15 junho 2005

Quem sai aos seus...

Os filhotes grandes, adolescentes quase adultos, estão na fase da independência.
De conquistar a sua, afirmar-se.
Os pais que aguentem!
No fim de semana prolongado, do feriado do Corpo de Deus, tinhamos programado ir
a Santiago de Compostela. Na semana anterior a filhota grande anunciou que ia ao
Super Rock Super Bock com o namorado.
"Ó menina, nós tínhamos combinado ir a Espanha.
O H. comprou os bilhetes e, por nada do mundo, vou perder os Prodigy."
Não fomos a Santiago. No fim de semana passado não "pode" ir connosco,
para a casa de férias,porque tinha muito que estudar e de ir a uns anos com o namorado...


Que pena os meus pais não estarem cá, para poderem saborear a pequena vingança...


Aos dezanove anos?
Também passei por Genebra...

14 junho 2005

T.P.C. da prof. Anna^

A minha querida amiga Aninhas tinha que me pregar uma partida. Vamos lá então a isso...

A minha relação com a música é uma relação de porque sim. Já alguém me disse que eu sou musicalmente surda...Não distingo uma nota. Quando eu canto algo, (sim porque EU canto, embora os outros achem que não)toda a gente me manda calar. Até a gata me olha de lado...Mas eu gosto de música. Muito. Particularmente de música clássica, Vivaldi (As 4 Estações levam-me ao sétimo céu), Smetana (Má Vlast), Dvorak, e deliro com jazz. Porquê? Porque sim. Gosto dos improvisos do jazz. Correspondendo à minha surdez musical não sou entendida.

1-Tamanho Total dos arquivos no computador (apenas da música):

*Não faço a mínima...para isso tenha a equipa de escravos...

2-Último disco que comprei:

Já não compro, os escravos sacam...
Mas, na última passagem por Praga, assisti a um concerto de jazz e gostei tanto
que comprei o cd deles

Solitude - Eva Emingerová

3-Canção que estou a escutar agora:

Paco de Lucia - umas guitarradas( não sei como se chama e não me vais obrigar a ir espreitar).

4- 5 canções que oiço frequentemente ou que têm algum significado especial para mim:

Quatro Estações de Vivaldi, em particular a Primavera

Pink Floyd - tudo

Ella Fitzgerald - tudo o que apareça

Duke Ellington - idem

Chico Buarque - Cálice (porque sim)

5-Lanço o testemunho a 5 bloggers:

Não lanço. Quem quiser que se sirva.

13 junho 2005

Hoje estou triste

duplamente.

Até sempre Álvaro.

Obrigada Eugénio.

09 junho 2005

Vou descansar

digo eu sempre que vamos para a casa de férias.
Nunca é verdade, mas sempre é um trabalho diferente.

Temos uma casa velha, em Fráguas, uma aldeia lindíssima
a desaguar no rio Paiva, a seis quilómetros da sua nascente,
considerado o rio mais limpo da Europa.
Tem praia fluvial, trutas e robalos, freixos,carvalhos e castanheiros frondosos.
As paisagens são de arrasar.

Então qual é o problema? É preciso limpar a casa, cozinhar, levar a comida toda,
porque lá não há nem uma mercearia...

Eu adoro na mesma!!!

Bom fim de semana. Portem-se mal! Eu vou tentar.

08 junho 2005

Museu Grão Vasco

O Museu Grão Vasco é um ex libris de Viseu.
Situado junto à Sé, recentemente reconstruído com um belíssimo
projecto do arquitecto Souto Moura, guarda e expõe, entre muitas outras,
as famosas obras de Vasco Fernandes, o célebre Grão vasco.

Há oito anos atrás eu tinha vergonha de mostrar este nosso
museu aos amigos que me visitavam. Não tinha a apresentação
dum museu, era mais um depositário de obras de arte. A iluminação era péssima,
a organização da colecção idem, as funcionárias faziam crochet sentadas
nas cadeiras. Os visitantes eram poucos.

Nestes últimos sete anos Dalila Rodrigues, uma conterrânea
e a directora então escolhida, imprimiu-lhe uma dinâmica nova,
desempoeirada, trouxe exposições, organizou festas, encheu o
museu de gente. Agora foi fazer isto mesmo para Lisboa, para o Museu de
Arte Antiga. Tenho a certeza que fará um óptimo trabalho,
e desejo-lhe, desde já, muitos êxitos.

No dia 2 de Maio assumiu funções a nova directora do Museu. Creio que deve ter
batido algum record, pois em tão pouco tempo, já conseguiu causar mais
polémica que Dalila conseguiu em sete anos. Ana Paula Abrantes cancelou
todas as intervenções e exposições organizadas pela direcção cessante para
o Dia Nacional do Museus, a realizar a 14 de Maio. A explicação que deu
é de bradar aos céus. Afirmou que, em início de funções, não queria chocar os visienses.
Ó minha senhora, não sei como é em Aveiro, de onde vem como
professora duma escola do ensino básico, mas aqui, as pessoas
não se chocam com essa facilidade! Chocam-se sim,
com acções de censura gratuita desta natureza.

Quando reabriu o Teatro Viriato e a Companhia Paulo Ribeiro assumiu a sua
programação e ser companhia residente, uma amiga minha que foi comigo a
um espectáculo de dança, disse-me que o espectáculo era muito bom,
mas não iria ter saída em Viseu.
Depois destes anos continuamos a ter a Companhia Paulo Ribeiro
sempre com os espetáculos esgotados com grande antecedência,
bem como toda a programação do Teatro. Infelizmente já não temos o Paulo Ribeiro
permanentemente por ter assumido a direcção do Ballet Gulbenkian.

Drª Ana Abrantes não é, como disse a um jornal local, a querer atrair a terceira idade ao Museu, que dinamiza a cultura, que leva espectadores ao museu.
É com exposições de qualidade. Com dinamismo.

Somos beirões mas não somos parvos.
Vivemos aqui porque gostamos desta qualidade de vida.
Desta qualidade faz parte a cultura. A cultura apresentada no Teatro Viriato,
no Teatro ACERT de Tondela, no Museu Grão Vasco nos últimos sete anos.

Não nos estrague isto minha senhora!!!!

07 junho 2005

Avestruz

Abasteço-me de legumes frescos numa pequena quinta junto a Viseu.
Ontem, Segunda feira, a despensa estava vazia.
Ao fim da tarde deixo os piquenos entregues, meto-me no carro,
rádio na RFM e aí vou eu a cantar os hits do momento (é preciso
aproveitar quando não está ninguém por perto para me mandar calar).
A distância é curta. Faço a penúltima curva a berrar a última da Adriana
Calcanhoto e...que raio...travões a fundo...páro o carro.
Não consigo acreditar no que vejo. À minha frente, mais concretamente à frente
do carro, tenho um animal enorme, com ar de quem saiu agora mesmo do jurássico.
Uma avestruz. O bicho dá duas voltas e atravessa a estrada.
Eu, entre o assustada e espantada, acabo a viagem ao virar da curva.

Na quinta riem-se da minha aventura. Contam-me que um senhor que tem ali um terreno
"pôs" lá quatro avestruzes. E andam assim, à solta? Pergunto.
Não, colocou uma rede à volta do terreno, mas como não é muito
alta elas às vezes fogem.

Ao jantar conto a peripécia à família. Comentário do filhote mais velho.
"Ias com o Land Rover?
Sim, porquê?
Não tás a ver? O nosso jipe é um Land Rover Discover...
?!?!
A avestruz pensou que vinha o Discover Channel filmá-la..."

Piadas à parte, qual será o objectivo deste indivíduo? Criar avestruzes
num campo de mato de tojo, giesta e urze? Para bifes?

06 junho 2005

Qual é a probabilidade de eu poder chocar com uma avestruz em Viseu?

Infantário

O meu filhote mais pequeno devia ir para o Infantário
no próximo ano lectivo. Fez três anos.
Quando tivemos a primeira filhota (meu deus, já lá vão 19 anos!), decidimos que os nossos
filhos ficariam em casa até aos três anos. Achamos que estes
primeiros anos são cruciais no desenvolvimento e, por isso,
necessitam de um acompanhamento individualizado.
A este princípio adaptámos a nossa vida profissional e pessoal.
Inclusivamente o número de filhos. (Sim, queríamos ter mais...)
Mas voltando ao princípio. O Alex fez 3 anos e é preciso arranjar Infantário.
Com os outros foi fácil. Visitámos uns quantos e escolhemos o que mais gostámos.
Estava convencida que agora ia ser igual. Não está a ser.
Os infantários estão cheios. Os públicos e os privados.
Parece que Viseu está a ficar mais jovem...
Eu queria que ele frequentasse o mesmo que frequentou a Teresa.
É excelente, público, e tem uma educadora excepcional.
Uma daquelas profissionais que se encontram uma num milhão! Tem 12 vagas e, neste
momento, 20 crianças em lista de espera...

Os outros que visitei deixaram-me apreensiva. Uns têm instalações fracas, outros não têm recreios, pessoal pouco simpático, poucas vagas, etc.
Num deles, privado, foi-me dito que estão cheios mas que há sempre lugar para mais um.
Para o meu filho não!

03 junho 2005

Upsss

Agora podia dar a desculpa de que queria testar os amigos.
Sim, claro, aqui a rapariga queria saber se realmente me leêm.
Mas não é verdade...Eu sou apenas distraída. A campeã do
clube dos distraídos a norte do Mondego.
Eu escrevinhei um post mas, pelos vistos, apaguei-o e copiei este...


Obrigada amigos, por me aturarem!!!

02 junho 2005

Nomes

“Mãiii!
Sim filhota.
Já és avó! Olha os teus netos!
?!?!
Vês? São trigémeos.
Três?! E como se chamam?
Luís, Ana e Doremi”

Este diálogo levou-me à questão dos nomes.
A escolha dos nomes dos filhos numa família com duas nacionalidades é complicada.
Nós, optámos por escolher nomes que fossem iguais nas duas línguas.
Assim os avós e tios não teriam problemas na pronúncia . Mas não foi nada fácil.
Os nomes que mais gostávamos eram completamente diferentes, na escrita e na pronúncia.
Descobrimos que os nomes mais comuns, (António, Luís, José, Ana, Miguel, etc) são completamente diferentes na forma escrita e, pior ainda, nos diminutivos.
Por exemplo, Luís e Ana eram nomes da minha eleição, até escolher o pai dos meus filhos.
(Ou terá sido ao contrário?)

E agora? Como será com os netos?
Espero que ainda esteja longe o dia...

01 junho 2005

Não?!

O Não (rotundo) francês à constituição europeia, afinal trouxe coisas boas.
O novo Primeiro Ministro francês, Villepen, é um homem bonito!
O que é que isso nos interessa, dirão vocês. É capaz de não
interessar muito mas, sempre é agradável ao olho, na hora do Telejornal.
Digam lá meninas, se não apetece logo aumentar o som, quando aparece
o Zapatero, esse muchacho muy guapo porsupuesto?!

Vamos ter mais mulheres a ver as notícias?

31 maio 2005

Dia Não

Lei da Eva

Quando alguma coisa pode correr mal, correrá pior.


(Qualquer coincidência com a lei do Murphy é imaginação vossa.)

28 maio 2005

Intolerância - parte 2

A irritação foi-me passando, à medida que fui tratando
dos assuntos em questão. Banco, Segurança Social, EDP, Correios.
Havia filas em todos os balcões, mas não eram muito grandes.
Quando cheguei aos Correios (ou será CTT?) já me tinha passado
a neura. Estavam quatro pessoas à minha frente.
Os segundos da fila eram dois homens de meia idade, nitidamente eslavos.
Altos, loiros, maçãs do rosto salientes, olhos claros.
Quando chegou a vez deles, expressaram-se num português fluente, de pronúncia carregada.
Tiraram os passaportes. Eram búlgaros a enviar dinheiro, provavelmente ganho nas
obras, para as suas famílias. Colocaram as notas no balcão, deram direcções, pagaram. Despediram-se com um boa tarde e obrigado simpáticos, dirigidos à funcionária.
A rapariga, nos 25-30 anos, não respondeu e chamou o número seguinte.
A senhora à minha frente encosta-se ao balcão com um maço de envelopes para enviar.
A funcionária comenta em voz alta, dirigindo-se a todos, e a ninguém:
"Tanto português desempregado e vêm estes tirarem-nos os empregos!"
Ninguém faz comentários. Nem funcionárias, nem clientes.
Chega a minha vez, entregos os envelopes e os resgistos. Enquanto aguardo, observo
a rapariga. Jovem, ar de enfado, nome na lapela. MELLANIE COSTA. Nome tipicamente português.
Português de França, da Suiça, Luxemburgo, ou Bélgica. Países para onde milhares de beirões
emigraram nas últimas quatro décadas, à procura de trabalho. De uma vida melhor.
Países onde foram recebidos umas vezes mal, outras melhor. País onde, provavelmente,
esta candidata a xenéfoba nasceu.



O que se passa com este país à beira mar "prantado"?
De onde vem esta intolerância ao diferente?
Não se tolera quem tem mais de dois filhos. Critica-se quem não tem nenhum.
Apontam-se a dedo os negros, os russos, os chineses, porque nos tiram trabalho.
Será trabalho? Ou empregos?

Irrrra!
Merecemos a %&# de país que temos! Os políticos que temos!
O buraco em que estamos!

Onde é que eu posso pedir asilo político?

Intolerância - parte 1

Tarde de Sexta-feira. Hora de ir, a correr, à Loja do Cidadão
tratar de assuntos urgentes antes do fim de semana.
Uma volta, duas voltas, finalmente um buraco para estacionar.
Saio e, em passo apressado, dirijo-me à Loja. Ouço o meu nome.
Uma colega que não vejo há anos. Tantos que nem sabia que tenho mais de dois filhos.

Como estás, então a tua M. entrou na universidade?
Sim, e teu entra este ano?
Sim, sabes como é, ainda faltam os exames.E o teu A.?
Está no 11º ano, e a T. já entrou para a 1ª classe.
Tu tens mais um filho?
Não, tenho mais dois, e até tive três.
Tu és doida!!! Casaste outra vez?
Não, o marido é o mesmo.
Viraste-te para a religião?
Não, continuo ateia.
Mas tu és doida! Um acidente ainda vá, agora dois?!

A mostarda subiu-me ao nariz, daquelas picantes, de Dijon.
Levantando ligeiramente a voz, expliquei-lhe que nenhum dos meus cinco filhos
nasceram por acidente. Conheço, e utilizo, médotos contraceptivos. Foram todos
planeados, programados e feitos com muita vontade e gozo.
Mesmo assim foi insistindo. Mas porquê, tu és doida?!
Pois sou. Alguém tem que contribuir para a natalidade. Já pensaste que
se todos tiverem um filho, como tu e a tua irmã, não haverá quem trabalhe
para pagar as nossas reformas?
Adeusinho, estou com pressa.

27 maio 2005

Nomes

“Mãiii!
Sim filhota.
Já és avó! Olha os teus netos!
?!?!
Vês? São trigémeos.
Três?! E como se chamam?
Luís, Ana e Doremi”

Este diálogo levou-me à questão dos nomes.
A escolha dos nomes dos filhos numa família com duas nacionalidades é complicada.
Nós, optámos por escolher nomes que fossem iguais nas duas línguas.
Assim os avós e tios não teriam problemas na pronúncia . Mas não foi nada fácil.
Os nomes que mais gostávamos eram completamente diferentes, na escrita e na pronúncia.
Descobrimos que os nomes mais comuns, (António, Luís, José, Ana, Miguel, etc) são completamente diferentes na forma escrita e, pior ainda, nos diminutivos.
Por exemplo, Luís e Ana eram nomes da minha eleição, até escolher o pai dos meus filhos.
(Ou terá sido ao contrário?)

E agora? Como será com os netos?
Espero que ainda esteja longe o dia...

25 maio 2005

O Inferno

Esta é a resposta dada por um estudante duma universidade de Washington, num teste de química de nível médio.

Pergunta: "O Inferno é exotérmico (liberta calor) ou endotérmico (absorbe calor)?

A maioria dos estudantes deram as suas respostas com base na Lei de Boyle - um gás arrefece quando se expande, e aquece sob pressão. Um estudante obteve a pontuação máxima com a seguinte resposta:
Em primeiro lugar temos que saber se a massa do Inferno se altera em função do tempo. Precisamos portanto de saber a proporção de entradas e saídas de almas do Inferno. Creio podermos partir do princício que as almas que chegam ao Inferno já não saem.

Para fazermos uma ideia da quantidade de almas que chegam ao Inferno, debrucemo-nos sobre os pontos de vista das religiões existentes hoje em dia.
A maioria delas afirma que quem não for seu membro vai para o Inferno. A partir do momento em que existe mais do que uma religião, e as pessoas não pertencem a mais do que uma igreja, chegamos à conclusão de que todas as almas vão para o Inferno.

Com base na relação entre a natalidade e a mortalidade, podemos afirmar que o número de almas no Inferno cresce exponencialmente. Agora analisemos a proporção de variação de volume do Inferno. Segundo a Lei de Boyle, para se manter a mesma pressão e temperatura, o volume tem que crescer proporcionalmente com o número de almas admitidas.

Isto dá-nos duas possibilidades:
1) Se o volume do Inferno aumentar mais lentamente em relação ao número crescente de almas, a temperatura e a pressão aumentam, logo o Inferno explode.

2) Se o volume do Inferno crescer mais rápido que o número de almas, a temperatura e a pressão diminuem e o Inferno congela.

Qual é a resposta verdadeira?
Ambas apontam para extinção do Inferno, o que prova a existência do Céu.


Nota: a tradução é minha, livre, logo é possível a existência de calinadas de Física (e não só)

Ontem fui ao cinema

Ver "A Guerra das estrelas", pois então.

Muitos efeitos especiais. Estória pobrezinha.
Os jedis a lutarem sobre a lava é "verdadeiramente"
de cair pro lado. O Lucas imagina qual é o calor que
a lava liberta???

Sair, a dois, com o maridão, ainda sabe bem, 21 anos depois!

23 maio 2005

Pedagogia ou agressão

Faço parte da Direcção da Associação de Pais da Escola Primária (1º ciclo)
que a minha filhota mais pequena frequenta.
Na semana passada foi-nos entregue uma carta, assinada por alguns pais de alunos do 2º ano,
a solicitar uma reunião de pais dessa turma com a respectiva professora, com a nossa presença e da Coordenadora da escola. Pediam urgência visto duas crianças já se recusarem a ir à escola por se sentirem marginalizadas e agredidas pela professora.
Ficámos preocupados e pedimos à Coordenadora da escola a convocação rápida da reunião, bem como a presença do Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas.
A reunião foi Sexta-feira à noite. Estiveram presentes 11 pais dos 12 alunos da turma, todas as professoras da escola, o Presidente do Conselho Executivo e a Direcção da Associação de Pais.
A mim calhou-me em sorte fazer a acta da reunião.
O que ouvi deixou-me, muitas vezes, de caneta perplexa.
Os pais das 2 crianças que não querem ir à escola, começaram por dizer, que quando eles andaram na escola, também levaram reguadas e não lhes fez mal nenhum. Mas, que esta professora dá pontapés, bofetadas e com uma vara nas crianças.
Os pais de outra menina "agredida", doente epiléptica, descreveram que quando a filha fica sonolenta, devido à medicação, a professora abana-a violentamente, dá-lhe bofetadas e põe-lhe água fria na cara.
A professora disse que era tudo mentira. O problema é que estas 3 crianças são preguiçosas
e muito mimadas. É verdade que lhe passa as mãos pela cara, mas é na brincadeira. São gestos de carinho.
Os pais das outras 8 crianças da turma foram dizendo que os miúdos nestas idades (7/8 anos) são dificilmente controláveis e, portanto, natural que a professora adopte medidas adequadas. Que os filhos gostam da professora e aprendem bem. Foram todos frisando que, também eles, levaram bofetadas na Escola Primária e não lhes fez mal nenhum.
Todas as professoras da escola defenderam acaloradamente a colega e criticaram os pais por terem convocado a reunião com elementos estranhos à turma.
No final 2 mães das crianças em causa choravam.
Eu tenho um amargo na boca desde Sexta-feira. Cobardemente calei-me e limitei-me a tirar apontamentos para a acta.

19 maio 2005

Lengalenga

Como prenda de anos, aqui fica a tua lengalenga favorita.
Ao ritmo dela adormeceste noites a fio.

Houpy, houpy
Kočka snědla kroupy
a koťata jáhly
po péci
se táhly.

Skákal pes přes oves,
přes zelenou louku,
šel za ním myslivec,
péro na klobouku.

Šel zajíček brázdou,
měl kapsičku prázdnou,
potkala ho Káča,
dala mu koláča.

(lengalenga checa da região da Morávia. Fala de gatos, cães e coelhos)

18 maio 2005

Sete anos de ti

Parabéns Teresa.
Há sete anos fizeste-me mãe, pela terceira vez.
Queríamos muito que viesses, um dia. O dia igual ao do pai,
o mês original. Tinhas que nascer na Primavera, porque tu és
a personificação da vida. Tudo à tua volta revive, mexe, altera-se.
Deste dia recordo a cara do pai, feliz, de lágrimas nos olhos, quando
te pegou a primeira vez.
Dos teus irmãos emocionados, a discutir quem pegava em ti. Da composição,
que o André fez no dia seguinte, onde escrevia que este tinha
sido o dia mais feliz da vida dele.
Da minha comoção, de te mostrar o mundo pela janela.
Eras tão bonita. A nossa princesa Teresa.
Estes anos contigo têm sido uma aventura deliciosa.
Contigo entrou uma força da natureza na nossa vida.
Tudo queres ver, tudo queres saber.
Nós caímos de cansaço, tu queres aprender sempre mais.
Quando dizem que és parecida comigo, eu babo-me.

Parabéns minha Princesa