Depois de ter entregado os filhotes nas respectivas escolas, fui fazer a habitual corridinha na mata/parque do Fontelo.
Passava da 9 horas. Estranhei a luminosidade, diferente do habitual. Depois lembrei-me do eclipse.
O parque do Fontelo (em Viseu, claro) é uma mata com árvores seculares: carvalhos, castanheiros, faias, bétulas, pinheiros (poucos) e algumas árvores exóticas. É muito bonito, relaxante, com os seus caminhos e carreiros, esquilos, gaios, pavões, melros e pica-paus. A isto junta-se a ideia maravilhosa de um circuito de manutenção.
Mas hoje estava diferente. Por volta da 9, 30 h havia um lusco fusco próprio do anoitecer e um frio a condizer.
Continuei a minha corrida e comecei a observar um comportamente diferente dos pássaros. Especialmente os melros faziam o seu enervante chilrear próprio do anoitecer. Outros pássaros se lhes juntaram nos pius-pius próprios da preparação para o recolher da noite.
Confesso que senti um arrepiozinho na espinha!
Se eu tivesse dúvidas da interligação forte existente em todo o universo, teriam ficado desfeitas.
Estão a ouvir, srs assinantes ou não de Quioto, isto está tudo ligado. Todos dependemos de todos e de tudo!!!