"À vezes ponho-me a pensar: se a gente deita o lixo nas praias, cospe para o chão, insulta a mulher, dá porrada nos filhos, foge ao fisco...Por que raio não havíamos de votar no Avelino?!"
in Visão de 6/10/2005
citando Revista humorística ABS
07 outubro 2005
Bonecos
Há muito, muito tempo...
Bem, não foi assim há tanto tempo. 16, 17 anos. Quando a filhota mais velha (hoje com 19 anos), começou realmente a brincar, descobri que os brinquedos de todos os meninos eram iguais. Variavam nas cores e pouco mais.
Daí nasceu a ideia de fazer um boneco especialmente para a Marta. Só dela. Um palhaço tricotado com restos de lã que havia por casa.
A seguir um boneco para o André. Um coelho de laçarote, feito duma camisola velha e roupa tricotada.
Assim instaurei a tradição de cada filho ter um boneco especial feito pela mãmã.

O gato do cachecol da Teresa.
O coelho branco do Alexandre.
Fiz outros bonecos para os meus filhos e amigos, mas estes foram dedicados individualmente.
Bem, não foi assim há tanto tempo. 16, 17 anos. Quando a filhota mais velha (hoje com 19 anos), começou realmente a brincar, descobri que os brinquedos de todos os meninos eram iguais. Variavam nas cores e pouco mais.
A seguir um boneco para o André. Um coelho de laçarote, feito duma camisola velha e roupa tricotada.Assim instaurei a tradição de cada filho ter um boneco especial feito pela mãmã.

O gato do cachecol da Teresa.
Fiz outros bonecos para os meus filhos e amigos, mas estes foram dedicados individualmente.
04 outubro 2005
03 outubro 2005
Eclipse
Depois de ter entregado os filhotes nas respectivas escolas, fui fazer a habitual corridinha na mata/parque do Fontelo.
Passava da 9 horas. Estranhei a luminosidade, diferente do habitual. Depois lembrei-me do eclipse.
O parque do Fontelo (em Viseu, claro) é uma mata com árvores seculares: carvalhos, castanheiros, faias, bétulas, pinheiros (poucos) e algumas árvores exóticas. É muito bonito, relaxante, com os seus caminhos e carreiros, esquilos, gaios, pavões, melros e pica-paus. A isto junta-se a ideia maravilhosa de um circuito de manutenção.
Mas hoje estava diferente. Por volta da 9, 30 h havia um lusco fusco próprio do anoitecer e um frio a condizer.
Continuei a minha corrida e comecei a observar um comportamente diferente dos pássaros. Especialmente os melros faziam o seu enervante chilrear próprio do anoitecer. Outros pássaros se lhes juntaram nos pius-pius próprios da preparação para o recolher da noite.
Confesso que senti um arrepiozinho na espinha!
Se eu tivesse dúvidas da interligação forte existente em todo o universo, teriam ficado desfeitas.
Estão a ouvir, srs assinantes ou não de Quioto, isto está tudo ligado. Todos dependemos de todos e de tudo!!!
Passava da 9 horas. Estranhei a luminosidade, diferente do habitual. Depois lembrei-me do eclipse.
O parque do Fontelo (em Viseu, claro) é uma mata com árvores seculares: carvalhos, castanheiros, faias, bétulas, pinheiros (poucos) e algumas árvores exóticas. É muito bonito, relaxante, com os seus caminhos e carreiros, esquilos, gaios, pavões, melros e pica-paus. A isto junta-se a ideia maravilhosa de um circuito de manutenção.
Mas hoje estava diferente. Por volta da 9, 30 h havia um lusco fusco próprio do anoitecer e um frio a condizer.
Continuei a minha corrida e comecei a observar um comportamente diferente dos pássaros. Especialmente os melros faziam o seu enervante chilrear próprio do anoitecer. Outros pássaros se lhes juntaram nos pius-pius próprios da preparação para o recolher da noite.
Confesso que senti um arrepiozinho na espinha!
Se eu tivesse dúvidas da interligação forte existente em todo o universo, teriam ficado desfeitas.
Estão a ouvir, srs assinantes ou não de Quioto, isto está tudo ligado. Todos dependemos de todos e de tudo!!!
30 setembro 2005
Mãozinhas inquietas

Este casaco foi pensado para as noites de Verão da minha filhota mais nova. É em fio de algodão da Brancal. Aconteceu que o fio comprado não chegou e, quando me faltava apenas em pedacinho de manga, acabou. Corri a comprar mas, a loja da Brancal de Viseu fechou, todo o mês de Agosto, para férias.
Calhou bem o Verão prolongado.

Bonequinha para o cabelo da filhota caçula
27 setembro 2005
Escolinha

O meu filhote mais pequeno completou uma semana na escolinha. Com êxito. Ontem e hoje já almoçou e ficou até às 16h.
Entra na sala sempre com um grande sorriso e vai dar um beijinho e um abraço à educadora.
Esta chama-lhe "o meu sol", porque chega sempre a sorrir e participa em todas as actividades com vontade.
Será que a batalha está ganha?
24 setembro 2005
A política vista por uma dona de casa que não tem tempo para merdas
Não, não vou falar da Fátinha Coisa nem do Avelino Coiso e Tal, Major Valentão ou do Alberto João. Não, vou falar dos políticos sérios. Ou melhor, eles acham-se sérios. Tão sérios que põem aquele ar de estadistas e botam faladura grave. Criticam a libertação da Fátinha. Criticam os juizes, a postura a fazedura, enfim, tudo e todos.
E eu, menina séria e quase casadoira (pois não?), fico confusa, muito confusa. E arreliada, muito arreliada.
Então estes senhores, estadistas sérios e de faladura grave, não têm sidos os mesmos que governam este país, alternadamente, nos últimos 30 anos?
Não foram Vas Exas que fizeram as leis? Que fabricaram as Fátinhas, Avelinos, Isaltinos e Albertos Joões?
Ai não?
Pois, eu sei, mais os jumentos que neles votam
Iiiommm, iiiooommm
E eu, menina séria e quase casadoira (pois não?), fico confusa, muito confusa. E arreliada, muito arreliada.
Então estes senhores, estadistas sérios e de faladura grave, não têm sidos os mesmos que governam este país, alternadamente, nos últimos 30 anos?
Não foram Vas Exas que fizeram as leis? Que fabricaram as Fátinhas, Avelinos, Isaltinos e Albertos Joões?
Ai não?
Pois, eu sei, mais os jumentos que neles votam
Iiiommm, iiiooommm
19 setembro 2005
Dia D
Amanhã o meu mais pequenino vai para a escola pela 1ª vez. A tempo inteiro.
Como vai reagir?
Tenho um nó na barriga. Não conhece ninguém. ´
Para se sentir bem acompanhado fiz-lhe a mochila e o saco da muda de roupa.
Para a mochila inspirei-me aqui e o saco é pura reciclagem: uns jeans rotos e camisas velhas




Depois de muitas negociações, com a Câmara, Junta de Freguesia e paróquia, conseguimos almoços no Jardim de Infância. Mexemo-nos na altura certa: antes das autárquicas. É preciso aproveitar...
Como vai reagir?
Tenho um nó na barriga. Não conhece ninguém. ´
Para se sentir bem acompanhado fiz-lhe a mochila e o saco da muda de roupa.
Para a mochila inspirei-me aqui e o saco é pura reciclagem: uns jeans rotos e camisas velhas




Depois de muitas negociações, com a Câmara, Junta de Freguesia e paróquia, conseguimos almoços no Jardim de Infância. Mexemo-nos na altura certa: antes das autárquicas. É preciso aproveitar...
18 setembro 2005
Coisas más
Coisas que me gelaram a alma:
Os palavrões gritados por professores, na Figueira da Foz. A quem entregamos nós os nossos filhos?????
Os cinco minutos que vi do "Sra D. lady". A imagem de homens de vestidos de noite cor de rosa...deixou-me os pelinhos todos em pé!!!
Os palavrões gritados por professores, na Figueira da Foz. A quem entregamos nós os nossos filhos?????
Os cinco minutos que vi do "Sra D. lady". A imagem de homens de vestidos de noite cor de rosa...deixou-me os pelinhos todos em pé!!!
17 setembro 2005
Coisas boas
Coisas novas que me aquecem a alma:
Estas meninas. Adivinhem lá qual é a minha favorita...
Paul Auster (eu sei, sou inculta. Nunca tinha lido).
Estas meninas. Adivinhem lá qual é a minha favorita...
Paul Auster (eu sei, sou inculta. Nunca tinha lido).
11 setembro 2005
Preparação para o ano lectivo
09 setembro 2005
Política do livro escolar
Os telejornais das tv´s portuguesas noticiam por épocas. Há a época do Natal, dos incêndios...dos livros escolares.
Neste país só se fala do escandaloso tema do manual escolar imediatamente antes do início do ano lectivo.
Por mim devia falar-se do assunto todo o ano. Eu falo. Falo num país de surdos.
Além do problema do preço, há a sua qualidade (pedagógica e científica), a sua mudança de 3 em 3 anos, inspiração de maus hábitos (escrever nos manuais, por ex.), etc, etc.
Não seria normal poderem passar duns irmãos para outros?
Não seria normal haver uma bolsa de livros nas escolas para empréstimo?
Não seria possível os livros duma mesma disciplina, não se dividirem em 3 tomos, para o preço triplicar?
Não seria possível os manuais estarem em vigor mais que 3 anos?
Não seria possível não incentivar os alunos a escrever nos manuais? Educando-os a estimar o livro?
Tudo isto é possível num país com o desenvolvimento económico como a Alemanha, não em Portugal!
Com os meus 4 filhos a frequentarem quatro níveis diferentes de ensino, o mês de Setembro apresenta-se sempre como Setembro Negro.
(Felizmente o mais pequeno ainda não precisa de manuais no pré-escolar, apenas de material perecível).
Neste país só se fala do escandaloso tema do manual escolar imediatamente antes do início do ano lectivo.
Por mim devia falar-se do assunto todo o ano. Eu falo. Falo num país de surdos.
Além do problema do preço, há a sua qualidade (pedagógica e científica), a sua mudança de 3 em 3 anos, inspiração de maus hábitos (escrever nos manuais, por ex.), etc, etc.
Não seria normal poderem passar duns irmãos para outros?
Não seria normal haver uma bolsa de livros nas escolas para empréstimo?
Não seria possível os livros duma mesma disciplina, não se dividirem em 3 tomos, para o preço triplicar?
Não seria possível os manuais estarem em vigor mais que 3 anos?
Não seria possível não incentivar os alunos a escrever nos manuais? Educando-os a estimar o livro?
Tudo isto é possível num país com o desenvolvimento económico como a Alemanha, não em Portugal!
Com os meus 4 filhos a frequentarem quatro níveis diferentes de ensino, o mês de Setembro apresenta-se sempre como Setembro Negro.
(Felizmente o mais pequeno ainda não precisa de manuais no pré-escolar, apenas de material perecível).
Política-1
Está a chover. Como prometi, tenho que falar de política!
Numa sondagem publicada hoje, há uma pergunta deveras coisa e tal: com quem eu preferia jantar, Mário Soares ou Cavaco Silva?
Os senhores da empresa de sondagens pensam, que eu não tenho ninguém interessante, com quem ir jantar?
Numa sondagem publicada hoje, há uma pergunta deveras coisa e tal: com quem eu preferia jantar, Mário Soares ou Cavaco Silva?
Os senhores da empresa de sondagens pensam, que eu não tenho ninguém interessante, com quem ir jantar?
06 setembro 2005
Exercício de imaginação
E se isto fosse em Fátima?
Eram pés de peregrinos. Mil pessoas. 1 000 indivíduos a pedir ajuda divina. Ajuda dum ser supremo. A ajuda humana (bushiana) não tem resultado.
Eram pés de peregrinos. Mil pessoas. 1 000 indivíduos a pedir ajuda divina. Ajuda dum ser supremo. A ajuda humana (bushiana) não tem resultado.
Continuação dos T.P.C.
05 setembro 2005
23 agosto 2005
Feira de São Mateus
A Feira de São Mateus deste ano está mais bonita.
Não é bem a feira em si mas o espaço. O local foi todo remodelado (ao abrigo do POLIS) e ficou muito bonito. Todo o espaço envolvente, com a Cava de Viriato ao lado, está digno duma visita. Vale a pena, e os miúdos adoram.
Quanto aos expositores já não posso louvar. Encontram-se barracas de belíssimo artesanato ao lado de barracas com artigos de loja dos 300.
Não habia nexexidade....
22 agosto 2005
09 agosto 2005
Animais
Não, não vou falar de política. Sobre isso falarei, se me apetecer, quando vier a chuva.
Na caixa de comentários apareceu um pedido para escrever sobre o Cantinho de Animais de Viseu.
Creio que se enganaram na porta. A minha posição sobre estes "cantinhos" é diferente da tida como politicamente correcta. Mas como a tasca é minha, aqui coloco o meu pescoço para os fundamentalistas dos apregoados direitos dos animais, se poderem banquetear.
Nasci e passei a infância nas florestas das Terras do Demo, a tratar por tu as raposas e os lobos do Aquilino Ribeiro. Cresci rodeada de animais. Dediquei parte da minha vida profissional a contribuir para que os produtos alimentares de origem animal, sejam melhores e mais baratos.
Entendo a natureza como um SER perfeito, onde tudo e todos têm o seu lugar específico. Onde tudo está interligado. Os animais têm aqui lugar de destaque. Os racionais e os irracionais.
Gosto e sempre gostei dos bichos. Partilharam e partilham a minha vida, a minha família. Neste momento vivem connosco uma gata, dois peixes e um amster. Há um ano atrás havia também uma cadela, com quem convivemos onze anos. Todos os meus gatos e cães foram adoptados. Todos da raça mais nobre - rafeiros puros. Um dia, quando for grande, gostava de adoptar um cão Terra Nova. Um dia, talvez... algum leitor amigo mo ofereça.
Quanto aos cantinhos, reconheço o trabalho meritório, altruísta e desinteressado dos dirigentes, não creio é que resolvam coisa nenhuma.
Quando os animais são abandonados e recolhidos por estes cantinhos, ficam ali à espera de novos donos. Quando estes não aparecem ficam ali até ao fim da vida. Isto resolve o quê? Nada. Os animais estão fechados, em espaços pouco próprios, apáticos, à espera... da morte. Não têm qualquer utilidade. Não têm uma vida digna, apenas vegetam. Eu defendo o seu abate. Não faz sentido alimentar e medicamentar estes animais. é demasiado caro e nada útil.
Já estou a ouvir, em coro de fundo: a ti é que devíamos abater.
Não se preocupem, eu defendo a eutanásia.
Não, eu não gosto de touradas, mas também não gosto de boxe, e não vou fundar nenhuma liga de defesa de boxers.
Não é fácil ter animais no corre-corre do dia a dia. Enquanto pequenos são queriduchos, fofinhos e dão muito trabalho. Eles roem, rabunham, escavam tudo o que os rodeia. E fazem cócó e xixi, todos os dias! Quantos donos de cães conhecem que apanham o dito?
Não se pode ter animais por moda, por ser in, tem que se gostar mesmo deles. Por isso tantos são abandonados. Como resolver? Da mesma maneira que se resolve a sinistralidade nas estradas portuguesas - educação, educação, e mais educação. Até lá, o poder autárquico, com as receitas dos nossos impostos, tem o dever de manter canis municipais e abates dos animais abandonados.
Não é a oferta de um pacote de ração que resolve o problema. Isso não resolve, protela.
Já agora: eu gosto mesmo de bichos. De quatro e de duas patas!
Na caixa de comentários apareceu um pedido para escrever sobre o Cantinho de Animais de Viseu.
Creio que se enganaram na porta. A minha posição sobre estes "cantinhos" é diferente da tida como politicamente correcta. Mas como a tasca é minha, aqui coloco o meu pescoço para os fundamentalistas dos apregoados direitos dos animais, se poderem banquetear.
Nasci e passei a infância nas florestas das Terras do Demo, a tratar por tu as raposas e os lobos do Aquilino Ribeiro. Cresci rodeada de animais. Dediquei parte da minha vida profissional a contribuir para que os produtos alimentares de origem animal, sejam melhores e mais baratos.
Entendo a natureza como um SER perfeito, onde tudo e todos têm o seu lugar específico. Onde tudo está interligado. Os animais têm aqui lugar de destaque. Os racionais e os irracionais.
Gosto e sempre gostei dos bichos. Partilharam e partilham a minha vida, a minha família. Neste momento vivem connosco uma gata, dois peixes e um amster. Há um ano atrás havia também uma cadela, com quem convivemos onze anos. Todos os meus gatos e cães foram adoptados. Todos da raça mais nobre - rafeiros puros. Um dia, quando for grande, gostava de adoptar um cão Terra Nova. Um dia, talvez... algum leitor amigo mo ofereça.
Quanto aos cantinhos, reconheço o trabalho meritório, altruísta e desinteressado dos dirigentes, não creio é que resolvam coisa nenhuma.
Quando os animais são abandonados e recolhidos por estes cantinhos, ficam ali à espera de novos donos. Quando estes não aparecem ficam ali até ao fim da vida. Isto resolve o quê? Nada. Os animais estão fechados, em espaços pouco próprios, apáticos, à espera... da morte. Não têm qualquer utilidade. Não têm uma vida digna, apenas vegetam. Eu defendo o seu abate. Não faz sentido alimentar e medicamentar estes animais. é demasiado caro e nada útil.
Já estou a ouvir, em coro de fundo: a ti é que devíamos abater.
Não se preocupem, eu defendo a eutanásia.
Não, eu não gosto de touradas, mas também não gosto de boxe, e não vou fundar nenhuma liga de defesa de boxers.
Não é fácil ter animais no corre-corre do dia a dia. Enquanto pequenos são queriduchos, fofinhos e dão muito trabalho. Eles roem, rabunham, escavam tudo o que os rodeia. E fazem cócó e xixi, todos os dias! Quantos donos de cães conhecem que apanham o dito?
Não se pode ter animais por moda, por ser in, tem que se gostar mesmo deles. Por isso tantos são abandonados. Como resolver? Da mesma maneira que se resolve a sinistralidade nas estradas portuguesas - educação, educação, e mais educação. Até lá, o poder autárquico, com as receitas dos nossos impostos, tem o dever de manter canis municipais e abates dos animais abandonados.
Não é a oferta de um pacote de ração que resolve o problema. Isso não resolve, protela.
Já agora: eu gosto mesmo de bichos. De quatro e de duas patas!
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