda fazer umas luvas a condizer com as caneleiras.
Há bastante tempo que não trabalhava com agulhas e lãs tão finas (2) e, sinceramente, estou a gostar.

20 outubro 2005

Salvadores da pátria - parte 2, 3, 4,....

Hoje vai ser apresentada (?) a candidatura do tio Aníbal.
Apresenta-se, claro, como salvador da pátria. Do estado das coisas no cantinho.

Ora, se bem me lembro, foi Primeiro Ministro 12 anos. O que é que ele salvou?
Foi a época dos GRANDES SUBSÍDIOS da CEE, tudo foi gasto e, o resultado está à vista.

Nos últimos 10 anos aconteceram muitas coisas no mundo e por aqui. Onde esteve o salvador? Não me lembro de o ver ou ouvir a falar sobre a invasão do Iraque,
sobre a fuga de Barroso ou do governo de Santana....

Muito sinceramente para que é que eu preciso dum Presidente que saiba de economia? Ele pode vetar o Orçamento de Estado? Arranjar mais empregos?




Coisa boas:
Chegou a minha vez de ler o Harry Potter, yupiiiii

Gatitos




19 outubro 2005

Adolescência

Ter filhos adolescentes acarreta:

- ter ténis fedorentos permanentemente estacionados na sala,
- ter grunhos como resposta a perguntas bem intencionadas,
- ter o frigorífico sempre vazio,
- ter a despensa sempre vazia,
- ter as/os namorados/as sempre à perna,

(...)