Coisas que me gelaram a alma:
Os palavrões gritados por professores, na Figueira da Foz. A quem entregamos nós os nossos filhos?????
Os cinco minutos que vi do "Sra D. lady". A imagem de homens de vestidos de noite cor de rosa...deixou-me os pelinhos todos em pé!!!
18 setembro 2005
17 setembro 2005
Coisas boas
Coisas novas que me aquecem a alma:
Estas meninas. Adivinhem lá qual é a minha favorita...
Paul Auster (eu sei, sou inculta. Nunca tinha lido).
Estas meninas. Adivinhem lá qual é a minha favorita...
Paul Auster (eu sei, sou inculta. Nunca tinha lido).
11 setembro 2005
Preparação para o ano lectivo
09 setembro 2005
Política do livro escolar
Os telejornais das tv´s portuguesas noticiam por épocas. Há a época do Natal, dos incêndios...dos livros escolares.
Neste país só se fala do escandaloso tema do manual escolar imediatamente antes do início do ano lectivo.
Por mim devia falar-se do assunto todo o ano. Eu falo. Falo num país de surdos.
Além do problema do preço, há a sua qualidade (pedagógica e científica), a sua mudança de 3 em 3 anos, inspiração de maus hábitos (escrever nos manuais, por ex.), etc, etc.
Não seria normal poderem passar duns irmãos para outros?
Não seria normal haver uma bolsa de livros nas escolas para empréstimo?
Não seria possível os livros duma mesma disciplina, não se dividirem em 3 tomos, para o preço triplicar?
Não seria possível os manuais estarem em vigor mais que 3 anos?
Não seria possível não incentivar os alunos a escrever nos manuais? Educando-os a estimar o livro?
Tudo isto é possível num país com o desenvolvimento económico como a Alemanha, não em Portugal!
Com os meus 4 filhos a frequentarem quatro níveis diferentes de ensino, o mês de Setembro apresenta-se sempre como Setembro Negro.
(Felizmente o mais pequeno ainda não precisa de manuais no pré-escolar, apenas de material perecível).
Neste país só se fala do escandaloso tema do manual escolar imediatamente antes do início do ano lectivo.
Por mim devia falar-se do assunto todo o ano. Eu falo. Falo num país de surdos.
Além do problema do preço, há a sua qualidade (pedagógica e científica), a sua mudança de 3 em 3 anos, inspiração de maus hábitos (escrever nos manuais, por ex.), etc, etc.
Não seria normal poderem passar duns irmãos para outros?
Não seria normal haver uma bolsa de livros nas escolas para empréstimo?
Não seria possível os livros duma mesma disciplina, não se dividirem em 3 tomos, para o preço triplicar?
Não seria possível os manuais estarem em vigor mais que 3 anos?
Não seria possível não incentivar os alunos a escrever nos manuais? Educando-os a estimar o livro?
Tudo isto é possível num país com o desenvolvimento económico como a Alemanha, não em Portugal!
Com os meus 4 filhos a frequentarem quatro níveis diferentes de ensino, o mês de Setembro apresenta-se sempre como Setembro Negro.
(Felizmente o mais pequeno ainda não precisa de manuais no pré-escolar, apenas de material perecível).
Política-1
Está a chover. Como prometi, tenho que falar de política!
Numa sondagem publicada hoje, há uma pergunta deveras coisa e tal: com quem eu preferia jantar, Mário Soares ou Cavaco Silva?
Os senhores da empresa de sondagens pensam, que eu não tenho ninguém interessante, com quem ir jantar?
Numa sondagem publicada hoje, há uma pergunta deveras coisa e tal: com quem eu preferia jantar, Mário Soares ou Cavaco Silva?
Os senhores da empresa de sondagens pensam, que eu não tenho ninguém interessante, com quem ir jantar?
06 setembro 2005
Exercício de imaginação
E se isto fosse em Fátima?
Eram pés de peregrinos. Mil pessoas. 1 000 indivíduos a pedir ajuda divina. Ajuda dum ser supremo. A ajuda humana (bushiana) não tem resultado.
Eram pés de peregrinos. Mil pessoas. 1 000 indivíduos a pedir ajuda divina. Ajuda dum ser supremo. A ajuda humana (bushiana) não tem resultado.
Continuação dos T.P.C.
05 setembro 2005
23 agosto 2005
Feira de São Mateus
A Feira de São Mateus deste ano está mais bonita.
Não é bem a feira em si mas o espaço. O local foi todo remodelado (ao abrigo do POLIS) e ficou muito bonito. Todo o espaço envolvente, com a Cava de Viriato ao lado, está digno duma visita. Vale a pena, e os miúdos adoram.
Quanto aos expositores já não posso louvar. Encontram-se barracas de belíssimo artesanato ao lado de barracas com artigos de loja dos 300.
Não habia nexexidade....
22 agosto 2005
09 agosto 2005
Animais
Não, não vou falar de política. Sobre isso falarei, se me apetecer, quando vier a chuva.
Na caixa de comentários apareceu um pedido para escrever sobre o Cantinho de Animais de Viseu.
Creio que se enganaram na porta. A minha posição sobre estes "cantinhos" é diferente da tida como politicamente correcta. Mas como a tasca é minha, aqui coloco o meu pescoço para os fundamentalistas dos apregoados direitos dos animais, se poderem banquetear.
Nasci e passei a infância nas florestas das Terras do Demo, a tratar por tu as raposas e os lobos do Aquilino Ribeiro. Cresci rodeada de animais. Dediquei parte da minha vida profissional a contribuir para que os produtos alimentares de origem animal, sejam melhores e mais baratos.
Entendo a natureza como um SER perfeito, onde tudo e todos têm o seu lugar específico. Onde tudo está interligado. Os animais têm aqui lugar de destaque. Os racionais e os irracionais.
Gosto e sempre gostei dos bichos. Partilharam e partilham a minha vida, a minha família. Neste momento vivem connosco uma gata, dois peixes e um amster. Há um ano atrás havia também uma cadela, com quem convivemos onze anos. Todos os meus gatos e cães foram adoptados. Todos da raça mais nobre - rafeiros puros. Um dia, quando for grande, gostava de adoptar um cão Terra Nova. Um dia, talvez... algum leitor amigo mo ofereça.
Quanto aos cantinhos, reconheço o trabalho meritório, altruísta e desinteressado dos dirigentes, não creio é que resolvam coisa nenhuma.
Quando os animais são abandonados e recolhidos por estes cantinhos, ficam ali à espera de novos donos. Quando estes não aparecem ficam ali até ao fim da vida. Isto resolve o quê? Nada. Os animais estão fechados, em espaços pouco próprios, apáticos, à espera... da morte. Não têm qualquer utilidade. Não têm uma vida digna, apenas vegetam. Eu defendo o seu abate. Não faz sentido alimentar e medicamentar estes animais. é demasiado caro e nada útil.
Já estou a ouvir, em coro de fundo: a ti é que devíamos abater.
Não se preocupem, eu defendo a eutanásia.
Não, eu não gosto de touradas, mas também não gosto de boxe, e não vou fundar nenhuma liga de defesa de boxers.
Não é fácil ter animais no corre-corre do dia a dia. Enquanto pequenos são queriduchos, fofinhos e dão muito trabalho. Eles roem, rabunham, escavam tudo o que os rodeia. E fazem cócó e xixi, todos os dias! Quantos donos de cães conhecem que apanham o dito?
Não se pode ter animais por moda, por ser in, tem que se gostar mesmo deles. Por isso tantos são abandonados. Como resolver? Da mesma maneira que se resolve a sinistralidade nas estradas portuguesas - educação, educação, e mais educação. Até lá, o poder autárquico, com as receitas dos nossos impostos, tem o dever de manter canis municipais e abates dos animais abandonados.
Não é a oferta de um pacote de ração que resolve o problema. Isso não resolve, protela.
Já agora: eu gosto mesmo de bichos. De quatro e de duas patas!
Na caixa de comentários apareceu um pedido para escrever sobre o Cantinho de Animais de Viseu.
Creio que se enganaram na porta. A minha posição sobre estes "cantinhos" é diferente da tida como politicamente correcta. Mas como a tasca é minha, aqui coloco o meu pescoço para os fundamentalistas dos apregoados direitos dos animais, se poderem banquetear.
Nasci e passei a infância nas florestas das Terras do Demo, a tratar por tu as raposas e os lobos do Aquilino Ribeiro. Cresci rodeada de animais. Dediquei parte da minha vida profissional a contribuir para que os produtos alimentares de origem animal, sejam melhores e mais baratos.
Entendo a natureza como um SER perfeito, onde tudo e todos têm o seu lugar específico. Onde tudo está interligado. Os animais têm aqui lugar de destaque. Os racionais e os irracionais.
Gosto e sempre gostei dos bichos. Partilharam e partilham a minha vida, a minha família. Neste momento vivem connosco uma gata, dois peixes e um amster. Há um ano atrás havia também uma cadela, com quem convivemos onze anos. Todos os meus gatos e cães foram adoptados. Todos da raça mais nobre - rafeiros puros. Um dia, quando for grande, gostava de adoptar um cão Terra Nova. Um dia, talvez... algum leitor amigo mo ofereça.
Quanto aos cantinhos, reconheço o trabalho meritório, altruísta e desinteressado dos dirigentes, não creio é que resolvam coisa nenhuma.
Quando os animais são abandonados e recolhidos por estes cantinhos, ficam ali à espera de novos donos. Quando estes não aparecem ficam ali até ao fim da vida. Isto resolve o quê? Nada. Os animais estão fechados, em espaços pouco próprios, apáticos, à espera... da morte. Não têm qualquer utilidade. Não têm uma vida digna, apenas vegetam. Eu defendo o seu abate. Não faz sentido alimentar e medicamentar estes animais. é demasiado caro e nada útil.
Já estou a ouvir, em coro de fundo: a ti é que devíamos abater.
Não se preocupem, eu defendo a eutanásia.
Não, eu não gosto de touradas, mas também não gosto de boxe, e não vou fundar nenhuma liga de defesa de boxers.
Não é fácil ter animais no corre-corre do dia a dia. Enquanto pequenos são queriduchos, fofinhos e dão muito trabalho. Eles roem, rabunham, escavam tudo o que os rodeia. E fazem cócó e xixi, todos os dias! Quantos donos de cães conhecem que apanham o dito?
Não se pode ter animais por moda, por ser in, tem que se gostar mesmo deles. Por isso tantos são abandonados. Como resolver? Da mesma maneira que se resolve a sinistralidade nas estradas portuguesas - educação, educação, e mais educação. Até lá, o poder autárquico, com as receitas dos nossos impostos, tem o dever de manter canis municipais e abates dos animais abandonados.
Não é a oferta de um pacote de ração que resolve o problema. Isso não resolve, protela.
Já agora: eu gosto mesmo de bichos. De quatro e de duas patas!
Disparates da ninhada
O mais pequenito da ninhada (3 aninhos risonhos e mal falados) dirige-se à mamã de fotografia em punho. Apontando os fotografados, vai descrevendo:
- "A mamã, a mana Ma'ta, a Tété, o Ad'é...
- Pois filhote, e atrás está um elefante, isto foi no Jardim Zoológico.
- O bébé Ale' num há...
- O Alex está aqui, na barriga da mamã."
Aponto para a evidente barriga de grávida da foto. Olha para mim espantado, olha para a foto, volto a explicar que ele estava, naquela altura, na minha barriga. Vai-se embora e arruma a foto.
Umas horas depois chega a mana grande. Vai disparado ter com ela, de foto na mão.
"Ma'ta, Ma'ta, Bébé num há, mamã comeu..."
E agora? Como é que eu saio desta?
A comer bébés ao pequeno almoço...
- "A mamã, a mana Ma'ta, a Tété, o Ad'é...
- Pois filhote, e atrás está um elefante, isto foi no Jardim Zoológico.
- O bébé Ale' num há...
- O Alex está aqui, na barriga da mamã."
Aponto para a evidente barriga de grávida da foto. Olha para mim espantado, olha para a foto, volto a explicar que ele estava, naquela altura, na minha barriga. Vai-se embora e arruma a foto.
Umas horas depois chega a mana grande. Vai disparado ter com ela, de foto na mão.
"Ma'ta, Ma'ta, Bébé num há, mamã comeu..."
E agora? Como é que eu saio desta?
A comer bébés ao pequeno almoço...
01 agosto 2005
Madonna
Ao folhear uma revista del corázon deparo-me com uma reportagem sobre a nova vida de Madonna.
Numa foto aparece vaporosamente vestida a dar comida às suas galinhas. (Alguém devia explicar à rapariga que o tamanho do cérebro dos galináceos não distingue alta costura!)
Atrás vislumbra-se a casinha, tipo um T35. Que inveja!!!
Depois com os filhos, lindos. Nas legendas leio que a rapariga agora está muito caseira, dedica-se à família, sai pouco, acabou a crazy girl. Depois uma foto com o marido.
Está tudo explicadinho! Com um marido daqueles não é muito conveniente andar para aí a mostrá-lo. Ele há muito mulherio invejoso...
Com um gato daqueles em casa toda a gente vira gata.... borralheira.
Numa foto aparece vaporosamente vestida a dar comida às suas galinhas. (Alguém devia explicar à rapariga que o tamanho do cérebro dos galináceos não distingue alta costura!)
Atrás vislumbra-se a casinha, tipo um T35. Que inveja!!!
Depois com os filhos, lindos. Nas legendas leio que a rapariga agora está muito caseira, dedica-se à família, sai pouco, acabou a crazy girl. Depois uma foto com o marido.
Está tudo explicadinho! Com um marido daqueles não é muito conveniente andar para aí a mostrá-lo. Ele há muito mulherio invejoso...
Com um gato daqueles em casa toda a gente vira gata.... borralheira.
25 julho 2005
Como eu gostava de escrever assim
A incrível leveza do ser
Lisboa não é uma cidade cosmopolita (e também não o é no sentido cultural, note-se) porque os seus habitantes são todos iguais ou quase todos iguais. A manta de retalhos tem poucas cores e menos variedade: além dos africanos, alguns brasileiros e imigrantes do antigo império soviético, os quais, curiosamente, ficam logo iguais aos portugueses no modo de vestir-se e comportar-se, visto que a pressão social de uma sociedade fechada como a nossa não tolera a excentricidade nem a diferença. (…) Japoneses de cabelo roxo, góticos alemães, senhoras distintas de cabelo louro cinza, cavalheiros de chapéu de chuva e gabardina em Agosto, caribenhos de pele de bronze e cabelo rasta, nórdicos desmaiados com borbulhas, nórdicas de cartaz turístico, americanos desastrados, loiros portadores de sandálias perenes (com peúga), argentinos de tez malte e olho traiçoeiro, brasileiros de amarelo e verde, chineses incompreensíveis, ingleses irrepreensíveis, raparigas de saia curta, rapazes esguedelhados, crianças d olhos pretos, crianças, de olhos azuis, crianças de todas as cores e feitios, e adultos de todos os feitios e cores, foi esta a variedade que vi em Londres e que vejo ainda em qualquer grande capital, deslizando pelos lugares como modelos numa passadeira utópica onde coubessem todos os formatos da humanidade. Em Portugal, e em Lisboa, existe a tolerância dos formatos, mas não a variedade nem a tolerância dos comportamentos. (…) A beleza também nos irrita, e não é pouco. A beleza é um valor espiritual, quer queiramos quer não, mas, ninguém está disposto a admitir tal verdade, porque beleza tem de ser aliada da estupidez, da ambição, da tontice e, afinal de contas, um sinal de menoridade, um sinal de aleijados e, sobretudo, aleijadas. Uma mulher bonita incomoda muita gente, como os elefantes, o que até é compreensível, porque, de um modo geral, se excluirmos as novas gerações de adolescentes bem nutridos, os portugueses, e as portuguesas, não se caracterizam pela grande beleza. Deus fez os italianos e depois guardou o molde bem guardado. A beleza e a inteligência são o supino irritante da pele mesquinha, tenhamos cuidado. Poucas cidades no mundo são tão obcecadas com o sexo como Berlim. Vêem-se vestidos decotados, saltos de dominatrix, decotes arrevesados e trapos com pedaços de metal incorporados. Vêem-se lantejoulas e missangas, tecidos transparentes e joalharia espampanante, saltos-agulha e botas de biqueira, vernizes e indiscrição a rodos. (…) Foi em Berlim que a semente da democracia e dos princípios libertadores dos americanos gerou a sua planta mais vigorosa, uma sociedade culta e tolerante, educada nos valores da universalidade e do cosmopolitismo, sabendo que a negação do Outro gera o gulag e o campo de concentração, o extermínio e a separação, o Muro e a vergonha histórica. Um dia, todas as cidades serão feitas desta maneira. Um dia, Lisboa sairá da sua soturnidade melancólica e descobrirá que existe uma vida para além do nosso preconceito.
Clara Ferreira Alves
Pluma Caprichosa, in Expresso.
(Mais não digo, porque está tudo dito!)
Lisboa não é uma cidade cosmopolita (e também não o é no sentido cultural, note-se) porque os seus habitantes são todos iguais ou quase todos iguais. A manta de retalhos tem poucas cores e menos variedade: além dos africanos, alguns brasileiros e imigrantes do antigo império soviético, os quais, curiosamente, ficam logo iguais aos portugueses no modo de vestir-se e comportar-se, visto que a pressão social de uma sociedade fechada como a nossa não tolera a excentricidade nem a diferença. (…) Japoneses de cabelo roxo, góticos alemães, senhoras distintas de cabelo louro cinza, cavalheiros de chapéu de chuva e gabardina em Agosto, caribenhos de pele de bronze e cabelo rasta, nórdicos desmaiados com borbulhas, nórdicas de cartaz turístico, americanos desastrados, loiros portadores de sandálias perenes (com peúga), argentinos de tez malte e olho traiçoeiro, brasileiros de amarelo e verde, chineses incompreensíveis, ingleses irrepreensíveis, raparigas de saia curta, rapazes esguedelhados, crianças d olhos pretos, crianças, de olhos azuis, crianças de todas as cores e feitios, e adultos de todos os feitios e cores, foi esta a variedade que vi em Londres e que vejo ainda em qualquer grande capital, deslizando pelos lugares como modelos numa passadeira utópica onde coubessem todos os formatos da humanidade. Em Portugal, e em Lisboa, existe a tolerância dos formatos, mas não a variedade nem a tolerância dos comportamentos. (…) A beleza também nos irrita, e não é pouco. A beleza é um valor espiritual, quer queiramos quer não, mas, ninguém está disposto a admitir tal verdade, porque beleza tem de ser aliada da estupidez, da ambição, da tontice e, afinal de contas, um sinal de menoridade, um sinal de aleijados e, sobretudo, aleijadas. Uma mulher bonita incomoda muita gente, como os elefantes, o que até é compreensível, porque, de um modo geral, se excluirmos as novas gerações de adolescentes bem nutridos, os portugueses, e as portuguesas, não se caracterizam pela grande beleza. Deus fez os italianos e depois guardou o molde bem guardado. A beleza e a inteligência são o supino irritante da pele mesquinha, tenhamos cuidado. Poucas cidades no mundo são tão obcecadas com o sexo como Berlim. Vêem-se vestidos decotados, saltos de dominatrix, decotes arrevesados e trapos com pedaços de metal incorporados. Vêem-se lantejoulas e missangas, tecidos transparentes e joalharia espampanante, saltos-agulha e botas de biqueira, vernizes e indiscrição a rodos. (…) Foi em Berlim que a semente da democracia e dos princípios libertadores dos americanos gerou a sua planta mais vigorosa, uma sociedade culta e tolerante, educada nos valores da universalidade e do cosmopolitismo, sabendo que a negação do Outro gera o gulag e o campo de concentração, o extermínio e a separação, o Muro e a vergonha histórica. Um dia, todas as cidades serão feitas desta maneira. Um dia, Lisboa sairá da sua soturnidade melancólica e descobrirá que existe uma vida para além do nosso preconceito.
Clara Ferreira Alves
Pluma Caprichosa, in Expresso.
(Mais não digo, porque está tudo dito!)
22 julho 2005
20 julho 2005
Regresso
O que é bom acaba depressa. Não se regozijem seus invejosos! A esta semana de trabalho segue-se outra de férias.
Na Sexta feira telefonou-me a professora do 2º ano da escola da minha filhota mais pequena, muito alterada, a exigir a entrega imediata da acta da dita reunião. Respondi-lhe que lhe tinha dado a cópia da acta quando ela a assinou. Desligou sem uma palavra de explicação, um obrigado, desculpe ou adeus.
À noite ligou-me o presidente da Associação de Pais a perguntar se podia estar em Viseu na Segunda feira. A inspecção escolar tinha marcado uma audição, no âmbito da queixa contra a professora, apresentada pela encarregada de educação de uma aluna do 2º ano. Compreendi a alteração da senhora.
Como relatei aqui fiquei muito incomodada com o que se passou nessa reunião. Depois de redigir a acta passei-a para ir sendo assinada pelos presentes. Como é habitual nestas situações, demorou bastante a recolher todas as assinaturas. Uma das últimas (um mês depois) foi a mãe da menina epiléptica. Na ocasião perguntei-lhe se os problemas estavam resolvidos com a filha e a professora. A senhora olhou para mim com um olhar triste e disse-me que não. Apesar de nunca mais ter batido nas crianças, tinha passado a humilhá-las. A filha era um dos alvos preferidos, talvez por a mãe e o pai, a terem denunciado tão veementemente na reunião. A criança não estava bem. Nessa semana ia ter uma consulta médica regular de acompanhamento e depois veria se tirava ou não a filha desta escola.
Ofereci-me para a ajudar e dei-lhe o meu número de telefone. Nessa semana telefonou-me. A chorar. Os médicos que acompanham a menina desde os 3 meses, um psicólogo e um neurologista, diagnosticaram-lhe uma depressão. Tinha um relatório médico a comprovar. Queria apresentar queixa contra a professora só que não sabia como e onde. Foi dizendo que só tem a 4ª classe.
Acalmei-a.
No dia seguinte reunimos todos os documentos,relatórios médicos, avaliações, acta da reunião, descrevemos o ano lectivo e enviámos para a Direcção Regional de Educação. E...em 15 dias está cá a inspecção.
O resultado? Segundo a inspectora lá para Setembro.
Na Sexta feira telefonou-me a professora do 2º ano da escola da minha filhota mais pequena, muito alterada, a exigir a entrega imediata da acta da dita reunião. Respondi-lhe que lhe tinha dado a cópia da acta quando ela a assinou. Desligou sem uma palavra de explicação, um obrigado, desculpe ou adeus.
À noite ligou-me o presidente da Associação de Pais a perguntar se podia estar em Viseu na Segunda feira. A inspecção escolar tinha marcado uma audição, no âmbito da queixa contra a professora, apresentada pela encarregada de educação de uma aluna do 2º ano. Compreendi a alteração da senhora.
Como relatei aqui fiquei muito incomodada com o que se passou nessa reunião. Depois de redigir a acta passei-a para ir sendo assinada pelos presentes. Como é habitual nestas situações, demorou bastante a recolher todas as assinaturas. Uma das últimas (um mês depois) foi a mãe da menina epiléptica. Na ocasião perguntei-lhe se os problemas estavam resolvidos com a filha e a professora. A senhora olhou para mim com um olhar triste e disse-me que não. Apesar de nunca mais ter batido nas crianças, tinha passado a humilhá-las. A filha era um dos alvos preferidos, talvez por a mãe e o pai, a terem denunciado tão veementemente na reunião. A criança não estava bem. Nessa semana ia ter uma consulta médica regular de acompanhamento e depois veria se tirava ou não a filha desta escola.
Ofereci-me para a ajudar e dei-lhe o meu número de telefone. Nessa semana telefonou-me. A chorar. Os médicos que acompanham a menina desde os 3 meses, um psicólogo e um neurologista, diagnosticaram-lhe uma depressão. Tinha um relatório médico a comprovar. Queria apresentar queixa contra a professora só que não sabia como e onde. Foi dizendo que só tem a 4ª classe.
Acalmei-a.
No dia seguinte reunimos todos os documentos,relatórios médicos, avaliações, acta da reunião, descrevemos o ano lectivo e enviámos para a Direcção Regional de Educação. E...em 15 dias está cá a inspecção.
O resultado? Segundo a inspectora lá para Setembro.
18 julho 2005
Apontamentos com areia no bikini
Porque o tempo é necessário para outras coisas, deixo apenas duas notas. Notas negativas.
1. Confirmo, apalermada, que o relatório, amplamente divulgado, sobre a obesidade das crianças portuguesas, corresponde à verdade.
Choca-me ver crianças de 8,9,10 anos com dificuldade em movimentar-se tal o grau de obesidade! Onde começa a responsabilidades destes pais?
2. A inconsiência duma parte substancial de portugueses fará parte do nosso código genético?
Eu explico. Todos os dias, por volta das 11h 30m, quando arrasto a ninhada para casa, para a proteger do sol, cruzo-me com famílias inteiras em sentido contrário. Arrastam lancheiras, crianças, guarda sois (às vezes) e abancam na praia na hora da torreira.
Quando regresso, depois do sono bem dormido dos mais pequenos e bom lanche, às 17h, encontro-os novamente em sentido contrário. Regressam torrados, desidratados, as crianças com birras de cair pró lado.
Valha-nos Santa Maria da Agrela. Porquê? Porque não há outra como ela!
1. Confirmo, apalermada, que o relatório, amplamente divulgado, sobre a obesidade das crianças portuguesas, corresponde à verdade.
Choca-me ver crianças de 8,9,10 anos com dificuldade em movimentar-se tal o grau de obesidade! Onde começa a responsabilidades destes pais?
2. A inconsiência duma parte substancial de portugueses fará parte do nosso código genético?
Eu explico. Todos os dias, por volta das 11h 30m, quando arrasto a ninhada para casa, para a proteger do sol, cruzo-me com famílias inteiras em sentido contrário. Arrastam lancheiras, crianças, guarda sois (às vezes) e abancam na praia na hora da torreira.
Quando regresso, depois do sono bem dormido dos mais pequenos e bom lanche, às 17h, encontro-os novamente em sentido contrário. Regressam torrados, desidratados, as crianças com birras de cair pró lado.
Valha-nos Santa Maria da Agrela. Porquê? Porque não há outra como ela!
06 julho 2005
Férias
É bom estar de férias!!!!!!
Não sabiam? Hi,hi,hi...
O tempo está óptimo, a água fresquinha, molhadinha, transparente.
A ninhada está a 3/4. A filhota grande está no Porto a estudar e a fazer exames.
Os outros estão felizes. Os pequenotes não saem da água e já estão com um bronzeado bonito.
O rapaz grande já pescou muitos barbos, bordalos e bogas. Trutas ainda não viu nenhuma. Descobrimos uma receita de isco infalível! Sim, descobrimos no plural. Ele deu umas dicas e eu fabriquei. Inventei. O certo é que nunca antes pescou tanto!
O papá já está... vermelho (torrado). Estes loiros sem pigmentação é no que dá. Nunca se bronzeiam, na melhor das hipóteses vermelham. Ainda bem que os morenos são dominantes. Geneticamente falando, claro. Embora dois filhotes sejam loiros e de pele clara, bronzeiam-se bem.
Eu tenho descansado. Já li um policial e o livro da Gaby Haptmnan (grande porcaria!), fiz um bikini em crochet para a pitotes e elásticos para o cabelo para todo o mulherio.
Ah, já me esquecia, tenho nadado bastante. Fazer de lagarto não é o meu hoby...
Voltarei...
Não sabiam? Hi,hi,hi...
O tempo está óptimo, a água fresquinha, molhadinha, transparente.
A ninhada está a 3/4. A filhota grande está no Porto a estudar e a fazer exames.
Os outros estão felizes. Os pequenotes não saem da água e já estão com um bronzeado bonito.
O rapaz grande já pescou muitos barbos, bordalos e bogas. Trutas ainda não viu nenhuma. Descobrimos uma receita de isco infalível! Sim, descobrimos no plural. Ele deu umas dicas e eu fabriquei. Inventei. O certo é que nunca antes pescou tanto!
O papá já está... vermelho (torrado). Estes loiros sem pigmentação é no que dá. Nunca se bronzeiam, na melhor das hipóteses vermelham. Ainda bem que os morenos são dominantes. Geneticamente falando, claro. Embora dois filhotes sejam loiros e de pele clara, bronzeiam-se bem.
Eu tenho descansado. Já li um policial e o livro da Gaby Haptmnan (grande porcaria!), fiz um bikini em crochet para a pitotes e elásticos para o cabelo para todo o mulherio.
Ah, já me esquecia, tenho nadado bastante. Fazer de lagarto não é o meu hoby...
Voltarei...
01 julho 2005
Mudança de visual
Ontem deu-me para experiências.
A cabeleireira onde costumo cortar o cabelo e fazer a depilação (ui, ai), já várias vezes mo tinha sugerido. Ontem estava cheia de coragem, aceitei.
Comentário do filho grande:
"Até nem te fica mal! Vais de férias disfarçada de cenoura!!!!"
Então vou de férias... sempre que conseguir passo por cá.
Boaaaaass Fééérias per tutti
A cabeleireira onde costumo cortar o cabelo e fazer a depilação (ui, ai), já várias vezes mo tinha sugerido. Ontem estava cheia de coragem, aceitei.
Comentário do filho grande:
"Até nem te fica mal! Vais de férias disfarçada de cenoura!!!!"
Então vou de férias... sempre que conseguir passo por cá.
Boaaaaass Fééérias per tutti
29 junho 2005
FÉRIAS
Para a semana começam as férias.
YUUUPIIIIII
Há que preparar as coisas. Muitos calções, t'shirts, calças de ganga, mini saias (para as filhotas), cd's e...livros.
Não, não ponho a leitura em dia nas férias. Eu leio sempre, a qualquer hora e em qualquer lugar.
Nas férias só leio coisas que realmente me divirtam. Não me imagino a ler "A Montanha Mágica" coberta de bronzeador. Ou a interromper "Eu hei-de amar uma pedra" ao ouvir:"mamã, mamããã, vem ajudar-me a apanhar peixinhos".
Este próximo mês vai ser intercalado com leituras de ficção científica, policiais e coisas potencialmente divertidas.
Aceito sugestões.
Vou só avisando que não gosto de Margarida Rebelo Pinto nem de Paulo Coelho.
Ontem já fui à biblioteca municipal para me abastecer mas, não encontrei grande coisa. Só trouxe umas coisas para a filhota mais pequena e um livro da Gaby Hauptmann. Uma escritora alemã autora daquele livro divertidíssimo "Mulher Procura Homem Impotente para Relacionamento Sério". Este também tem um título deveras sugestivo: "Um amante a mais ainda sabe a pouco".
Quanto a ficção científica não encontrei nada de novo. Amanhão vou à feira do livro.
Policiais ainda tenho que procurar. Mas desses sei que há bastantes na biblioteca.
Já cheira mesmo a férias...
YUUUPIIIIII
Há que preparar as coisas. Muitos calções, t'shirts, calças de ganga, mini saias (para as filhotas), cd's e...livros.
Não, não ponho a leitura em dia nas férias. Eu leio sempre, a qualquer hora e em qualquer lugar.
Nas férias só leio coisas que realmente me divirtam. Não me imagino a ler "A Montanha Mágica" coberta de bronzeador. Ou a interromper "Eu hei-de amar uma pedra" ao ouvir:"mamã, mamããã, vem ajudar-me a apanhar peixinhos".
Este próximo mês vai ser intercalado com leituras de ficção científica, policiais e coisas potencialmente divertidas.
Aceito sugestões.
Vou só avisando que não gosto de Margarida Rebelo Pinto nem de Paulo Coelho.
Ontem já fui à biblioteca municipal para me abastecer mas, não encontrei grande coisa. Só trouxe umas coisas para a filhota mais pequena e um livro da Gaby Hauptmann. Uma escritora alemã autora daquele livro divertidíssimo "Mulher Procura Homem Impotente para Relacionamento Sério". Este também tem um título deveras sugestivo: "Um amante a mais ainda sabe a pouco".
Quanto a ficção científica não encontrei nada de novo. Amanhão vou à feira do livro.
Policiais ainda tenho que procurar. Mas desses sei que há bastantes na biblioteca.
Já cheira mesmo a férias...
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