Este fim de semana tivemos a visita dum amigo checo, o Jaroslav.
É um exercício deveras interessante isto de mostrar a nossa cidade a um estrangeiro,
pela primeira vez em Portugal e que não fala, nem entende, português.
Fizemos a visita turística: a catedral, as igrejas dos Terceiros, do Carmo e da Misericórdia,a Porta dos Cavaleiros,a rua Direita e adjacentes,a Cava de Viriato, os jardins e parques centrais, a mata/parque do Fontelo.
A apreciação global do Jaroslav foi positiva e apreciou particularmente os jardins e rotundas ajardinadas, por estar tudo florido.
É verdade, Viseu está cheio de flores. Com a correria diária não apreciamos devidamente a beleza que nos rodeia.
Criticamos (de)mais e contemplamos pouco.
Vou regularmente correr paro o Fontelo e não tinha reparado que está cheio de violetas e muitas outras flores silvestres.
Gostou da comida portuguesa, estranhou apenas o bacalhau, mas eu também não aprecio o vepro-knedlo-zelí...estamos quites!
10 abril 2005
08 abril 2005
Não nos faltava mais nada...
Facto: a Mãe Galinha abandonou-nos.
Motivo: delito de opinião.
Comentário: e a tolerância meus senhores?
Motivo: delito de opinião.
Comentário: e a tolerância meus senhores?
Vou ali já venho
«Se alguém me chamar velhote, vou ter o prazer
enorme de o mandar para sítios recônditos»
Herman José in Visão
Eu vou indo...
P.S. Que saudades do "Herman enciclopédia"!
enorme de o mandar para sítios recônditos»
Herman José in Visão
Eu vou indo...
P.S. Que saudades do "Herman enciclopédia"!
06 abril 2005
O sonho comanda a vida?
"...
Sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
..."
António Gedeão in Pedra filosofal
Sonhamos tão pouco... não há tempo!
Estamos na Era do descartável.
Descartam-se o talher e o prato para não lavarmos
O trabalhador não dá o lucro esperado? Despede-se.
O pai e a mãe estão doentes? Levam-se para o lar que é dedutível no IRS, embora seja pago com o dinheiro deles.
Os filhos dão trabalho? Ficam no ATL até fechar e depois mandam-se para o quarto ver televisão/computador, porque eu estou cansada.
Os amigos? Vamos à discoteca curtir e, mesmo que não se ouça uma frase completa, já cumprimos.
O marido/namorado já não dá pica? Parte-se para outra.
Estou triste? Prozac.
É difícil resolver este problema? Comprimidos para dormir.
Os afectos? Os sentimentos?... Uma viagem às Maldivas resolve.
E no entanto...
Sempre que um homem sonha
o mundo avança e pula... DE CONTENTE.
Sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
..."
António Gedeão in Pedra filosofal
Sonhamos tão pouco... não há tempo!
Estamos na Era do descartável.
Descartam-se o talher e o prato para não lavarmos
O trabalhador não dá o lucro esperado? Despede-se.
O pai e a mãe estão doentes? Levam-se para o lar que é dedutível no IRS, embora seja pago com o dinheiro deles.
Os filhos dão trabalho? Ficam no ATL até fechar e depois mandam-se para o quarto ver televisão/computador, porque eu estou cansada.
Os amigos? Vamos à discoteca curtir e, mesmo que não se ouça uma frase completa, já cumprimos.
O marido/namorado já não dá pica? Parte-se para outra.
Estou triste? Prozac.
É difícil resolver este problema? Comprimidos para dormir.
Os afectos? Os sentimentos?... Uma viagem às Maldivas resolve.
E no entanto...
Sempre que um homem sonha
o mundo avança e pula... DE CONTENTE.
31 março 2005
disparates da ninhada
Jantar na férias pascais
"Mãiii?
- Sim!
Cristo ressuscitou? Que quer isso dizer?
- Quer dizer que v..
Mana mais velha (19)
"Não Tété tu percebeste mal. Não é ressuscitou mas sim res-sushi-tou.
?!?!(olhos muito abertos)
Sim sushi, sabes do restaurante chinês mas em sushi -peixe. DAH!!!!"
Com ajudas destas lá se vai a pedagogia.
"Mãiii?
- Sim!
Cristo ressuscitou? Que quer isso dizer?
- Quer dizer que v..
Mana mais velha (19)
"Não Tété tu percebeste mal. Não é ressuscitou mas sim res-sushi-tou.
?!?!(olhos muito abertos)
Sim sushi, sabes do restaurante chinês mas em sushi -peixe. DAH!!!!"
Com ajudas destas lá se vai a pedagogia.
30 março 2005
Adolescentes
Ser mãe de adolescentes é o maior teste existente à paciência humana.
As hormonas são deles mas nós é que as aturamos.
O A. (17 anos) hoje anunciou (solenemente com a provocação inerente), que vai fazer um piercing na língua.
Eu por mim já estou por tudo... tanto se põe como se tira, e os tecidos regeneram facilmente.
O pai creio que vai passar. A relação deles já está conturbada, com a bolinha na língua vai piorar.
Isto promete!
As hormonas são deles mas nós é que as aturamos.
O A. (17 anos) hoje anunciou (solenemente com a provocação inerente), que vai fazer um piercing na língua.
Eu por mim já estou por tudo... tanto se põe como se tira, e os tecidos regeneram facilmente.
O pai creio que vai passar. A relação deles já está conturbada, com a bolinha na língua vai piorar.
Isto promete!
26 março 2005
24 março 2005
e tudo começou
18 de Janeiro de 1986, 23 horas
Finalmente nasceu! Após 26 horas de trabalho de parto. Cansada, dorida e... a mais feliz do mundo. A Marta nasceu e afirmou-se: berrou durante 2 horas. Nos intervalos tentou mamar.Era linda, moreninha com lábios carnudos. Depois levaram-na para o berçário e só voltei a vê-la de manhã.
Assim me fiz mãe. A mais babada!
A melhor? Tem dias. A filha tb!
14 de Março de 1988, 12 50h
Por volta das 9 rebentou o saco amniótico em casa e foi-se para o hospital nas calmas. Já não éramos caloiros!
Provocam o parto e em 2 horas nasce o André. Pequerrucho - 2,800 kg, 48 cm - mto branquinho e logo se aninhou no meu peito.
O parto custou? Não me lembro!
Lembro-me do pai, quando o veio ver, feliz, babado, com lágrimas nos olhos.(Naquele tempo os pais não tinham acesso à sala de partos!)
Lembro-me da mana espantada, inchada de irmã mais velha.
Lembro-me de chegar a casa com os 2 filhos e o paisão e me sentir o centro do mundo.
19 de Maio de 1998, 17 31h
Dez anos depois cá vamos nós outra vez. Agora o pai já entra, participa. O parto é programado,
2 dias antes da 40ª semana quando o obstetra está de serviço. Isto evoluiu...mas à província ainda não chegou a epidural.
9 da manhã entrada na maternidade, provoca-se o parto, previsão de uma bébé grandinha.
O trabalho de parto prolonga-se, a bébé não desce. Pensa-se nos forceps e pedem-me que caminhe até ao fim do corredor para a sala apropriada aos forceps. O marido pergunta se pode ir buscar um café. Que sim que isto ainda vai demorar.
Deito-me na cama e oiço a enfermeira: Sr. Dr rápido que o bébé está a nascer!
Pois é, mais uma vez o pai não assistiu. A Teresa assustou-se quando ouviu falar em forceps (tb pudera!)
2 horas depois chegam os manos grandes.Importantes, que é linda, que é tão pequenina... que é tão nossa.
Assim nasceu o nosso furacão, a nossa força da natureza.
12 de Outubro de 1999, 15 20h
Parto programado, provocado. Vai nascer a Gabriela.
O pai não arreda pé. Desta vez não quer perder nada.
Foi rápido e sem problemas, afinal já somos veteranos. Piadinhas mais que muitas do pessoal de enfermagem.
Nasceu linda, loira e saudável. Aninhou-se em mim, no pai, horas depois nos manos orgulhosos.
Durante os oito meses que viveu distribuiu sorrisos e felicidade.
Oito meses depois um acidente na A1, estúpido e brutal, congelou o sorriso da nossa Gabriela para sempre.
24 de Fevereiro de 2002, 14 25h
Depois de uma gravidez de alto risco, de internamento e muitas visitas às urgências, vamos tentar que o Alexandre nasça.
Quando anunciámos aos filhos que iam ter mais um mano a Marta comentou para o irmão:
" André, nós somos mesmo bons!
?!
se não tu achas que eles tinham coragem?"
O parto foi tão rápido que o obstetra não chegou a tempo. Foi o enfermeiro e o pai experiente.
Chegou o nosso Alexandre, loirinho, ternurento. O encanto dos manos adolescentes e a cobaia mais ou menos resistente da Teresa.
Pois é. Não temos tempo para o tédio, cá em casa está sempre algo a acontecer.
Mas... as coisas boas multiplicam-se por 6, as más dividem-se por 6
Finalmente nasceu! Após 26 horas de trabalho de parto. Cansada, dorida e... a mais feliz do mundo. A Marta nasceu e afirmou-se: berrou durante 2 horas. Nos intervalos tentou mamar.Era linda, moreninha com lábios carnudos. Depois levaram-na para o berçário e só voltei a vê-la de manhã.
Assim me fiz mãe. A mais babada!
A melhor? Tem dias. A filha tb!
14 de Março de 1988, 12 50h
Por volta das 9 rebentou o saco amniótico em casa e foi-se para o hospital nas calmas. Já não éramos caloiros!
Provocam o parto e em 2 horas nasce o André. Pequerrucho - 2,800 kg, 48 cm - mto branquinho e logo se aninhou no meu peito.
O parto custou? Não me lembro!
Lembro-me do pai, quando o veio ver, feliz, babado, com lágrimas nos olhos.(Naquele tempo os pais não tinham acesso à sala de partos!)
Lembro-me da mana espantada, inchada de irmã mais velha.
Lembro-me de chegar a casa com os 2 filhos e o paisão e me sentir o centro do mundo.
19 de Maio de 1998, 17 31h
Dez anos depois cá vamos nós outra vez. Agora o pai já entra, participa. O parto é programado,
2 dias antes da 40ª semana quando o obstetra está de serviço. Isto evoluiu...mas à província ainda não chegou a epidural.
9 da manhã entrada na maternidade, provoca-se o parto, previsão de uma bébé grandinha.
O trabalho de parto prolonga-se, a bébé não desce. Pensa-se nos forceps e pedem-me que caminhe até ao fim do corredor para a sala apropriada aos forceps. O marido pergunta se pode ir buscar um café. Que sim que isto ainda vai demorar.
Deito-me na cama e oiço a enfermeira: Sr. Dr rápido que o bébé está a nascer!
Pois é, mais uma vez o pai não assistiu. A Teresa assustou-se quando ouviu falar em forceps (tb pudera!)
2 horas depois chegam os manos grandes.Importantes, que é linda, que é tão pequenina... que é tão nossa.
Assim nasceu o nosso furacão, a nossa força da natureza.
12 de Outubro de 1999, 15 20h
Parto programado, provocado. Vai nascer a Gabriela.
O pai não arreda pé. Desta vez não quer perder nada.
Foi rápido e sem problemas, afinal já somos veteranos. Piadinhas mais que muitas do pessoal de enfermagem.
Nasceu linda, loira e saudável. Aninhou-se em mim, no pai, horas depois nos manos orgulhosos.
Durante os oito meses que viveu distribuiu sorrisos e felicidade.
Oito meses depois um acidente na A1, estúpido e brutal, congelou o sorriso da nossa Gabriela para sempre.
24 de Fevereiro de 2002, 14 25h
Depois de uma gravidez de alto risco, de internamento e muitas visitas às urgências, vamos tentar que o Alexandre nasça.
Quando anunciámos aos filhos que iam ter mais um mano a Marta comentou para o irmão:
" André, nós somos mesmo bons!
?!
se não tu achas que eles tinham coragem?"
O parto foi tão rápido que o obstetra não chegou a tempo. Foi o enfermeiro e o pai experiente.
Chegou o nosso Alexandre, loirinho, ternurento. O encanto dos manos adolescentes e a cobaia mais ou menos resistente da Teresa.
Pois é. Não temos tempo para o tédio, cá em casa está sempre algo a acontecer.
Mas... as coisas boas multiplicam-se por 6, as más dividem-se por 6
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