Abasteço-me de legumes frescos numa pequena quinta junto a Viseu.
Ontem, Segunda feira, a despensa estava vazia.
Ao fim da tarde deixo os piquenos entregues, meto-me no carro,
rádio na RFM e aí vou eu a cantar os hits do momento (é preciso
aproveitar quando não está ninguém por perto para me mandar calar).
A distância é curta. Faço a penúltima curva a berrar a última da Adriana
Calcanhoto e...que raio...travões a fundo...páro o carro.
Não consigo acreditar no que vejo. À minha frente, mais concretamente à frente
do carro, tenho um animal enorme, com ar de quem saiu agora mesmo do jurássico.
Uma avestruz. O bicho dá duas voltas e atravessa a estrada.
Eu, entre o assustada e espantada, acabo a viagem ao virar da curva.
Na quinta riem-se da minha aventura. Contam-me que um senhor que tem ali um terreno
"pôs" lá quatro avestruzes. E andam assim, à solta? Pergunto.
Não, colocou uma rede à volta do terreno, mas como não é muito
alta elas às vezes fogem.
Ao jantar conto a peripécia à família. Comentário do filhote mais velho.
"Ias com o Land Rover?
Sim, porquê?
Não tás a ver? O nosso jipe é um Land Rover Discover...
?!?!
A avestruz pensou que vinha o Discover Channel filmá-la..."
Piadas à parte, qual será o objectivo deste indivíduo? Criar avestruzes
num campo de mato de tojo, giesta e urze? Para bifes?
07 junho 2005
06 junho 2005
Infantário
O meu filhote mais pequeno devia ir para o Infantário
no próximo ano lectivo. Fez três anos.
Quando tivemos a primeira filhota (meu deus, já lá vão 19 anos!), decidimos que os nossos
filhos ficariam em casa até aos três anos. Achamos que estes
primeiros anos são cruciais no desenvolvimento e, por isso,
necessitam de um acompanhamento individualizado.
A este princípio adaptámos a nossa vida profissional e pessoal.
Inclusivamente o número de filhos. (Sim, queríamos ter mais...)
Mas voltando ao princípio. O Alex fez 3 anos e é preciso arranjar Infantário.
Com os outros foi fácil. Visitámos uns quantos e escolhemos o que mais gostámos.
Estava convencida que agora ia ser igual. Não está a ser.
Os infantários estão cheios. Os públicos e os privados.
Parece que Viseu está a ficar mais jovem...
Eu queria que ele frequentasse o mesmo que frequentou a Teresa.
É excelente, público, e tem uma educadora excepcional.
Uma daquelas profissionais que se encontram uma num milhão! Tem 12 vagas e, neste
momento, 20 crianças em lista de espera...
Os outros que visitei deixaram-me apreensiva. Uns têm instalações fracas, outros não têm recreios, pessoal pouco simpático, poucas vagas, etc.
Num deles, privado, foi-me dito que estão cheios mas que há sempre lugar para mais um.
Para o meu filho não!
no próximo ano lectivo. Fez três anos.
Quando tivemos a primeira filhota (meu deus, já lá vão 19 anos!), decidimos que os nossos
filhos ficariam em casa até aos três anos. Achamos que estes
primeiros anos são cruciais no desenvolvimento e, por isso,
necessitam de um acompanhamento individualizado.
A este princípio adaptámos a nossa vida profissional e pessoal.
Inclusivamente o número de filhos. (Sim, queríamos ter mais...)
Mas voltando ao princípio. O Alex fez 3 anos e é preciso arranjar Infantário.
Com os outros foi fácil. Visitámos uns quantos e escolhemos o que mais gostámos.
Estava convencida que agora ia ser igual. Não está a ser.
Os infantários estão cheios. Os públicos e os privados.
Parece que Viseu está a ficar mais jovem...
Eu queria que ele frequentasse o mesmo que frequentou a Teresa.
É excelente, público, e tem uma educadora excepcional.
Uma daquelas profissionais que se encontram uma num milhão! Tem 12 vagas e, neste
momento, 20 crianças em lista de espera...
Os outros que visitei deixaram-me apreensiva. Uns têm instalações fracas, outros não têm recreios, pessoal pouco simpático, poucas vagas, etc.
Num deles, privado, foi-me dito que estão cheios mas que há sempre lugar para mais um.
Para o meu filho não!
03 junho 2005
Upsss
Agora podia dar a desculpa de que queria testar os amigos.
Sim, claro, aqui a rapariga queria saber se realmente me leêm.
Mas não é verdade...Eu sou apenas distraída. A campeã do
clube dos distraídos a norte do Mondego.
Eu escrevinhei um post mas, pelos vistos, apaguei-o e copiei este...
Obrigada amigos, por me aturarem!!!
Sim, claro, aqui a rapariga queria saber se realmente me leêm.
Mas não é verdade...Eu sou apenas distraída. A campeã do
clube dos distraídos a norte do Mondego.
Eu escrevinhei um post mas, pelos vistos, apaguei-o e copiei este...
Obrigada amigos, por me aturarem!!!
02 junho 2005
Nomes
“Mãiii!
Sim filhota.
Já és avó! Olha os teus netos!
?!?!
Vês? São trigémeos.
Três?! E como se chamam?
Luís, Ana e Doremi”
Este diálogo levou-me à questão dos nomes.
A escolha dos nomes dos filhos numa família com duas nacionalidades é complicada.
Nós, optámos por escolher nomes que fossem iguais nas duas línguas.
Assim os avós e tios não teriam problemas na pronúncia . Mas não foi nada fácil.
Os nomes que mais gostávamos eram completamente diferentes, na escrita e na pronúncia.
Descobrimos que os nomes mais comuns, (António, Luís, José, Ana, Miguel, etc) são completamente diferentes na forma escrita e, pior ainda, nos diminutivos.
Por exemplo, Luís e Ana eram nomes da minha eleição, até escolher o pai dos meus filhos.
(Ou terá sido ao contrário?)
E agora? Como será com os netos?
Espero que ainda esteja longe o dia...
Sim filhota.
Já és avó! Olha os teus netos!
?!?!
Vês? São trigémeos.
Três?! E como se chamam?
Luís, Ana e Doremi”
Este diálogo levou-me à questão dos nomes.
A escolha dos nomes dos filhos numa família com duas nacionalidades é complicada.
Nós, optámos por escolher nomes que fossem iguais nas duas línguas.
Assim os avós e tios não teriam problemas na pronúncia . Mas não foi nada fácil.
Os nomes que mais gostávamos eram completamente diferentes, na escrita e na pronúncia.
Descobrimos que os nomes mais comuns, (António, Luís, José, Ana, Miguel, etc) são completamente diferentes na forma escrita e, pior ainda, nos diminutivos.
Por exemplo, Luís e Ana eram nomes da minha eleição, até escolher o pai dos meus filhos.
(Ou terá sido ao contrário?)
E agora? Como será com os netos?
Espero que ainda esteja longe o dia...
01 junho 2005
Não?!
O Não (rotundo) francês à constituição europeia, afinal trouxe coisas boas.
O novo Primeiro Ministro francês, Villepen, é um homem bonito!
O que é que isso nos interessa, dirão vocês. É capaz de não
interessar muito mas, sempre é agradável ao olho, na hora do Telejornal.
Digam lá meninas, se não apetece logo aumentar o som, quando aparece
o Zapatero, esse muchacho muy guapo porsupuesto?!
Vamos ter mais mulheres a ver as notícias?
O novo Primeiro Ministro francês, Villepen, é um homem bonito!
O que é que isso nos interessa, dirão vocês. É capaz de não
interessar muito mas, sempre é agradável ao olho, na hora do Telejornal.
Digam lá meninas, se não apetece logo aumentar o som, quando aparece
o Zapatero, esse muchacho muy guapo porsupuesto?!
Vamos ter mais mulheres a ver as notícias?
31 maio 2005
Dia Não
Lei da Eva
Quando alguma coisa pode correr mal, correrá pior.
(Qualquer coincidência com a lei do Murphy é imaginação vossa.)
Quando alguma coisa pode correr mal, correrá pior.
(Qualquer coincidência com a lei do Murphy é imaginação vossa.)
28 maio 2005
Intolerância - parte 2
A irritação foi-me passando, à medida que fui tratando
dos assuntos em questão. Banco, Segurança Social, EDP, Correios.
Havia filas em todos os balcões, mas não eram muito grandes.
Quando cheguei aos Correios (ou será CTT?) já me tinha passado
a neura. Estavam quatro pessoas à minha frente.
Os segundos da fila eram dois homens de meia idade, nitidamente eslavos.
Altos, loiros, maçãs do rosto salientes, olhos claros.
Quando chegou a vez deles, expressaram-se num português fluente, de pronúncia carregada.
Tiraram os passaportes. Eram búlgaros a enviar dinheiro, provavelmente ganho nas
obras, para as suas famílias. Colocaram as notas no balcão, deram direcções, pagaram. Despediram-se com um boa tarde e obrigado simpáticos, dirigidos à funcionária.
A rapariga, nos 25-30 anos, não respondeu e chamou o número seguinte.
A senhora à minha frente encosta-se ao balcão com um maço de envelopes para enviar.
A funcionária comenta em voz alta, dirigindo-se a todos, e a ninguém:
"Tanto português desempregado e vêm estes tirarem-nos os empregos!"
Ninguém faz comentários. Nem funcionárias, nem clientes.
Chega a minha vez, entregos os envelopes e os resgistos. Enquanto aguardo, observo
a rapariga. Jovem, ar de enfado, nome na lapela. MELLANIE COSTA. Nome tipicamente português.
Português de França, da Suiça, Luxemburgo, ou Bélgica. Países para onde milhares de beirões
emigraram nas últimas quatro décadas, à procura de trabalho. De uma vida melhor.
Países onde foram recebidos umas vezes mal, outras melhor. País onde, provavelmente,
esta candidata a xenéfoba nasceu.
O que se passa com este país à beira mar "prantado"?
De onde vem esta intolerância ao diferente?
Não se tolera quem tem mais de dois filhos. Critica-se quem não tem nenhum.
Apontam-se a dedo os negros, os russos, os chineses, porque nos tiram trabalho.
Será trabalho? Ou empregos?
Irrrra!
Merecemos a % de país que temos! Os políticos que temos!
O buraco em que estamos!
Onde é que eu posso pedir asilo político?
dos assuntos em questão. Banco, Segurança Social, EDP, Correios.
Havia filas em todos os balcões, mas não eram muito grandes.
Quando cheguei aos Correios (ou será CTT?) já me tinha passado
a neura. Estavam quatro pessoas à minha frente.
Os segundos da fila eram dois homens de meia idade, nitidamente eslavos.
Altos, loiros, maçãs do rosto salientes, olhos claros.
Quando chegou a vez deles, expressaram-se num português fluente, de pronúncia carregada.
Tiraram os passaportes. Eram búlgaros a enviar dinheiro, provavelmente ganho nas
obras, para as suas famílias. Colocaram as notas no balcão, deram direcções, pagaram. Despediram-se com um boa tarde e obrigado simpáticos, dirigidos à funcionária.
A rapariga, nos 25-30 anos, não respondeu e chamou o número seguinte.
A senhora à minha frente encosta-se ao balcão com um maço de envelopes para enviar.
A funcionária comenta em voz alta, dirigindo-se a todos, e a ninguém:
"Tanto português desempregado e vêm estes tirarem-nos os empregos!"
Ninguém faz comentários. Nem funcionárias, nem clientes.
Chega a minha vez, entregos os envelopes e os resgistos. Enquanto aguardo, observo
a rapariga. Jovem, ar de enfado, nome na lapela. MELLANIE COSTA. Nome tipicamente português.
Português de França, da Suiça, Luxemburgo, ou Bélgica. Países para onde milhares de beirões
emigraram nas últimas quatro décadas, à procura de trabalho. De uma vida melhor.
Países onde foram recebidos umas vezes mal, outras melhor. País onde, provavelmente,
esta candidata a xenéfoba nasceu.
O que se passa com este país à beira mar "prantado"?
De onde vem esta intolerância ao diferente?
Não se tolera quem tem mais de dois filhos. Critica-se quem não tem nenhum.
Apontam-se a dedo os negros, os russos, os chineses, porque nos tiram trabalho.
Será trabalho? Ou empregos?
Irrrra!
Merecemos a % de país que temos! Os políticos que temos!
O buraco em que estamos!
Onde é que eu posso pedir asilo político?
Intolerância - parte 1
Tarde de Sexta-feira. Hora de ir, a correr, à Loja do Cidadão
tratar de assuntos urgentes antes do fim de semana.
Uma volta, duas voltas, finalmente um buraco para estacionar.
Saio e, em passo apressado, dirijo-me à Loja. Ouço o meu nome.
Uma colega que não vejo há anos. Tantos que nem sabia que tenho mais de dois filhos.
Como estás, então a tua M. entrou na universidade?
Sim, e teu entra este ano?
Sim, sabes como é, ainda faltam os exames.E o teu A.?
Está no 11º ano, e a T. já entrou para a 1ª classe.
Tu tens mais um filho?
Não, tenho mais dois, e até tive três.
Tu és doida!!! Casaste outra vez?
Não, o marido é o mesmo.
Viraste-te para a religião?
Não, continuo ateia.
Mas tu és doida! Um acidente ainda vá, agora dois?!
A mostarda subiu-me ao nariz, daquelas picantes, de Dijon.
Levantando ligeiramente a voz, expliquei-lhe que nenhum dos meus cinco filhos
nasceram por acidente. Conheço, e utilizo, médotos contraceptivos. Foram todos
planeados, programados e feitos com muita vontade e gozo.
Mesmo assim foi insistindo. Mas porquê, tu és doida?!
Pois sou. Alguém tem que contribuir para a natalidade. Já pensaste que
se todos tiverem um filho, como tu e a tua irmã, não haverá quem trabalhe
para pagar as nossas reformas?
Adeusinho, estou com pressa.
tratar de assuntos urgentes antes do fim de semana.
Uma volta, duas voltas, finalmente um buraco para estacionar.
Saio e, em passo apressado, dirijo-me à Loja. Ouço o meu nome.
Uma colega que não vejo há anos. Tantos que nem sabia que tenho mais de dois filhos.
Como estás, então a tua M. entrou na universidade?
Sim, e teu entra este ano?
Sim, sabes como é, ainda faltam os exames.E o teu A.?
Está no 11º ano, e a T. já entrou para a 1ª classe.
Tu tens mais um filho?
Não, tenho mais dois, e até tive três.
Tu és doida!!! Casaste outra vez?
Não, o marido é o mesmo.
Viraste-te para a religião?
Não, continuo ateia.
Mas tu és doida! Um acidente ainda vá, agora dois?!
A mostarda subiu-me ao nariz, daquelas picantes, de Dijon.
Levantando ligeiramente a voz, expliquei-lhe que nenhum dos meus cinco filhos
nasceram por acidente. Conheço, e utilizo, médotos contraceptivos. Foram todos
planeados, programados e feitos com muita vontade e gozo.
Mesmo assim foi insistindo. Mas porquê, tu és doida?!
Pois sou. Alguém tem que contribuir para a natalidade. Já pensaste que
se todos tiverem um filho, como tu e a tua irmã, não haverá quem trabalhe
para pagar as nossas reformas?
Adeusinho, estou com pressa.
27 maio 2005
Nomes
“Mãiii!
Sim filhota.
Já és avó! Olha os teus netos!
?!?!
Vês? São trigémeos.
Três?! E como se chamam?
Luís, Ana e Doremi”
Este diálogo levou-me à questão dos nomes.
A escolha dos nomes dos filhos numa família com duas nacionalidades é complicada.
Nós, optámos por escolher nomes que fossem iguais nas duas línguas.
Assim os avós e tios não teriam problemas na pronúncia . Mas não foi nada fácil.
Os nomes que mais gostávamos eram completamente diferentes, na escrita e na pronúncia.
Descobrimos que os nomes mais comuns, (António, Luís, José, Ana, Miguel, etc) são completamente diferentes na forma escrita e, pior ainda, nos diminutivos.
Por exemplo, Luís e Ana eram nomes da minha eleição, até escolher o pai dos meus filhos.
(Ou terá sido ao contrário?)
E agora? Como será com os netos?
Espero que ainda esteja longe o dia...
Sim filhota.
Já és avó! Olha os teus netos!
?!?!
Vês? São trigémeos.
Três?! E como se chamam?
Luís, Ana e Doremi”
Este diálogo levou-me à questão dos nomes.
A escolha dos nomes dos filhos numa família com duas nacionalidades é complicada.
Nós, optámos por escolher nomes que fossem iguais nas duas línguas.
Assim os avós e tios não teriam problemas na pronúncia . Mas não foi nada fácil.
Os nomes que mais gostávamos eram completamente diferentes, na escrita e na pronúncia.
Descobrimos que os nomes mais comuns, (António, Luís, José, Ana, Miguel, etc) são completamente diferentes na forma escrita e, pior ainda, nos diminutivos.
Por exemplo, Luís e Ana eram nomes da minha eleição, até escolher o pai dos meus filhos.
(Ou terá sido ao contrário?)
E agora? Como será com os netos?
Espero que ainda esteja longe o dia...
25 maio 2005
O Inferno
Esta é a resposta dada por um estudante duma universidade de Washington, num teste de química de nível médio.
Pergunta: "O Inferno é exotérmico (liberta calor) ou endotérmico (absorbe calor)?
A maioria dos estudantes deram as suas respostas com base na Lei de Boyle - um gás arrefece quando se expande, e aquece sob pressão. Um estudante obteve a pontuação máxima com a seguinte resposta:
Em primeiro lugar temos que saber se a massa do Inferno se altera em função do tempo. Precisamos portanto de saber a proporção de entradas e saídas de almas do Inferno. Creio podermos partir do princício que as almas que chegam ao Inferno já não saem.
Para fazermos uma ideia da quantidade de almas que chegam ao Inferno, debrucemo-nos sobre os pontos de vista das religiões existentes hoje em dia.
A maioria delas afirma que quem não for seu membro vai para o Inferno. A partir do momento em que existe mais do que uma religião, e as pessoas não pertencem a mais do que uma igreja, chegamos à conclusão de que todas as almas vão para o Inferno.
Com base na relação entre a natalidade e a mortalidade, podemos afirmar que o número de almas no Inferno cresce exponencialmente. Agora analisemos a proporção de variação de volume do Inferno. Segundo a Lei de Boyle, para se manter a mesma pressão e temperatura, o volume tem que crescer proporcionalmente com o número de almas admitidas.
Isto dá-nos duas possibilidades:
1) Se o volume do Inferno aumentar mais lentamente em relação ao número crescente de almas, a temperatura e a pressão aumentam, logo o Inferno explode.
2) Se o volume do Inferno crescer mais rápido que o número de almas, a temperatura e a pressão diminuem e o Inferno congela.
Qual é a resposta verdadeira?
Ambas apontam para extinção do Inferno, o que prova a existência do Céu.
Nota: a tradução é minha, livre, logo é possível a existência de calinadas de Física (e não só)
Pergunta: "O Inferno é exotérmico (liberta calor) ou endotérmico (absorbe calor)?
A maioria dos estudantes deram as suas respostas com base na Lei de Boyle - um gás arrefece quando se expande, e aquece sob pressão. Um estudante obteve a pontuação máxima com a seguinte resposta:
Em primeiro lugar temos que saber se a massa do Inferno se altera em função do tempo. Precisamos portanto de saber a proporção de entradas e saídas de almas do Inferno. Creio podermos partir do princício que as almas que chegam ao Inferno já não saem.
Para fazermos uma ideia da quantidade de almas que chegam ao Inferno, debrucemo-nos sobre os pontos de vista das religiões existentes hoje em dia.
A maioria delas afirma que quem não for seu membro vai para o Inferno. A partir do momento em que existe mais do que uma religião, e as pessoas não pertencem a mais do que uma igreja, chegamos à conclusão de que todas as almas vão para o Inferno.
Com base na relação entre a natalidade e a mortalidade, podemos afirmar que o número de almas no Inferno cresce exponencialmente. Agora analisemos a proporção de variação de volume do Inferno. Segundo a Lei de Boyle, para se manter a mesma pressão e temperatura, o volume tem que crescer proporcionalmente com o número de almas admitidas.
Isto dá-nos duas possibilidades:
1) Se o volume do Inferno aumentar mais lentamente em relação ao número crescente de almas, a temperatura e a pressão aumentam, logo o Inferno explode.
2) Se o volume do Inferno crescer mais rápido que o número de almas, a temperatura e a pressão diminuem e o Inferno congela.
Qual é a resposta verdadeira?
Ambas apontam para extinção do Inferno, o que prova a existência do Céu.
Nota: a tradução é minha, livre, logo é possível a existência de calinadas de Física (e não só)
Ontem fui ao cinema
Ver "A Guerra das estrelas", pois então.
Muitos efeitos especiais. Estória pobrezinha.
Os jedis a lutarem sobre a lava é "verdadeiramente"
de cair pro lado. O Lucas imagina qual é o calor que
a lava liberta???
Sair, a dois, com o maridão, ainda sabe bem, 21 anos depois!
Muitos efeitos especiais. Estória pobrezinha.
Os jedis a lutarem sobre a lava é "verdadeiramente"
de cair pro lado. O Lucas imagina qual é o calor que
a lava liberta???
Sair, a dois, com o maridão, ainda sabe bem, 21 anos depois!
23 maio 2005
Pedagogia ou agressão
Faço parte da Direcção da Associação de Pais da Escola Primária (1º ciclo)
que a minha filhota mais pequena frequenta.
Na semana passada foi-nos entregue uma carta, assinada por alguns pais de alunos do 2º ano,
a solicitar uma reunião de pais dessa turma com a respectiva professora, com a nossa presença e da Coordenadora da escola. Pediam urgência visto duas crianças já se recusarem a ir à escola por se sentirem marginalizadas e agredidas pela professora.
Ficámos preocupados e pedimos à Coordenadora da escola a convocação rápida da reunião, bem como a presença do Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas.
A reunião foi Sexta-feira à noite. Estiveram presentes 11 pais dos 12 alunos da turma, todas as professoras da escola, o Presidente do Conselho Executivo e a Direcção da Associação de Pais.
A mim calhou-me em sorte fazer a acta da reunião.
O que ouvi deixou-me, muitas vezes, de caneta perplexa.
Os pais das 2 crianças que não querem ir à escola, começaram por dizer, que quando eles andaram na escola, também levaram reguadas e não lhes fez mal nenhum. Mas, que esta professora dá pontapés, bofetadas e com uma vara nas crianças.
Os pais de outra menina "agredida", doente epiléptica, descreveram que quando a filha fica sonolenta, devido à medicação, a professora abana-a violentamente, dá-lhe bofetadas e põe-lhe água fria na cara.
A professora disse que era tudo mentira. O problema é que estas 3 crianças são preguiçosas
e muito mimadas. É verdade que lhe passa as mãos pela cara, mas é na brincadeira. São gestos de carinho.
Os pais das outras 8 crianças da turma foram dizendo que os miúdos nestas idades (7/8 anos) são dificilmente controláveis e, portanto, natural que a professora adopte medidas adequadas. Que os filhos gostam da professora e aprendem bem. Foram todos frisando que, também eles, levaram bofetadas na Escola Primária e não lhes fez mal nenhum.
Todas as professoras da escola defenderam acaloradamente a colega e criticaram os pais por terem convocado a reunião com elementos estranhos à turma.
No final 2 mães das crianças em causa choravam.
Eu tenho um amargo na boca desde Sexta-feira. Cobardemente calei-me e limitei-me a tirar apontamentos para a acta.
que a minha filhota mais pequena frequenta.
Na semana passada foi-nos entregue uma carta, assinada por alguns pais de alunos do 2º ano,
a solicitar uma reunião de pais dessa turma com a respectiva professora, com a nossa presença e da Coordenadora da escola. Pediam urgência visto duas crianças já se recusarem a ir à escola por se sentirem marginalizadas e agredidas pela professora.
Ficámos preocupados e pedimos à Coordenadora da escola a convocação rápida da reunião, bem como a presença do Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas.
A reunião foi Sexta-feira à noite. Estiveram presentes 11 pais dos 12 alunos da turma, todas as professoras da escola, o Presidente do Conselho Executivo e a Direcção da Associação de Pais.
A mim calhou-me em sorte fazer a acta da reunião.
O que ouvi deixou-me, muitas vezes, de caneta perplexa.
Os pais das 2 crianças que não querem ir à escola, começaram por dizer, que quando eles andaram na escola, também levaram reguadas e não lhes fez mal nenhum. Mas, que esta professora dá pontapés, bofetadas e com uma vara nas crianças.
Os pais de outra menina "agredida", doente epiléptica, descreveram que quando a filha fica sonolenta, devido à medicação, a professora abana-a violentamente, dá-lhe bofetadas e põe-lhe água fria na cara.
A professora disse que era tudo mentira. O problema é que estas 3 crianças são preguiçosas
e muito mimadas. É verdade que lhe passa as mãos pela cara, mas é na brincadeira. São gestos de carinho.
Os pais das outras 8 crianças da turma foram dizendo que os miúdos nestas idades (7/8 anos) são dificilmente controláveis e, portanto, natural que a professora adopte medidas adequadas. Que os filhos gostam da professora e aprendem bem. Foram todos frisando que, também eles, levaram bofetadas na Escola Primária e não lhes fez mal nenhum.
Todas as professoras da escola defenderam acaloradamente a colega e criticaram os pais por terem convocado a reunião com elementos estranhos à turma.
No final 2 mães das crianças em causa choravam.
Eu tenho um amargo na boca desde Sexta-feira. Cobardemente calei-me e limitei-me a tirar apontamentos para a acta.
19 maio 2005
Lengalenga
Como prenda de anos, aqui fica a tua lengalenga favorita.
Ao ritmo dela adormeceste noites a fio.
Houpy, houpy
Kočka snědla kroupy
a koťata jáhly
po péci
se táhly.
Skákal pes přes oves,
přes zelenou louku,
šel za ním myslivec,
péro na klobouku.
Šel zajíček brázdou,
měl kapsičku prázdnou,
potkala ho Káča,
dala mu koláča.
(lengalenga checa da região da Morávia. Fala de gatos, cães e coelhos)
Ao ritmo dela adormeceste noites a fio.
Houpy, houpy
Kočka snědla kroupy
a koťata jáhly
po péci
se táhly.
Skákal pes přes oves,
přes zelenou louku,
šel za ním myslivec,
péro na klobouku.
Šel zajíček brázdou,
měl kapsičku prázdnou,
potkala ho Káča,
dala mu koláča.
(lengalenga checa da região da Morávia. Fala de gatos, cães e coelhos)
18 maio 2005
Sete anos de ti
Parabéns Teresa.
Há sete anos fizeste-me mãe, pela terceira vez.
Queríamos muito que viesses, um dia. O dia igual ao do pai,
o mês original. Tinhas que nascer na Primavera, porque tu és
a personificação da vida. Tudo à tua volta revive, mexe, altera-se.
Deste dia recordo a cara do pai, feliz, de lágrimas nos olhos, quando
te pegou a primeira vez.
Dos teus irmãos emocionados, a discutir quem pegava em ti. Da composição,
que o André fez no dia seguinte, onde escrevia que este tinha
sido o dia mais feliz da vida dele.
Da minha comoção, de te mostrar o mundo pela janela.
Eras tão bonita. A nossa princesa Teresa.
Estes anos contigo têm sido uma aventura deliciosa.
Contigo entrou uma força da natureza na nossa vida.
Tudo queres ver, tudo queres saber.
Nós caímos de cansaço, tu queres aprender sempre mais.
Quando dizem que és parecida comigo, eu babo-me.
Parabéns minha Princesa
Há sete anos fizeste-me mãe, pela terceira vez.
Queríamos muito que viesses, um dia. O dia igual ao do pai,
o mês original. Tinhas que nascer na Primavera, porque tu és
a personificação da vida. Tudo à tua volta revive, mexe, altera-se.
Deste dia recordo a cara do pai, feliz, de lágrimas nos olhos, quando
te pegou a primeira vez.
Dos teus irmãos emocionados, a discutir quem pegava em ti. Da composição,
que o André fez no dia seguinte, onde escrevia que este tinha
sido o dia mais feliz da vida dele.
Da minha comoção, de te mostrar o mundo pela janela.
Eras tão bonita. A nossa princesa Teresa.
Estes anos contigo têm sido uma aventura deliciosa.
Contigo entrou uma força da natureza na nossa vida.
Tudo queres ver, tudo queres saber.
Nós caímos de cansaço, tu queres aprender sempre mais.
Quando dizem que és parecida comigo, eu babo-me.
Parabéns minha Princesa
Coisa de Lili
É oficial. Vem aí o Verão. E as trabalheiras que isso dá.
Até gosto do Verão, mas que querem esta rapariga ontem foi procurar o bikini
e sobram umas coisitas!
Não sobra assim muito, que isto de ter 4 filhotes tem as suas vantagens. Correr atrás deles não deixa engordar muito. Mas sempre são 2/3 kilitos. Bolas!
Lá vou ter que ir correr mais vezes e com mais afinco e...deixar de comer. Sim porque não há outra maneira. Antes dos quarenta bastava ir dançar uma horas para perder 1,5 kg, agora é preciso passar fome de cão uma semana para perder 0,5kg.
Está aí o Verão e está aberta a época dos anticelulíticos.
Meninas já descobriram para que é que eles servem? Para descargo de consciência. Sim porque a celulite eles não tiram, mas são fresquinhos na pele...
O que me leva à questão existencial: por que raio é que os homens não têm celulite?
Então andamos aqui a clamar igualdade e eles ficam sem ela? Não está certo. Saia JÁ uma casca de laranja pr'aquela parte da população!
Isto hoje não tem nexo nemhum? E tem que ter? Uma rapariga não pode estar com a Síndrome Pré- Depilatória? Não, não ?
Outra injustiça, por que é que os homens não se depilam? hã?
Não há direito! Eu até nem gosto deles muito peludos, porque depois, de manhã, fica-me com aquela sensação de incerteza. Não sei se dormi com o Homos Sapiens se com o avô dele - o macaco!
E isto da depilação leva-me a outro assunto. Eu estou convencida que os instrumentos de tortura foram inventados por mulheres. Sim meninas, então há lá maior tortura que a depilação? Só pode!
Dizem vocês, baixinho, se te incomoda assim tanto faz com a gilete. Era minhas lindas, e depois ficava com as pernas com grão de lixa nº 3, pois!
Isto é uma injustiça digo-vos eu que me despeço porque tenho a depilação marcada prás 10 h!
Até gosto do Verão, mas que querem esta rapariga ontem foi procurar o bikini
e sobram umas coisitas!
Não sobra assim muito, que isto de ter 4 filhotes tem as suas vantagens. Correr atrás deles não deixa engordar muito. Mas sempre são 2/3 kilitos. Bolas!
Lá vou ter que ir correr mais vezes e com mais afinco e...deixar de comer. Sim porque não há outra maneira. Antes dos quarenta bastava ir dançar uma horas para perder 1,5 kg, agora é preciso passar fome de cão uma semana para perder 0,5kg.
Está aí o Verão e está aberta a época dos anticelulíticos.
Meninas já descobriram para que é que eles servem? Para descargo de consciência. Sim porque a celulite eles não tiram, mas são fresquinhos na pele...
O que me leva à questão existencial: por que raio é que os homens não têm celulite?
Então andamos aqui a clamar igualdade e eles ficam sem ela? Não está certo. Saia JÁ uma casca de laranja pr'aquela parte da população!
Isto hoje não tem nexo nemhum? E tem que ter? Uma rapariga não pode estar com a Síndrome Pré- Depilatória? Não, não ?
Outra injustiça, por que é que os homens não se depilam? hã?
Não há direito! Eu até nem gosto deles muito peludos, porque depois, de manhã, fica-me com aquela sensação de incerteza. Não sei se dormi com o Homos Sapiens se com o avô dele - o macaco!
E isto da depilação leva-me a outro assunto. Eu estou convencida que os instrumentos de tortura foram inventados por mulheres. Sim meninas, então há lá maior tortura que a depilação? Só pode!
Dizem vocês, baixinho, se te incomoda assim tanto faz com a gilete. Era minhas lindas, e depois ficava com as pernas com grão de lixa nº 3, pois!
Isto é uma injustiça digo-vos eu que me despeço porque tenho a depilação marcada prás 10 h!
17 maio 2005
Doi-doi
Todas as mães sabem o que é ter um filho pequeno adoentado.
Ficam cabisbaixos, birrentos, sempre a chamar pela mãe.
E nós sem saber muito bem o que lhe fazer.
Mas sabem o que é ter uma filha adulto-adolescente doente?
Nem vos digo nem vos conto!!!
Mãiiiii!
Ficam cabisbaixos, birrentos, sempre a chamar pela mãe.
E nós sem saber muito bem o que lhe fazer.
Mas sabem o que é ter uma filha adulto-adolescente doente?
Nem vos digo nem vos conto!!!
Mãiiiii!
16 maio 2005
O meu fim de semana?
O meu fim de semana dava um filme
de Bollywood
com muita acção:
Um italiano,
da Secília,
a ex-mulher
a ex namorada
a filha deles,
instrumento perfeito de vingança de ex ressabiada contra pai amantíssimo,
um polícia simpático,
uma juíza inteligente e justa.
( A banda sonora pode ser a do...Trinita, acompanhada com lasanha à napolitana)
Ufffa!
Per te Giuseppe amico, um bacio
de Bollywood
com muita acção:
Um italiano,
da Secília,
a ex-mulher
a ex namorada
a filha deles,
instrumento perfeito de vingança de ex ressabiada contra pai amantíssimo,
um polícia simpático,
uma juíza inteligente e justa.
( A banda sonora pode ser a do...Trinita, acompanhada com lasanha à napolitana)
Ufffa!
Per te Giuseppe amico, um bacio
14 maio 2005
13 maio 2005
"Linguajar"
A língua evolui. O calão também. Isto não é novidade para ninguém.
Os meus filhotes, tal como passam as etapas de desenvolvimento, também
evoluem nas do calão. Por fases.
Houve a fase do bué da fixe, do duhh e lol e outras que tais.
No ano passado a educadora da 3ª piolha (então com 5 anos) veio, no fim do dia,
perguntar-me o queria dizer "ser tecla 3". Explicou que a Tété, numa discussão acalorada com um coleguinha, tinha-lhe dito: "tu és mesmo tecla 3".
Lá expliquei à senhora, e a todas as funcionárias do infantário, que no teclado dos telelés, o 3 corresponde ao def de deficiente. O que elas se riram...Não têm filhos adolescentes para aprenderem estas coisas...nem irmãos.
Nos últimos dias apareceu, cá em casa, o tótó. Não sejas tótó, tu és tótó...e por aí fora.
(Bem, aqui que ninguém nos ouve, à filhota mais velha também lhe saem uns palavrões, entre dentes, trazidos da sua estadia no Porto).
Mas voltando ao tótó. Ontem, quando estava a fazer o jantar, o piolhito chegou, com o biberon na mão, a dizer "mamã cacu".
"Não filhote, agora não vais beber leitinho, já vamos jantar". Ele foi insistindo e eu recusando. E mais uma vez.
Então, do alto dos seus três aninhos mal falados, gritou: "Mamã tótó"!
E foi para a sala zangado...
Os meus filhotes, tal como passam as etapas de desenvolvimento, também
evoluem nas do calão. Por fases.
Houve a fase do bué da fixe, do duhh e lol e outras que tais.
No ano passado a educadora da 3ª piolha (então com 5 anos) veio, no fim do dia,
perguntar-me o queria dizer "ser tecla 3". Explicou que a Tété, numa discussão acalorada com um coleguinha, tinha-lhe dito: "tu és mesmo tecla 3".
Lá expliquei à senhora, e a todas as funcionárias do infantário, que no teclado dos telelés, o 3 corresponde ao def de deficiente. O que elas se riram...Não têm filhos adolescentes para aprenderem estas coisas...nem irmãos.
Nos últimos dias apareceu, cá em casa, o tótó. Não sejas tótó, tu és tótó...e por aí fora.
(Bem, aqui que ninguém nos ouve, à filhota mais velha também lhe saem uns palavrões, entre dentes, trazidos da sua estadia no Porto).
Mas voltando ao tótó. Ontem, quando estava a fazer o jantar, o piolhito chegou, com o biberon na mão, a dizer "mamã cacu".
"Não filhote, agora não vais beber leitinho, já vamos jantar". Ele foi insistindo e eu recusando. E mais uma vez.
Então, do alto dos seus três aninhos mal falados, gritou: "Mamã tótó"!
E foi para a sala zangado...
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